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sábado, 14 de julho de 2018

Mundial de futebol

Haverá coisa simultaneamente mais deprimente e mais inútil do que um jogo para decidir quem fica em terceiro e quarto lugar num campeonato mundial?

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ciganos

Cada vez que há um doente cigano internado e o clã inteiro invade o terreno do hospital lembro-me das razões por que não gosto de ciganos: essencialmente porque não se lavam, porque não recolhem o lixo que fazem, porque vivem à margem mas aproveitam os nossos impostos, porque descuidam os cavalos e os cães, porque não estudam e não deixam as raparigas estudar.

(Faro, Janeiro 2017)

Mas hoje perguntei-me: que raio de sociedade é a nossa, especificamente a nossa, portuguesa, que não consegue convencer estas pessoas a integrar-se na nossa cultura, acrescentando-lhe as eventuais mais-valias da sua própria tradição? E apercebi-me de que conheço muito mal a realidade cigana actual no nosso país, pelo que decidi ir à procura e encontrei online este Estudo Nacional sobre as Comunidades Ciganas, que li e recomendo a quem tiver a mesma curiosidade que eu.

Não respondeu a todas as minhas perguntas, confirmou praticamente todas as minhas ideias, mas pôs-me outras questões. Levou-me a perceber melhor que temos, "nós", os gadjos, responsabilidades na discriminação mas que "eles", os ciganos ou roma, também põem barreiras à integração: afinal, há medo de parte a parte, e cada parte se defende como sabe, uma excluindo, a outra manipulando.
Talvez haja, e espero que haja, desde que alguns de "nós" tomaram consciência dos problemas deste relacionamento e que já alguns d'"eles" os encaram também, maneira de os solucionar, mas vai ser preciso tempo, esforço e motivação.

Se gosto mais dos ciganos depois de ler este estudo? Não sei. Gostava que, para começar, apanhassem o lixo em vez de o deixarem para os funcionários do hospital.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O pecado de Juncker: resultado da votação

Percebe-se como este blogue é pequenino quando só se recebe dez votos numa votação deste género.
O resultado final da votação deu a vitória à opção 3 (este Verão quer fazer férias na Grécia), com a opção 4 (outra) em segundo lugar e apenas um voto para a opção 1 (estava bêbado).

Uma análise das respostas seria interessante:
este voto vai no sentido lúdico ou revela suspeita de corrupção?
os votos exprimem a opinião sobre os políticos em geral ou sobre apenas este em particular?
os votos exprimem algum desejo dos próprios votantes?
etc.

Cheira-me que há teses de mestrado a partir de coisas pouco mais sérias do que esta ;-)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O pecado de Juncker

"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda", disse Jean Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Pergunta: porque disse ele isto agora?

Respostas possíveis:
1. estava bêbado
2. pediu uma audiência ao Papa Francisco e está à espera de resposta
3. este Verão quer fazer férias na Grécia
4. outra

Votação na barra do lado direito do blogue. Se escolher "outra", por favor explique-se na caixa de comentários deste post.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Números

Notícia do Jornal de Negócios:

Mais de 118 mil militantes e simpatizantes do PS votaram em António Costa (act)
29 Setembro 2014, 00:26 por Bruno Simões | brunosimoes@negocios.pt
(...)
Dos 248.475 inscritos, votaram 174.518 militantes e simpatizantes do PS, pelo que a abstenção ficou abaixo dos 30%. António Costa recolheu 67,88% dos votos e Seguro 31,65%.
Em termos absolutos, Costa recolheu 118.454 votos, mais do dobro dos recebidos por Seguro (55.239).
(...)


Eu gosto é de números concretos. Depois da algazarra que foi esta campanha socialista, dos discursos auto-comemorativos de ontem e dos títulos de outros jornais de hoje, finalmente sabemos quantos portugueses querem António Costa como primeiro-ministro.

Não chegam a cento e vinte mil. Podemos estar descansados ;-)

segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma espécie de lei de Murphy

Quando pensamos que já lavámos a loiça toda e arrumamos o esfregão, há sempre uma última peça esquecida algures atrás de nós.

domingo, 2 de setembro de 2012

Empreender


Leio que este ano há mais cinco mil professores no desemprego por não terem conseguido colocação no ensino público, e acho que o verdadeiro problema não é o Estado não dar emprego a essas pessoas mas sim os entraves que coloca a que se juntem, se organizem e criem as suas próprias escolas - cooperativas ou não.

