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terça-feira, 8 de maio de 2012

Pingo Doce Parte II

Notícia do Diário Económico:

Retalho
Pingo Doce começou a cobrar custo da promoção de 50% a fornecedores
Dírcia Lopes
08/05/12 00:05

(...)
Os fornecedores dos supermercados Pingo Doce, detidos pelo grupo Jerónimo Martins, estão a ver os seus piores receios confirmarem-se: os custos da polémica campanha de 50% de desconto em compras a partir de 100 euros, realizada no 1º de Maio, será repercutida nas facturas que os produtores vão receber nas próximas semanas.
Fontes do sector das bebidas - em que se incluem sumos, águas, vinhos, refrigerantes e bebidas espirituosas - confirmam ao Diário Económico que "a promoção, decidida de forma unilateral pelo Pingo Doce, será paga pelos fornecedores".
(...)


A Jerónimo Martins nega. Mas se for verdade, confirma-se que eu não passo de uma ingénua. Não que acreditasse na bondade intrínseca da promoção do 1º de Maio, mas não me passou pela cabeça que fossem os fornecedores a arcar com os custos desta e de outras promoções.
Pela cabeça da ministra Cristas passou. Pela dos articulistas do Expresso também. Deve ser por isso que eu não estou na política nem no comércio.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Você foi ao Pingo Doce?

Afinal a promoção Pingo Doce, que ofereceu 50% de desconto a quem fizesse pelo menos cem euros de compras no dia primeiro de Maio foi ou não foi uma iniciativa detestável?
No fundo, trabalharam os empregados dos supermercados Pingo Doce para que outros trabalhadores pudessem comprar o que em princípio lhes fazia falta a preços mais baixos.

Foi uma provocação no dia do trabalhador? Se calhar foi. Foi uma jogada comercial brilhante? Foi com certeza. Foi concorrência desleal, foi dumping? Não me parece, desde que tenha sido um episódio pontual. A Jerónimo Martins pode dar-se ao luxo de um dia na vida (ou dois, ou três) vender os seus produtos a preço de custo, ou inferior, mas com certeza não o faz continuadamente.

Estou a defender a empresa? Não particularmente. Eu não fui lá: felizmente ainda não preciso de passar três horas numa fila para comprar azeite e papel higiénico a metade do preço mas, pelo que se viu, houve muita gente a aproveitar. A verdade é que me irrita que o desgoverno pretenda agora usar a situação para justificar mais um imposto, e se prepare para proibir promoções inesperadas. Este país está a ficar acorrentado.

Além disso, suspeito que muitos dos que protestaram estavam lixados por não terem sabido a tempo de poderem participar :-D

terça-feira, 3 de abril de 2012

Surpresas

Ontem andei todo o dia com uma telha que só vista, depois de ouvir na Antena2 que o governo pretendia uma redução do montante do subsídio de doença nas baixas de curta e média duração (que passaria de 65% do ordenado para 55% nas baixas até 30 dias e para 60% nas baixas até 90 dias), com a justificação de desincentivar as baixas fraudulentas.

Isto mete-me nojo. Que nos digam que não há dinheiro é uma coisa, que inventem razões parvas é outra. Acho muito bem que se combatam as baixas fraudulentas: para isso há uma coisa chamada fiscalização. Mas estarão os nossos governantes tão habituados à trapaça e à vigarice que não lhes passe pela cabeça que as pessoas podem estar mesmo doentes e impedidas de trabalhar?

Claro que não imaginam que um carpinteiro ou um pedreiro a quem falhe um gesto pode ter uma lesão grave na mão, e que esta pode precisar de um mês de imobilização e mais um mês, ou mês e meio, de reabilitação. Claro que não imaginam que uma cozinheira pode queimar-se seriamente na cozinha e que no melhor dos casos pode precisar de duas ou três semanas até cicatrizar. Claro que não imaginam - mas perguntem, santo deus! E já agora perguntem se um desgraçado que vai trabalhar engripado, em vez de meter uma semana de baixa, não andará a espalhar vírus à sua volta, contagiando dezenas de outros. Perguntem se uma empregada de limpeza a quem tiram o útero tem condições para trabalhar antes de quatro a seis semanas. Perguntem, que os médicos explicam.

