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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

E vão dois

Depois de David Bowie também se foi o actor Alan Rickman, com a mesma idade e a mesma causa de morte. Semana nefasta esta.


Os jornais ligam Rickman ao filme Die Hard e aos da série Harry Potter. O primeiro já vi há tanto tempo que não me lembro do vilão, mas sei perfeitamente que a primeira vez que notei a existência de Rickman foi em Sense and Sensibility, e achei-o bastante sexy embora um bocado zombie... Fazia o admirador da personagem de Kate Winslet, que mal dava por ele.
Lembro-me também dele como chefe do partido nacionalista irlandês em Michael Collins e como o adúltero professor em Love Actually.

Imagem de We ♥ it

Em nenhum dos casos era o protagonista, mas ainda assim era uma presença. No IMDb encontrei uma citação sua que o define como actor:

I approach every part I'm asked to do and decide to do from exactly the same angle: who is this person, what does he want, how does he attempt to get it, and what happens to him when he doesn't get it, or if he does?

Parece-me bem.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ascensão e morte de David Bowie

David Bowie foi um dos ídolos da minha juventude. Primeiro pela imagem: loiro, esguio, andrógino, exótico, decadente. Depois pelas canções, mistura de riffs de rock pesado com teclados dissonantes, saxofone jazzy e na voz as melodias pop envolvendo poemas. Sempre me fascinou o outro lado, negro, insano, dionisíaco, que nunca toquei por na realidade o saber muito menos belo do que o seu espectáculo. Bowie esteve à beira de se perder na cocaína, salvou-se e mudou.

Era o homem das mudanças, desde Ziggy Stardust a Aladdin Sane, à trilogia de Berlim, mas sempre com uma angústia subjacente; no entanto tinha imenso humor e foi, acredito, feliz. Também fez teatro e cinema: vi The Man who fell to Earth num cinema que já não existe e adorei Mr. Christmas Mr. Lawrence.

Tive na parede do meu quarto um enorme poster a preto e branco, com ele vestido de calças largas de pregas e suspensórios.

Em meados dos anos 80, perdi o interesse, talvez com a morte definitiva do Major Tom. Fui vê-lo mais tarde a Alvalade no seu primeiro concerto em Portugal, que não me entusiasmou. Contudo, ainda consigo ouvi-lo com algum prazer.

Não sei se e que parte da sua música ou dos seus poemas será recordada pela posteridade. Mas no dia da sua morte, três dias depois de completar 69 anos e publicar o seu último álbum, celebro-o como um dos grandes performers da sua época.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Gerando monstros

Porque é tão difícil encontrar à noite na televisão um programa de ficção que não tenha que ver com assassínios violentos?
Ontem encontrei num dos canais Fox uma cena em que um homem era torturado até à morte à vista de quem acedia a um determinado site, e quanto mais visitas esse site tivesse mais aumentava automaticamente a intensidade da tortura.
Claro que passei adiante, mas ficou a pergunta: que cérebro anormal é capaz de inventar semelhante selvajaria, ainda que para um filme de televisão?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Omar Sharif

Morreu um dos grandes actores românticos do século XX, intérprete em dois gloriosos épicos dos anos sessenta, Doctor Zhivago (que revi recentemente e de que gostei ainda mais do que da primeira vez) e Lawrence of Arabia com o também já falecido Peter O'Toole. Noutro registo, lembro-o ainda interpretando um oficial alemão em busca de um assassino em plena loucura nazi em The Night of the Generals.

Foto Wikipedia


Deixo aqui um bocadinho de uma entrevista relativamente recente, em que falta falar de uma outra paixão sua, o bridge.

A declaração ao minuto 2:42 é tanto mais impressionante quanto há pouco tempo foi revelado que Omar Sharif sofria da doença de Alzheimer.

terça-feira, 31 de março de 2015

Berlim revisitada

Fui à procura de alguns dos meus lugares favoritos em Berlim: a loja de cultura Dussmann e o seu jardim vertical


o Brandenburger Tor, símbolo da reunificação alemã


os oito pátios Arte Nova interligados, conhecidos como Hackesche Höfe, que já tinha mencionado aqui



a cobertura do centro Sony onde tem lugar o festival de cinema Berlinale


(a propósito, a Potsdamer Platz já não está em obras!)

a Gemäldegallerie onde, entre obras-primas de Rubens, de Rembrandt, de Vermeer, de Botticelli, encontrei este gordo extraordinário de um para mim até agora desconhecido Charles Mellin, nascido em Nancy no fim do século XVI mas romano de carreira

(Berlin, Março 2015)

Não é de uma modernidade surpreendente?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Adeus Mr. Spock

Soube através do Facebook que o actor Leonard Nimoy morreu hoje, sexta-feira 27 de Fevereiro.