Enquanto os ministros apelam ao empreendorismo e o chefe do governo aconselha os portugueses a serem menos piegas, vão crescendo as pilhas de leis e normas que castram as iniciativas. Não é hoje possível fazer uma escola numa casa qualquer com salas de aula e casas-de-banho. Da mesma forma, não posso, como às vezes sonho, ter um consultório onde faça umas pequenas cirurgias, com uma autoclave para esterilizar os instrumentos: tenho de ter áreas de limpos e de sujos, casas-de-banho para homens, mulheres e deficientes, desinfectantes e produtos de limpeza em arrumações separadas, registos e licenças, pessoal e segurança social, seguros, rendas, empréstimos e garantias. Calculo que para uma escola seja parecido, e que tenha de haver zona de recreio e refeitório, vigilantes e magalhães.

Por isso o investimento em Portugal diminuiu 40% nos últimos dez anos e há-de continuar a diminuir, afastando-nos cada vez mais das metas que nos dizem ser as nossas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A crise em Espanha

A taxa de desemprego em Espanha é superior a vinte por cento. E note-se que desempregado é aquele que procura emprego através de instituições públicas, porque se não o fizer chama-se inactivo e não conta para esta estatística. A bolha imobiliária é evidente, sobretudo no sul, na região de Marbella, onde, como cá, ainda mais do que cá, se construiu desalmadamente na convicção de que para tudo o que se construísse haveria compradores. Assim, há aldeias completamente descaracterizadas, às quais só restam as excursões de velhotes que vão admirar a vista e fotografar os burros.


(Mijas, Novembro 2011)

Em Novembro a marina de Puerto Banús é como a de Vilamoura: um deserto, ainda que com barcos e lojas de outro escalão, pelo que imagino que a clientela em Agosto também seja diferente.

(Puerto Banús, Novembro 2011)

No entanto não há quem lhes roube a boa disposição nem o amor pela rua. Em Cáceres o fim-de-semana medieval parecia ter atraído meia Extremadura, e dir-se-ia que ali não há quebra de natalidade.

(Caceres, Novembro 2011)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quem é você? Diga logo...*

Ou, pelo menos, quantos é você? Encontre o seu número de ordem na população mundial, segundo este modelo da BBC (via Expresso). Quando penso que já nasceram cerca de dez mil milhões de pessoas depois de mim, sinto vertigens.


*acrescentado em 6/11/11 para quem não sabe: o título é um verso desta canção de Chico Buarque d'Holanda.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Subir ou descer, eis a questão

Notícia do Expresso:

Défice orçamental sobe a 8,3% no 1.º semestre
Valor provisório do défice orçamental apenas nos primeiros seis meses já denota um agravamento face ao anterior destaque realizado pelo INE, que apontava para um défice de 7,7%.
11:10 Sexta feira, 30 de setembro de 2011
O défice orçamental no primeiro semestre do ano atingiu os 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB), indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), superior aos 7,7% do primeiro trimestre do ano.
(...)

Notícia do Jornal de Negócios:

Défice público caiu no segundo trimestre do ano
30 Setembro 2011 | 11:20
Pedro Romano - promano@negocios.pt

O défice orçamental recuou no segundo trimestre relativamente aos primeiros três meses do ano. Segundo as contas do INE, as necessidades de financiamento da Administração Pública passaram de 9,3 para 8,8% do PIB.
(...)


Que grande confusão. A verdade é que ler o documento original do INE não ajuda nada, porque as contas são feitas trimestralmente para todo o ano anterior - ou seja, é preciso saber os valores de todos os relatórios trimestrais desde há mais de um ano para se perceber alguma coisa. E eu, confesso, não tenho paciência, que a minha vida não é isto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A questão do papel higiénico

Notícia do Expresso:

Os engenheiros, o papel higiénico e a economia
Parece mentira, mas não é. Um grupo de engenheiros norte-americanos dedicou várias horas à velha questão de-que-lado-deve-correr-o-papel-higiénico-no-respetivo-suporte. E aí está o resultado.
8:00 Sexta feira, 1 de julho de 2011
(...)


Ora o Expresso continua com uma tendência particular para estas notícias de... casa de banho. E eu, curiosa, fui à procura do estudo, que afinal pouco tem de engenharia.

As conclusões são:
há vantagens e desvantagens em cada uma das alternativas;
70% das pessoas preferem por cima;
a escolha continua a ser individual.

Para isto, mais vale ir estudar filosofia em Paris.