Hoje li no Diário de Notícias que a Comissão Europeia não descartou (...) a possibilidade dos cortes nos 13.º e 14.º meses para a função pública e pensionistas assumirem caráter permanente. Olhem a grande novidade! Alguém acredita voltar a receber esses subsídios? Mas enfim, diz o Sol que a Comissão Europeia definiu como surpreendente o aumento do desemprego em Portugal, por isso já se começa a perceber: estes economistas, afinal, não têm ideia do que andam a fazer e até já recebem lições de miúdos de onze anos.

domingo, 25 de março de 2012

Navio ao mar

Notícia do Expresso:

Navios prestes a arrancar de Viana para a Venezuela
A construção dos navios asfalteiros para a Venezuela pode arrancar dentro de dois a três meses, segundo a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).
9:14 Sábado, 24 de março de 2012

A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) estima que dentro de "dois a três meses" poderá receber o aço necessário para desbloquear o processo de construção dos navios asfalteiros para a Venezuela.
(...)
Em causa está um negócio para a construção de dois asfalteiros para a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA), no valor de 128 milhões de euros e com entrega prevista para fevereiro de 2014.
(...)


Hmmm... Está bem mas, depois deste tempo todo, não será melhor perguntar à empresa venezuelana se ainda está interessada nos navios?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Estímulos

Todos os políticos e analistas falam em estimular a economia através do financiamento às empresas, mas eu pergunto, essas empresas vão fabricar o quê para vender a quem, se praticamente só há dinheiro para comprar produtos chineses?

Maldita gasolina!

O preço da gasolina 95 subiu hoje, no posto Galp da via do Infante, para €1,707, o valor mais alto de sempre. O barril de petróleo Brent está ligeiramente acima dos 125 dólares.
Lembro-me dos célebres 147 dólares que o barril atingiu em Julho de 2008 e pergunto-me quem exactamente é que nos está a roubar.

E a propósito, resolvi afixar na coluna do lado um widget com a actualização diária do preço do petróleo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Contas feitas

A Casa do Médico de S. Rafael, em Sines, é uma espécie de lar de terceira idade concebido para médicos e seus familiares, podendo também funcionar como hotel para médicos de passagem, à semelhança de uma mais antiga que existe no Porto.

Estive a ler o respectivo regulamento na Medi.com de Janeiro, o mesmo que se enconta aqui e, quando cheguei ao tarifário, fiquei perplexa. É que sempre que se dividem as pessoas em escalões para fins monetários, saem aberrações.



No caso, se um médico tiver rendimentos no valor de dois mil euros e quiser ter um quarto só para si, terá de pagar 1155 euros, o que lhe deixa para despesas pessoais 845 euros.
Mas se tiver uma reforma de dois mil e um euros, para ter o mesmo quarto desenbolsará 1755 euros, e ficará então com 246 euros para si.

Por outro lado, se receber entre 526 e 704 euros, ou entre 1001 e 1154 euros não tem direito a quarto individual, porque não conseguirá pagar a mensalidade correspondente ao seu escalão. Mais vale receber só 525 euros, porque tem quarto individual e ainda lhe sobram 225 euros!

Curioso igualmente é que, numa Casa do Médico, assistência médica e de enfermagem poderá ser fornecida, se necessário, sendo o seu custo suportado pelo hóspede (5.5).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sair do euro

Greek politicians keep repeating that leaving the euro would be an economic disaster. As opposed to what, precisely? The present Wirtschaftswunder?
(...)
Because Brussels has been kind to the politicians, they genuinely struggle to see that it isn’t in the interests of their constituents.
(...)


