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sábado, 6 de outubro de 2018

O mundo como um jogo

O mundo tem mudado muito, e eu não creio que tenha sido para pior. O jogo é que é muito complexo, e umas vezes estamos a ganhar, outras a perder.

Isabela Figueiredo, no Facebook



terça-feira, 7 de agosto de 2018

A direcção do voto

"Politics is not about left or right. It's about up and down. The few screwing the many"

Molly Irvins, citada por Kathleen Turner

sábado, 8 de julho de 2017

Da boa?

Ouvido à porta da consulta externa:
_ Então adeusinho. Saúde, da boa, vá!

(Não sabia que se podia desejar "saúde, da má"...)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Acidente

Falavam de um acidente envolvendo dois automóveis, um dos quais aparentemente roubado, já que a matrícula não batia certo.
A história metia polícia, seguradoras, um carro numa estrada onde não era esperado, não percebi quem tinha abalroado quem.
E a certa altura o desabafo:

_ Enfim, está ali um brólio que não queira saber!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Forretice

Ouvido na praia, este fim-de-semana:

"O cúmulo da forretice é mandar pôr meias-solas nas havaianas."

Imagem © havaianas

sábado, 1 de agosto de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Queimada galega

Ontem tive amigos cá em casa a pretexto de uma queimada galega.
É um rito com ares de antigo mas que parece ser afinal bastante recente e no entanto ganhou foros de tradição na Galiza; nele se invocam os elementos (terra, ar, água e fogo) para afastar o mal e os bruxedos e propiciar a amizade.
A receita que usámos ontem continha aguardente, açúcar, limões cortados em gomos e grãos de café, tudo colocado num recipiente próprio de barro e mexido com uma concha igualmente de barro. O fogo é ateado a uma pequena porção contida nesta concha e nesta transplantado ao recipiente. O ideal é fazer isto ao ar livre e sem vento, mas as noites ainda estão frias e éramos todos adultos e cuidadosos, pelo que trouxemos a parafernália para dentro.


Vai-se mexendo sempre com a concha, criando cascatas de chamas e recitando este esconxuro:

Mouchos, curuxas, sapos e bruxas.
Demos, trasgos e diaños, espíritos das neboadas veigas.
Corvos, píntegas e meigas:
feitizos das menciñeiras.
Podres cañotas furadas, fogar dos vermes e alimañas.
Lume das Santas Compañas,
mal de ollo, negros meigallos, cheiro dos mortos, tronos e raios.
Ouveo do can, pregón da morte; fociño do sátiro e pé do coello.
Pecadora lingua da mala muller casada cun home vello.
Averno de Satán e Belcebú, lume dos cadáveres ardentes,
corpos mutilados dos indecentes,
peidos dos infernais cus,
muxido da mar embravecida.
Barriga inútil da muller solteira,
falar dos gatos que andan á xaneira,
guedella porca da cabra mal parida.
Con este fol levantarei as chamas deste lume que asemella ao do Inferno,
e fuxirán as bruxas da cabalo das súas vasoiras,
índose bañar na praia das areas gordas.
Oíde, oíde! os ruxidos que dan as que non poden deixar de queimarse na augardente
quedando así purificadas.
E cando esta beberaxe baixe polas nosas gorxas,
quedaremos libres dos males da nosa alma e de todo embruxamento.
Forzas do ar, terra, mar e lume,
a vós fago esta chamada:
se é verdade que tendes máis poder que a humana xente,
eiquí e agora, facede que os espíritos dos amigos que están fóra,
participen con nós desta queimada.


Quando a chama se apagar, tendo consumido a maior parte do álcool, deita-se a bebida em tijelinhas de barro e vai-se bebendo e conversando noite adiante. Sabe a limão, caramelo e chocolate, e tem a grande vantagem de se poder conduzir a seguir a um deleitoso serão!

(Albufeira, Março 2015)

O pecado de Juncker: resultado da votação

Percebe-se como este blogue é pequenino quando só se recebe dez votos numa votação deste género.
O resultado final da votação deu a vitória à opção 3 (este Verão quer fazer férias na Grécia), com a opção 4 (outra) em segundo lugar e apenas um voto para a opção 1 (estava bêbado).

Uma análise das respostas seria interessante:
este voto vai no sentido lúdico ou revela suspeita de corrupção?
os votos exprimem a opinião sobre os políticos em geral ou sobre apenas este em particular?
os votos exprimem algum desejo dos próprios votantes?
etc.

Cheira-me que há teses de mestrado a partir de coisas pouco mais sérias do que esta ;-)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O pecado de Juncker

"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda", disse Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Pergunta: porque disse ele isto agora?

Respostas possíveis:
1. estava bêbado
2. pediu uma audiência ao Papa Francisco e está à espera de resposta
3. este Verão quer fazer férias na Grécia
4. outra

Votação na barra do lado direito do blogue. Se escolher "outra", por favor explique-se na caixa de comentários deste post.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Os belgas

Não sei se os belgas existem - eles também não* - mas só uma gente especial construiria uma igreja torta para não alterar o curso de uma ribeira:


e lhe cortaria mais tarde um canto para criar mais passeio para os peões:

(Bruxelles, Novembro 2014)

Por outro lado, se isto não é arte na Bélgica, sê-lo-ia certamente em Nova Iorque:

(Antwerpen, Novembro 2014)

Já este parque de estacionamento, se não fosse flamengo, só poderia ser holandês (o que, queiram eles ou não, é parecido):

(Gent, Novembro 2014)


*Mas César sabia, e dizia deles que eram os mais valentes dos povos que habitavam a Gália, porque viviam mais longe da civilização e estavam continuamente em guerra com os Germanos. Como o tempo pode mudar a geografia!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O paradoxo de Fredkin

Via Lifehacker:

The more equally attractive two alternatives seem, the harder it can be to choose between them -- no matter that, to the same degree, the choice can only matter less."