Imagem © Renova

sábado, 30 de abril de 2011

Sondagem: resultados

Encerrada esta tarde a sondagem

De que vai prescindir para diminuir a dívida portuguesa?

a votação foi a seguinte:
    De comprar sapatos novos - 3 (16%)
    De comer em restaurantes - 3 (16%)
    De usar telemóvel e tv cabo - 1 (5%)
    A sério, tenho escolha? - 11 (61%)

Total - 18

Muito obrigada a todos os votantes; vou agora meditar sobre o que estas respostas podem indicar para o futuro da economia nacional ;-)

domingo, 24 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sondagem

Depois de ler este post do Álvaro Santos Pereira, que afirma claramente que não é só o desgoverno que gasta demais mas também as pessoas, e na perspectiva kennedyana do que poderemos fazer pelo nosso país, lembrei-me de lançar uma consulta popular, aí na coluna do lado direito deste blogue*, para saber que espécie de sacrifícios estaremos dispostos a fazer nos próximos três anos (dizem que é o prazo para começarmos a recuperar, não é que eu acredite).

Os desempregados sem subsídio não precisam responder.

*Decidi hoje passar a usar a versão aportuguesada de blog, para poupar nos itálicos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A educação segundo a OCDE Parte II

Passando os olhos pelo tipo de perguntas usadas nos exames do PISA, verifico que se dirigem à compreensão e ao raciocínio e não, por exemplo, à memória, num contraste evidente com o que era o ensino de há algumas décadas.

Por um lado isso é muito bom: como declara o próprio PISA (PISA 2009 Results, Vol I, pg 5), pretende-se avaliar a capacidade de o sistema de ensino preparar os alunos para a vida - quer dizer, para a sociedade e economia globais. Precisamos de pessoas inteligentes, ou seja, capazes de resolver problemas, porque os conhecimentos memorizados não chegam se não forem adequadamente relacionados.

Assim o entendeu a Coreia do Sul, que apesar dos bons resultados no PISA 2000, considerou que as capacidades dos estudantes precisavam de ser melhoradas para enfrentar as novas exigências de um mercado de trabalho internacionalmente competitivo.
Uma perspectiva foi mudar o foco do currículo coreano de arte e linguagem de preocupação em gramática e literatura para áreas e estratégias necessárias para a compreensão e a representação criativas, segundo as linhas em que se baseia o PISA
. (PISA 2009 Results, Vol V, pg 33)

Tenho contudo algum medo de que se esteja a ir de um extremo a outro. Não podemos abandonar completamente o armazenamento de conhecimentos, confiando em S. Google para os encontrar quando precisamos deles: é que muitas vezes se não os tivermos em armazém não saberemos sequer que existem para os procurarmos.

Por isso me atrapalha que as pessoas não saibam quem foi Picasso, ou Beethoven, os reis de Portugal ou o primeiro presidente dos Estados Unidos, que nunca tenham sabido de cor um soneto de Camões nem o significado de meia dúzia de datas.

Cada volume deste relatório tem mais de 200 páginas, mas quem se interessa por educação bem pode dar-lhes uma vista de olhos.

A educação segundo a OCDE Parte I

A divulgação do relatório da OCDE sobre os resultados da avaliação de estudantes prestes a terminar o ensino obrigatório em cerca de 70 países que representam 90% da economia global tem gerado na imprensa portuguesa as reacções esperadas: há quem mostre satisfação por os nossos estudantes terem feito progressos, e há quem discuta as razões de tais progressos.

O sr. José Sousa, naturalmente, embandeira em arco, reclamando para o seu desgoverno as melhorias, como se distribuir computadores pelas crianças da primária, preencher os furos nos horários ou as faltas de professores pelas chamadas aulas de substituição ou andar para diante e para trás em relação ao sistema de faltas e reprovações e às avaliações dos professores contribuíssem para os resultados dos alunos de 15 anos no mesmo ano em que foram tomadas essas medidas.

O que seria bom seria as pessoas, e nomeadamente os jornalistas, lerem os relatórios em vez de ficarem pelas superficialidades. Veriam assim que o PISA (Program for International Student Assessment) procura determinar não o grau de conhecimento mas a capacidade de obter e utilizar imediatamente o conhecimento, e se foca em três aspectos: leitura, matemática e ciência. Em 2009 dirigiu-se principalmente à capacidade de leitura dos alunos, nas componentes de acesso, captação, reflexão e avaliação.
O PISA divide então os alunos em 7 níveis de competência, sendo o 6º o mais elevado, e o que é triste é que entre 2000 (ano do primeiro teste PISA, também vocacionado par a leitura) e 2009 Portugal subiu a performance dos estudantes dos níveis mais baixos, dos quais tinha em 2000 uma das maiores percentagens da OCDE (PISA 2009 Results, Vol V, pg 70) mas manteve a dos níveis mais altos (pg 16). O mesmo se passa em relação à ciência (pg 71). Só em relação à matemática, na qual em 2003 quase 1/3 dos alunos se encontrava abaixo do nível 2 (pg 64), é que Portugal mostra melhorias nos níveis mais altos (pg 71).