Daniel Hannan, no seu blogue, hoje.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Outra vez a idade da reforma

Notícia do Jornal de Negócios:

Proposta de reforma aos 75 anos na Suécia provoca polémica
07 Fevereiro 2012 | 19:24
Carla Pedro - cpedro@negocios.pt

O chefe do governo sueco, Fredrik Reinfeldt, defendeu que os cidadãos trabalhem até aos 75 anos, em vez de o fazerem aos 65.
(...)
O governante, que preside à coligação de centro-direita, afirmou que a Suécia tem de enfrentar o facto de as pessoas estarem a viver mais anos e que, para se manterem os actuais níveis de bem-estar social e de pensões, deverão trabalhar mais tempo.
(...)


Estes filhos-da-mãe não têm dois neurónios para pensar? Ainda não perceberam que quando falam em reformas estão a falar de pessoas com as mais diversas profissões? Ainda não perceberam que eles, enquanto vendedores de banha da cobra, podem debitar discursos até morrerem mas que os relojoeiros, os pedreiros, as mulheres de limpeza, os estivadores, etc, hão-de ter com essas idades limitações físicas que os impedirão de exercer capazmente as suas actividades? Ainda não perceberam que o ritmo com que se trabalha hoje não se consegue manter até essas idades? Ainda não perceberam que as capacidades intelectuais também diminuem, e que há riscos em manter no activo cirurgiões, motoristas e professores?

Caramba que isto está difícil de entender!

Competitividade

Notícia do Público:

Fábricas do México, Finlândia e Hungria afectadas
Nokia despede 4000 trabalhadores para produzir na Ásia
08.02.2012 - 10:28 Por Lusa
A Nokia, o maior fabricante mundial de telefones móveis, anunciou hoje a intenção de deslocar para a Ásia a montagem dos smartphones (telefones inteligentes) ainda este ano, despedindo 4000 trabalhadores nas fábricas do México, Finlândia e Hungria.
Com esta medida, de acordo com a agência EFE, o gigante finlandês pretende aumentar a sua competitividade (...)

Continuem que vão bem. Quando todas as empresas que puderem passarem a produção para a Ásia, desempregando assim os trabalhadores europeus, quando os europeus não tiverem dinheiro nem para comprar produtos feitos na Ásia, vai vir charters de asiáticos visitar os palácios e as igrejas (e os bonitos túneis e auto-estradas) europeus, tirar fotografias e perguntar, como nós fazemos agora diante das pirâmides de Chichen Itza ou nas cavernas de Altamira, quem seriam e como viveriam os povos extintos que construíram tão extraordinário património.

Merkel e a Madeira

Notícia do Diário de Notícias:

União Europeia
Merkel: Madeira é exemplo de má aplicação de fundos
por Lusa Ontem
A chanceler alemã, Angela Merkel, deu hoje a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e autoestradas, mas não para aumentar a competitividade".
Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas (...)

Não vale a pena indignarmo-nos contra Angela Merkel que, como qualquer mortal, tem apenas a informação que lhe dão. E a ela disseram, como de resto a todos nós, que a Madeira, entre túneis e buracos orçamentais, parece hoje cada vez mais um queijo Gruyère.

Julgo que a senhora Merkel nunca foi à Madeira, e decerto nunca lá foi antes de os fundos estruturais terem sido gastos em bonitos túneis e auto-estradas.

Ora o meu pai, que era engenheiro civil, esteve envolvido na construção de algumas das estradas que se fizeram na Madeira nos anos quarenta/cinquenta, e foi com essas que a Madeira se aguentou até chegarem os fundos estruturais. Essas estradas colavam-se à rocha em curvas apertadas porque não havia dinheiro nem tecnologia para fazer viadutos; os túneis eram abertos a dinamite e a picareta e a sangue de homens. A viagem do Funchal para a costa norte (28km à vol d'oiseau), de carro, demorava duas horas e meia de aflição e enjoo. Antes das estradas, as comunicações eram feitas por mar, e as populações do interior, se tivessem mesmo que vir à capital, vinham a pé ou, se doentes, de liteira.


(Madeira, 1950/51: fotos da colecção do meu pai)

Por isso: sim, houve muito dinheiro esbanjado, gastou-se como se não houvesse amanhã, há construções completamente supérfluas, houve gente a enriquecer à custa do descontrole dos dinheiros públicos (emprestados), mas como pode negar-se que aproximar as comunidades e facilitar as trocas de pessoas, mercadorias e ideias, só pode aumentar a competitividade?