Nimoy foi o Mr. Spock da série de televisão Star Trek, de que gostei imenso. Não se tratava apenas de efeitos especiais, nem de andar aos tiros contra civilizações estranhas. Havia ideias, às vezes muito bem apresentadas.

Havia frases que ficaram gravadas (Beam us up, Scotty).

Havia, claro, uma equipa de "solistas" muito simpática, desde o capitão Kirk ao médico, ao engenheiro escocês e ao extraordinário vulcano cujas orelhas se tornaram paradigmáticas.

E a nave espacial Enterprise, sempre pronta a redefinir os limites do Universo, e a ir aonde nenhum homem tinha ido antes.
Não é lindo, este conceito?

Imagem Wikipedia

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Morreu Colleen McCullough

Soube pelo blogue Boas Intenções que morreu a escritora Colleen McCullough. Para mim, e suponho que para toda a gente que a leu, fica ligada ao romance The Thorn Birds e à sua adaptação televisiva com Richard Chamberlain no papel masculino principal, que fez chorar rios de lágrimas, e também à série Masters of Rome, uma colecção de romances históricos passados no último século da República Romana, cada um com centenas de páginas que me pareciam sempre demasiado breves.

Já não sei o lhe escrevi exactamente, a elogiá-la e certamente a interrogá-la; sei que ainda conservo a carta que recebi em resposta, uma coisa impessoal, assinada pela secretária, mas que incluía em anexo algumas considerações da própria McCullough sobre o que a levara a escrever essa série e uma enorme bibliografia que muito me ajudou a orientar a minha própria pesquisa.

Lembro-me que quando acabei o sexto volume, The October Horse, pensei que nunca mais gostaria de qualquer outro romance situado naquele cenário; hoje porém acredito que o sucesso de McCullough abriu portas a muito boa ficção histórica posterior.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O Altar de Gand

Gand, ou Gent em flamengo, fica ainda mais perto de Bruxelas, e tem canais ainda mais bonitos do que Bruges.

Tem um castelo, uma densidade impressionante de igrejas e edifícios góticos

(Gent, Novembro 2014)

e a Catedral de St Baaf, onde se encontra, em sala especial e guardado à vista, o retábulo conhecido como Altar de Gent ou Cordeiro Místico dos irmãos Hubert e Jan van Eyck, que também figura no filme The Monuments Men.

Imagem de Pol Mayer/ Paul M.R. Maeyaert para Wikimedia commons

Retábulos não faltaram nesta viagem

(Metz, Novembro 2014)

(Antwerp, Novembro 2014)

(Strasbourg, Novembro 2014)

mas o Cordeiro Místico é enorme em vários sentidos (tem quase quatro metros de altura!). Está a ser restaurado painel a painel, pelo que não estão todos expostos, e infelizmente não se pode fotografá-lo, mas neste site pode-se admirá-lo e analisá-lo à vontade.

Bruges

De Bruxelas a Bruges leva-se uma hora no comboio rápido, e da estação vai-se a pé ao centro histórico - nós e mais uns milhares de visitantes, mesmo em Novembro.


Bruges é conhecida pelos seus canais, e chamada a Veneza do Norte, o que é uma patetice, porque há canais noutras cidades flamengas mas nenhuma os habita como Veneza.


Já lá tinha estado num dia de chuva, e a única coisa de que me lembrava era da Marktplatz, onde almocei e bebi um Beaujolais... Reencontrei-a agora num belo dia de sol.


Mas o que realmente me fez ir a Bruges desta vez foi o filme The Monuments Men que me despertou para a existência, na Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk), de uma Madonna com o Menino esculpida por Michelangelo. Esta jóia:

(Brugge, Novembro 2014)

O filme é baseado na história verdadeira dos homens que, no final da Segunda Guerra mundial, tiveram como missão resgatar as obras de arte roubadas pelos nazis. Interessante!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dronespotting

Não é só a chanceler Merkel que se diverte a ver passar os drones. Um dia destes dei com um a sobrevoar-me.

(Praia do Lourenço, Abril 2014)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Do poder de uns homens sobre os outros

Vi recentemente dois filmes que lidavam com os direitos civis (ou a falta deles) dos negros americanos, 12 Years a Slave e The Butler.

O primeiro conta a história de um negro livre, nascido e criado em Nova Iorque em meados do século XIX, educado, profissional respeitado, com família, que é raptado e vendido como escravo num dos Estados sulistas. Durante doze anos aquele homem faz o que pode para sobreviver, confrontando-se com patrões, capatazes e outros escravos melhores e piores, mas convencidos de que os homens não são todos iguais e uns têm por lei humana e divina direito de propriedade absoluta sobre outros.
O segundo passa-se no século XX. O protagonista nasceu numa plantação de um Estado do sul, onde os negros já não são escravos mas são tratados como tal. Procura melhor vida viajando para norte e é contratado como criado (chamam-lhe mordomo, mas só de nome) para a Casa Branca. A sua vida e a da sua família correm ao longo dos anos desde a presidência de Eisenhower à de Reagan e por aí fora, já reformado, à de Obama. Ao longo desses anos ele mantém-se afastado das lutas pela integração racial, mas o seu filho mais velho torna-se activista nelas.