Podemos ficar contentes por termos melhorado alguns índices, mas não podemos deixar de notar quão atrasados ainda estamos em relação aos países mais bem preparados da Europa, nem como as regiões de Shanghai e Hong-Kong na China, Singapura e a Coreia do Sul registam consistentemente as melhores pontuações (PISA 2009 Results, Vol I, pg 197). Enquanto nos contentarmos com a mediocridade não vamos a lado nenhum. Muito menos sair da crise em que nos atolámos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cirurgia estética no mundo

Segundo um estudo da International Society for Aesthetic Plastic Surgery os países onde se fazem mais tratamentos do foro da cirurgia estética são, por ordem:
1. Estados Unidos da América
2. Brasil
3. China
4. Índia
5. México
6. Japão
7. Coreia do Sul
8. Alemanha
...
23.Portugal

para um total de 25 países inquiridos.

Os números e respectiva análise são interessantes, mas não o é menos verificar as fragilidades do próprio estudo: nos Estados Unidos, mas não nos outros países, foram incluídos médicos de outras especialidades, os dados foram pedidos e fornecidos através das Sociedades Nacionais de Cirurgia Estética - o que quer que isso signifique nos diversos países - e às vezes (quantas?) extrapolados quando não havia respostas suficientes.

Com este caueat vale ainda assim a pena reparar:

no número de cirurgiões plásticos em cada um dos países estudados em proporção à respectiva população. Por exemplo: 5700 nos EUA - população 300 milhões; 3824 no Brasil - população 190 milhões; 4250 na China - pop. 1330 milhões; 2000 na Índia - pop 1180 milhões; 860 na Alemanha - pop 80 milhões; 200 em Portugal - pop. 10 milhões. Ou seja, Portugal ao nível dos Estados Unidos e do Brasil (cerca de 20 cirurgiões por milhão de habitantes, enquanto a Alemanha tem 10 por milhão, a China 3 e e a Índia 1,67.

no número e na percentagem de cirurgias realizados em cada um. As aparências enganam: assim, 1,3 milhões de cirurgias nos EUA, 1 milhão no Brasil, 1,2 milhões na China, descendo para 680 mil na Índia, 270 mil na Alemanha ou 60 mil em Portugal, querem na realidade dizer que em proporção Portugal faz mais cirurgias por mil habitantes (6) que os Estados Unidos (4) o Brasil (5) ou a Alemanha (3) e bem mais que a China (0.9) ou a Índia (0.57). Os cirurgiões plásticos portugueses podem orgulhar-se da sua produtividade!
Isto apesar de nos EUA se realizarem 15% de todos os procedimentos cirúrgicos cosméticos do mundo, no Brasil 12%, na China 14%, enquanto os países seguintes ficam bem abaixo dos 10% e Portugal já abaixo de 1%;

nos dados para os tratamentos não cirúrgicos (botox, fillers, lasers, etc) em que há algumas diferenças significativas em relação aos cirúrgicos, os quais podem dever-se à relativa novidade, a diferenças culturais ou, imagino eu, aos preços respectivos. A propósito seria interessante saber qual a comparticipação dos Estados/ Serviços nacionais de Saúde/ Seguradoras nos diversos tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos;

na popularidade dos vários procedimentos. Curiosamente a lipoaspiração está no primeiro ou no segundo lugar entre as cirurgias em todos os países considerados, e nos lugares seguintes são mais as semelhanças que as diferenças, apesar de serem intuitivamente expectáveis variações que reflectissem as diferenças anatómicas e/ ou culturais. Haverá uma globalização do ideal de beleza?

Em todo o caso, a minha experiência é diferente desta estatística, mas ninguém me perguntou nada.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Oficialmente analfabeta

Notícia do Telegraph:

Cleverest women are the heaviest drinkers
Women who went to university consume more alcohol than their less-highly-educated counterparts, a major study has found.
By Roger Dobson
Published: 10:15AM BST 04 Apr 2010

(...)
The findings come from a comprehensive study carried out at the London School of Economics in which researchers tracked the lives of thousands of 39-year-old women and men, all born in the UK during the same week in 1970.
The report concludes: "The more educated women are, the more likely they are to drink alcohol on most days and to report having problems due to their drinking patterns.
(...)