Já sem discutir a natureza e benefícios da competitividade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Não há charters de chineses

Notícia do Público:

Governo chinês proíbe companhias aéreas de pagar taxa de carbono à UE
06.02.2012
AFP, PÚBLICO

O Governo de Pequim proibiu as companhias aéreas chinesas de pagar a taxa pelas emissões de carbono que emitem, uma medida que entrou em vigor a 1 de Janeiro e que abrange todos os voos de e para os países da União Europeia.
(...)
Desde 1 de Janeiro, as emissões de dióxido de carbono de todos os voos domésticos e internacionais com partida ou chegada a qualquer aeroporto na União Europeia passaram a estar abrangidas pelo comércio de emissões europeu. O objectivo é limitar as emissões de gases com efeito de estufa da aviação internacional.
(...)


Faz o governo chinês muito bem. A direcção (nem sei como lhe hei-de chamar) da União Europeia só pensa em lançar impostos sobre tudo e mais alguma coisa. É evidente que o objectivo deste não é limitar a emissão de gases, que continuarão a ser emitidos desde que os aviões voem. O objectivo é angariar mais dinheiro para pagar o monstro em que se está a tornar a União Europeia.

Os voos vão ser mais caros, mas Durão Barroso, van Rompuy, a baronesa Ashton, assim como Merkozy e seus lacaios e mais os eurodeputados e burocratas da UE continuarão a viajar. Em executiva. Pagos por nós, claro.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A cidade da música

Como disse o Paulo, a Áustria perdeu a gargalhada (ahahah), mas Salzburg ainda tem motivos para sorrir: principalmente Mozart, que é todo um negócio - de resto, na belíssima cidade velha, música e negócio estão tão entrelaçados como a madressilva e a corriola*.

Diante da catedral, que foi, como tantas na Europa central, reconstruída depois da segunda guerra mundial, reparei numa estátua coberta por uma protecção anti-gelo, coisa de que a Teresa falou já não me lembro em que post e eu nunca dera conta.



Visitei a casa onde nasceu Mozart


e comi um dos famosos Mozartkugeln, mas infelizmente não coincidi com a Mozartwoche, o festival de inverno. Tão pouco fui aos jardins Mirabell que foram cenário no filme The Sound of Music porque não me pareceu que em Janeiro estivessem com o seu melhor aspecto. Mas passeei, apesar do frio, pela Getreidegasse com as suas bonitas lojas e, ainda mais bonitos que as lojas, os letreiros de ferro forjado, dourado e pintado que as assinalam.


Até o McDonalds tem um.

(Salzburg, Janeiro 2012)

Comi no restaurante Carpe Diem uma espécie de tapas denominadas fingerfood, muito recomendáveis a quem não precise de grandes doses.



*Sleep thou, and I will wind thee in my arms.
(...)
So doth the woodbine the sweet honeysuckle
Gently entwist (...)


Shakespeare, A Midsummer Night's Dream, IV.1, citado por Martin Gardner in The New Ambidextrous Universe, Mineola, 2005, pg 55

A Europa sem crise

Um breve passeio pela Europa sem crise - ou quase - levou-me primeiro a Genève.

O jet d'eau continua activo e altivo, do alto dos seus 140 metros:


À porta dos melhores hoteis parqueiam em segunda fila os carros imponentes:


Até os pardalitos se banqueteiam com sushi:


E para quem julga que os suíços não têm imaginação, talvez não seja bem assim:

(Genève, Janeiro 2012)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bairro Alto

O Estado dá-me cabo da cabeça e da bolsa e o estado das ruas de Lisboa deu-me cabo dos pés. O Bairro Alto ao sábado de manhã é... diferente, com as funcionárias da Câmara a varrer os milhares de copos de plástico que o pessoal da noite bebeu na sexta-feira e atirou para o chão (a rua na foto tem poucos bares).