De ambos os filmes se pode dizer que acabam bem, o que para mim já vai sendo importante. Como dizia o meu avô, amarguras, só as da vida. Mas ambos põem questões que parecem não desaparecer ao longo da história da humanidade, e que se resumem ao paradoxo de alguns se considerarem superiores a outros (cristãos, não-cristãos, negros, judeus, homossexuais) e por isso com o direito de maltratar estes últimos. Paradoxo porque me parece que, mesmo que isso fosse verdade e houvesse grupos "inferiores" por terem menor capacidade física ou intelectual, deveriam ser acarinhados e protegidos, como devem ser acarinhados e protegidos os mais fracos, sejam velhos, crianças, doentes ou inclusivamente os animais.

Continua válido o provérbio que outro dia me citaram: para veres o vilão, põe-lhe o pau na mão. Agora que estão na ordem do dia as praxes académicas (ver os posts da Helena sobre o tema), a única diferença parece ser a aparente anuência das "bestas" na sua própria bestialização.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

E, no entanto, o Douro...

Continua lindo, o Douro vinhateiro.



Aqui abaixo, disseram-me, foi rodado parcialmente o filme A Gaiola Dourada, que ainda não vi:

(Douro, Setembro 2013)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Figurante / Extra

In English after the break

Foi através do blogue Fanáticos da Ópera que soube que uma produtora cinematográfica precisava de figurantes para um sábado à tarde e dava em troca a possibilidade de assistir alguns dias depois às filmagens em que participaria Jonas Kaufmann. Apesar de toda a gente me dizer que seria uma seca, resolvi inscrever-me.

Foi realmente uma experiência única. Nem devo aparecer de forma reconhecível em qualquer fotograma, já que a minha missão foi simplesmente ajudar a compor a sala do S. Carlos de maneira a parecer cheia. A maior parte do tempo fiquei num camarote, com uma excelente vista geral sobre o que se passava no palco (onde estava a produção) e no auditório. E a maior parte do tempo não se passava nada: suponho que nos bastidores se organizava os planos.



Mesmo na terça-feira, em que se filmou a cena do duelo entre Kaufmann e John Malkovich (veja-se aqui a apresentação da konzeptopera em que se baseia o filme, The Giacomo Variations), entre os diversos takes até Malkovich sofria de tédio - e de uma grande dor de cabeça.

Em todo o caso, aumentei a minha cultura, diversifiquei o meu currículo ;-) e passei umas horas no S. Carlos, onda não pensava voltar tão cedo. No sábado foi servido jantar, uma espécie de ração de combate:



Felizmente na Pastelaria Bénard, bem pertinho, pode-se contar com um bom pastel de nata.

O melhor de ambas as sessões foi ouvir a Orchester Wiener Akademie, sob a direcção do maestro Martin Haselböck, tocar Mozart.



Quanto a Kaufmann, cantou maravilhosamente mas para os microfones, ou seja, ouvia-se pouco na sala. Em contrapartida, estava um regalo para os olhos, de rabo de cavalo, calças e botas de montar e camisa branca semiaberta. Nessa noite as fotos estavam proibidas, mas como resistir à tentação?

(Lisboa, Agosto 2013) 


sábado, 13 de julho de 2013

Cinco dias, cinco países: Itália

Há lugares em Itália que parecem respirar ainda aquela atmosfera belle-époque dos filmes de Visconti. O lago de Lugano, ou Ceresio, é um deles.


À beira-lago, naturalmente, as casas têm os seus ancoradouros e pequenas praias artificiais. Há até quem, não tendo casa à beira-lago, tenha tudo o resto:

(San Mamete, Junho 2013)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

007 Skyfall

Depois de ler as críticas positivas nos blogues O Livro de Areia e In Fernem Land, lá me enchi de esperança e fui ver o último filme de James Bond, Skyfall.
Se calhar ando muito exigente... A verdade é que estive entretida durante duas horas, mas foi uma decepção. Não encontrei praticamente nada de Bond.

Falta-lhe principalmente o humor característico. Há sarcasmo e algumas boas respostas (What makes you think it's my first time?), mas toda a gente, incluindo o próprio Bond, se leva muito a sério. Pode até dizer-se que tudo o que acontece neste filme se deve a que os personagens se tomam demasiado a sério (mesmo Eve, que é um sério caso de baixa auto-estima). O que não é o mesmo que densidade psicológica, que não vi em lado nenhum.