Edward Fredkin*, citado em Marvin Minsky, The Society of Mind, NY, 1988, pg 52

Dito de outra maneira, quando parece mais difícil escolher entre duas alternativas é quando elas não são significativamente diferentes e não vale a pena perder muito tempo nessa escolha.

Já ganhei o dia.


* Fredkin é um cientista americano que se destacou por propor que o universo se compõe, basicamente, de informação e alterações na informação. Parece simples mas experimente-se procurá-lo no Google e ler o que escreveu. Pois.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

The evil that men do

E non credi ai complotti, perché a spiegare il male del mondo forse basta ed avanza la stupidità umana, non ci vuole una sublime intelligenza che pianfichi.

(E não acreditas nas conspirações, porque para explicar o mal do mundo possivelmente chega e sobra a estupidez humana, não é preciso uma sublime inteligência que planeie.)


in Il Mondo di Galatea.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Do poder de uns homens sobre os outros

Vi recentemente dois filmes que lidavam com os direitos civis (ou a falta deles) dos negros americanos, 12 Years a Slave e The Butler.

O primeiro conta a história de um negro livre, nascido e criado em Nova Iorque em meados do século XIX, educado, profissional respeitado, com família, que é raptado e vendido como escravo num dos Estados sulistas. Durante doze anos aquele homem faz o que pode para sobreviver, confrontando-se com patrões, capatazes e outros escravos melhores e piores, mas convencidos de que os homens não são todos iguais e uns têm por lei humana e divina direito de propriedade absoluta sobre outros.
O segundo passa-se no século XX. O protagonista nasceu numa plantação de um Estado do sul, onde os negros já não são escravos mas são tratados como tal. Procura melhor vida viajando para norte e é contratado como criado (chamam-lhe mordomo, mas só de nome) para a Casa Branca. A sua vida e a da sua família correm ao longo dos anos desde a presidência de Eisenhower à de Reagan e por aí fora, já reformado, à de Obama. Ao longo desses anos ele mantém-se afastado das lutas pela integração racial, mas o seu filho mais velho torna-se activista nelas.

De ambos os filmes se pode dizer que acabam bem, o que para mim já vai sendo importante. Como dizia o meu avô, amarguras, só as da vida. Mas ambos põem questões que parecem não desaparecer ao longo da história da humanidade, e que se resumem ao paradoxo de alguns se considerarem superiores a outros (cristãos, não-cristãos, negros, judeus, homossexuais) e por isso com o direito de maltratar estes últimos. Paradoxo porque me parece que, mesmo que isso fosse verdade e houvesse grupos "inferiores" por terem menor capacidade física ou intelectual, deveriam ser acarinhados e protegidos, como devem ser acarinhados e protegidos os mais fracos, sejam velhos, crianças, doentes ou inclusivamente os animais.

Continua válido o provérbio que outro dia me citaram: para veres o vilão, põe-lhe o pau na mão. Agora que estão na ordem do dia as praxes académicas (ver os posts da Helena sobre o tema), a única diferença parece ser a aparente anuência das "bestas" na sua própria bestialização.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Relacionamento insustentável

Ele diz: Sempre te quis bem. Lembra-te de todas as vezes que te ajudei.
Ela responde: Estás outra vez a cobrar-me o que fizeste.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A propósito de Mandela

Leio no blogue 31 da Armada:


O Papa Francisco é o novo Obama.


E penso: é capaz de ser.
Oxalá não seja.
Somos nós que idealizamos estas pessoas.
Parece que precisamos do que idealizamos serem estas pessoas.
Acho que precisamos de Mandelas.
E de Gandhis.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Seguro

"No clima actual, o maior risco é jogar pelo seguro"

Kasper Holten, director da Royal Opera House, citado esta manhã pelo maestro Pedro Carneiro na Antena 2.

Parecia um recado, mas foi só uma entrevista ao Financial Times.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A igualdade

Perante situações de fome extrema, a vontade de redenção pela igualdade é como a força de um sentimento religioso.
Joel Costa, hoje, no seu blogue Questões de Moral


Quando, nem há um mês, estalou o problema cipriota, e toda a gente se indignou com o confisco das poupanças dos cidadãos, isso deveu-se a um simples esquecimento, por parte de quem manda, do imperativo maquiavélico, divide ut imperes*: resolveram taxar todas as poupanças, maiores e menores, embora em dois escalões diferentes (dez por cento acima dos cem mil euros, sete por cento abaixo).
Quando se deram conta, apressaram-se a reparar o erro, propondo que os depósitos até ao número mágico de cem mil euros afinal não fossem taxados. Logo se fez um aliviado silêncio que permite ao desgoverno cipriota (ou antes, às hienas europeias) roubar sessenta por cento dos depósitos acima desse valor.

Na verdade, os mais pobres interiorizaram a máxima revolucionária os ricos que paguem a crise, e os meios de comunicação social têm sido extremamente eficazes ao martelar os conceitos de ordenado milionário e reforma milionária, sendo que, para um povo fraco em matemática, acima de mil euros todos os zeros valem a mesma coisa.
Quanto aos que têm um bocadinho mais, esses já se sentem culpados por haver quem tenha menos e aguente. Entre os discursos da direita e os da esquerda, passo a passo lá nos vamos encaminhando para a União Soviética.



*divide para reinares