Ora eu raramente bebo álcool, pelo que suponho que só não me devo remeter à minha decretada ignorância por não ter nascido no Reino Unido e na semana em questão.

Nunca percebi a relação dos ingleses com o álcool. Nós, latinos, bebemos para acompanhar a conversa enquanto eles conversam para acompanhar a bebida. Enquanto para nós hoje em dia a Quaresma é simplesmente o período entre o Carnaval e a Páscoa, para eles é o mês em que dão descanso ao fígado. Suspeito que as autoras deste estudo, Francesca Borgonovi e Maria Huerta, das duas uma: ou estavam bêbadas ou nunca foram à escola.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Hoje sinto-me catastrófica

As teorias de conspiração revelam o medo que quem se sente mal informado tem de estar a ser manipulado. Muitas vezes sinto-me assim mesmo, e só o medo (maior?) de ser paranóica, uma entidade clínica muito real, me defende de acreditar em estratégias maléficas do Clube Bilderberg, da Opus Dei, da Maçonaria e outros Illuminati.

Neste momento, depois de ler os títulos de jornais portugueses e estrangeiros, pergunto-me: a quem aproveita a estupidificação dos povos? Será que os donos do dinheiro e do poder pensam conseguir manter o seu nível de vida obrigando o resto da população a passar por uma catástrofe económica e social acompanhada pela desinformação total?

Isto é só um desabafo. Mas parece-me aceitável depois de ler que Sarah Palin vai ser comentadora num canal de televisão que segundo ela tanto valoriza a notícia imparcial e equilibrada, depois de ler que o Banco de Portugal prevê a retoma em Portugal a par de mais umas dezenas de milhar de desempregados e depois de ouvir já não sei em que canal de televisão o sinistro das Finanças dizer que vai controlar o défice, quando devia ser evidente que não há retoma para ninguém e que o desgoverno não tem dinheiro para mandar cantar um cego nem margem de manobra, depois de ler em quase todos os jornais que um terramoto de grau 7 escaqueirou o Haiti, um país desgraçado cheio de pretos sidosos e com um regime político deplorável, aonde vários países se preparam para entrar em força com humanitárias ajudas, desde os Estados Unidos e o Canadá à Venezuela, Venezuela esta que vai ela própria racionar energia! enquanto ali ao lado, na metade oriental da ilha, esse paraíso do turismo de massas no inverno que é a República Dominicana terá saído incólume, apesar de o sismo ter sido sentido em Cuba, outro país de pretos desgraçados com um regime político deplorável.

(Honra seja feita a El País, que terá sido o único a fugir ao molde e mencionar que a República Dominicana também terá sofrido alguma coisinha)

E mais: também li que este frio que enregela a Europa (e se calhar não só) pode ser uma pausa naquele aquecimento global desenfreado que nos vai levar ao cataclismo se continuarmos a viver como temos vivido. Isto só não me faz rir porque escondido no Telegraph vem este artigo sobre a economia do Japão e o ilusionismo em que nos mantemos, e quando a bolha estourar quem não quis ver verá, e nunca mais vamos realmente viver como temos vivido.

Medina Carreira, profeta da desgraça? You ain't seen nothing yet. O que me chateia, realmente, é que eu vejo mas não há sítio para onde fugir. Vou-me foder tanto quanto os outros, e é provavelmente a primeira vez que escrevo um palavrão assim neste blog.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Bom para viver

Notícia do Expresso:

Portugal é o 21º melhor país do mundo para viver
Portugal está mais bem classificado que o Reino Unido, Grécia, Eslovénia, Mónaco, Suécia, Polónia e mesmo o Japão, na lista da revista International Living.
Vitor Andrade (www.expresso.pt)
9:46 Domingo, 10 de Jan de 2010

A lista dos melhores países para se viver é liderada pela França, com a Austrália em segundo lugar e a Suiça a ocupar a terceira posição. Clique para ver a listagem completa dos países.

Ser o vigésimo primeiro será motivo de orgulho? Lá vou eu outra vez citar César, que terá dito que mais valia ser o primeiro numa aldeia espanhola que o segundo em Roma...

Clique-se pois e considerem-se as várias rubricas. Eu emigrava de boa vontade para a maioria dos países classificados antes de nós, e se calhar até para um ou dois classificados depois.