A propósito, continuo a não gostar de Daniel Craig neste papel, e a achar que seria muito melhor aproveitado como vilão. Javier Barden, àparte a peruca loira horrorosa, é um mau muito civilizado e que mantém os seus sequazes sempre sob controle. Não há monstros e não há situações impossíveis para Bond.

Nas cenas de acção, há muitos tiros e muitos incêndios, uma perseguição de carros ou duas, umas quedas de lugares altos, um comboio, nada que não tenhamos já visto, e uma excelente perseguição de motas pelos telhados de Istambul. E que é dos brinquedos extraordinários, das canetas explosivas e dos carros anfíbios? O novo Q não passa de um hacker importado de uma série de televisão tipo 24 horas.

Falemos também de destinos exóticos: a escolha do realizador Sam Mendes de só mostrar Xangai de noite tem como resultado uma perspectiva muito asséptica da cidade. Fica-se, claro, com a sensação da sua vastidão e modernidade urbanística, mas faltam as multidões chinesas, o ar poluído, o ruído, o trânsito, as bicicletas, aquilo que (imagino) deve ser Xangai. Quanto a Macau, ficou praticamente reduzida a um casino, e a Escócia a uma paisagem desolada e um casarão abandonado cujo protagonismo (dá o nome ao filme!) é mentira.

Sem entrar em outros pormenores, menciono ainda a banda sonora, e só para dizer que o tema de Bond só aparece a três quartos do filme, a acompanhar o Aston-Martin DB5 de boa memória, que lá consegue dar um ar da sua graça antes de ser completamente destruído.

É pois esta a conclusão a que chego sobre este filme: sem carro, sem brinquedos, sem tema musical, sem namoradas e praticamente sem sexo, sem humor, sem final feliz, este é um policial negro e, intencionalmente ou não, o assassinato do mito 007.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sylvia Kristel

Há actores que se celebrizaram com um filme e, por muitos ou poucos que tenham feito depois, ficarão sempre identificados com um determinado personagem. Assim foi com Sylvia Kristel, a holandesa que protagonizou um dos grandes sucessos eróticos e o primeiro que vi no cinema, ainda sem a idade permitida, Emmanuelle.

Não me lembro já de quase nada (uma cena no avião, outra avistada através das cortinas de um bungalow tailandês), mas não tenho dúvidas de que na altura me impressionou fortemente.

Kristel morreu esta madrugada, aos sessenta anos.

Foto IMDb

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Em Roma com Woody Allen

Já há muitos anos que não via um filme de Woody Allen, suponho que desde o século passado; neste fim de semana, por recomendações várias, entre as quais a da Helena, resolvi ver o mais recente, To Rome with Love, e encontrei um filme leve e divertido.

É óbvio que Allen está mais velho: a ironia não o abandonou, mas serve-lhe agora para desmontar os excessos da intelectualidade com que nos entreteve e fascinou nos anos setenta e oitenta. Diverte-se, e diverte-nos, a arrasar clichés, e nisso tanto vale Alec Baldwin, espécie de génio da lâmpada a denunciar a actriz supostamente inteligente, como o absurdo da personagem de Roberto Benigni, a celebridade instantânea. Mas Allen não se livra, ele mesmo, de clichés.

A Roma que nos oferece é a de um postal ilustrado de há cinquenta anos: a música italiana é Volare, as cenas concentram-se entre a Piazza di Spagna e a Fontana di Trevi, as mulheres italianas usam vestidinhos à Anna Magnani e cozinham, ou têm mamas como a Sofia Loren e são putas. O actor italiano é um personagem de Fellini. Já vimos (eu já vi) boa parte daquelas histórias.

A surpresa, e a razão por que fui ao cinema, é o cangalheiro que canta ópera no duche: porque é nada mais nada menos que Fabio Armiliato, e quem esperaria que um tenor se desembaraçasse tão bem como actor de cinema?

Quanto à ópera, a visão de Woody Allen, que encenou Gianni Schicchi na Ópera de Los Angeles em 2008, é uma visão americana. Ou então não é nada disso: o filme é que tem como público-alvo os americanos. Esta é a Roma que eles querem, a ópera que eles reconhecem, as piadas que pagam as contas.

Eu saí bem disposta. Nestes dias, isso já é muito bom.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lição centenária

Uma conversa com o A. abriu-me uma nova perspectiva sobre Manoel de Oliveira, um homem cuja produção desde há mais de um século é dirigida a um pequeníssimo nicho de mercado, dá sempre prejuízo mas continua a receber subsídios e mesmo assim, em tempo de troika, em vez de cortes, leva prémios.

Aprendam, que ele talvez não dure sempre.