Grande parte daqueles prédios não tem obras há décadas, e provavelmente senhorios e inquilinos reagiram de maneira diferente à nova lei do arrendamento de que se falou no princípio do ano.


Princípio? Ainda mal passou uma semana e já se fala em mais austeridade e desvios orçamentais...

(Lisboa, Janeiro 2012)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O preço certo

Notícia do Expresso:

Barão capitalista britânico dá prémio a quem inventar "saída ordeira" do euro
Simon Wolfson, dono da Next, cadeia retalhista de moda, vai atribuir um prémio de 290 mil euros ao economista que apresentar até 31 de janeiro a melhor proposta de como um ou vários membros da zona euro poderão "sair ordeiramente" da moeda única.
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
9:05 Quarta feira, 4 de janeiro de 2012

(...)
Simon Wolfson, de 43 anos, que é filho do fundador da Next,(...) tem as inscrições abertas para o Prémio até 31 de janeiro. Os interessados poderão consultar as regras no link seguinte: http://www.policyexchange.org.uk/pages/wolfsoneconomicsprize.cgi
(...)


Duzentos e noventa mil euros? Deve estar a brincar. Como dizem os americanos, esta é a pergunta para um milhão de dólares. Pelo menos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bom ano novo

Curiosamente à meia-noite nenhuma das quatro televisões nacionais passou imagens do fogo-de-artifício madeirense, o mais antigo e famoso do país. Hoje, no jornal das 7, a SIC Notícias pretendeu convencer-nos que (houve mas) causou incêndios e desalojou pessoas.
Na procura por um bode expiatório para o mau viver, a Madeira e Alberto João Jardim estão na fila, mas seria preciso tanto?

Felizmente o resto do mundo ignora essa guerra e aqui fica um testemunho, com os meus votos de bom ano para os amigos deste blogue: haja saúde, alegria e força para levar por diante os projectos de cada um.

Foto do Daily Mail

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal sem luzes

Não sei o que se passa no resto do país, mas em Albufeira este ano não há iluminações de Natal. Só um letreiro à entrada da cidade para quem vem da autoestrada. Em Lisboa também nada vi: aquela espécie de cogumelos Disney em volta da estátua do marquês de Pombal não dá luz e obviamente não conta*.

Toda a gente parece achar normal esta austeridade, contentando-se em lamentá-la com ar compungido.

(Hoje, na minha janela)

Mas a pergunta que ninguém faz (excepto o A., esta tarde) é: o que aconteceu às luzes dos anos anteriores? Não se podem reutilizar? Não sobrou nada? Foi tudo para o lixo?
Por outras palavras: que desperdício foi esse a juntar aos outros? E os senhores autarcas ainda andam aí?


*Para quem não sabe a que cogumelos me refiro, ei-los aqui.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Taxas imoderadas

Notícia no Diário de Notícias:

Taxas moderadoras
Preço das consultas nos hospitais vai triplicar
Hoje
A partir de Janeiro, consultas com especialistas e SAP vão custar 10 euros.
(...)
As taxas moderadoras das consultas nos hospitais distritais vão subir de 3,10 euros para dez (...)
Nos hospitais centrais (...) sobem também para dez.
Os valores foram confirmados ao DN por uma fonte ligada ao Ministério da Saúde, que também referiu que os atendimentos urgentes em centros de saúde (...) vão igualmente passar de 3,80 euros para dez.


Espero que se faça um estudo prospectivo sobre os resultados destes aumentos, porque enquanto o ministério espera arrecadar mais cerca de cem milhões de euros, eu tenho a impressão que vai haver muito menos gente a recorrer às consultas e mesmo às urgências, com diversas consequências:


haverá pessoas a prescindir de tratamentos necessários;
haverá uma redução drástica nas consultas de acompanhamento após tratamento da fase aguda;
haverá alguma fuga para os hospitais privados (a preços semelhantes), embora pouco significativa;
haverá proporcionalmente mais casos sociais (isentos) nas salas de espera.

Mas, claro, eu às vezes engano-me e frequentemente tenho dúvidas.