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sábado, 17 de novembro de 2018

Sede de acreditar

It is pitiable. He has a thirst for belief. Almost anything might do to satisfy it.

Lawrence Durrell, idem, pg 63

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O vírus histórico

Toby as a victim of the historical virus could not look at the town without seeing it historically, so to speak - layer after layer of history laid up in slices, embodied in its architecture.

Lawrence Durrell, Monsieur, or the Prince of Darkness, pg 49

É assim que eu me sinto nos lugares onde César andou.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A vida breve

One might not care if a particle of light completes its history in a finite time.

Stephen Hawking, My Brief History, New York, 2013, pg 98


Na realidade, nunca me tinha posto essa questão, mas fiquei a pensar no assunto: os fotões morrem ou não?
Encontrei esta possível resposta. Acho-a tão bonita como a foto a cores de qualquer galáxia.

sábado, 15 de outubro de 2016

Um escritor sobre a escrita

"A instrução mais rigorosa sobre como escrever em prosa que alguma vez recebi [...] veio dos agentes seniores com estudos clássicos no último andar da sede do MI5 [...] que liam os meus relatórios com um pedantismo deleitado, manifestando desprezo pelas minhas orações incompletas e pelos meus advérbios desnecessários e riscando as margens da minha prosa chã com comentários como: redundante — omita — justifique — vago — quer realmente dizer isto? Nenhum editor que encontrei desde então foi alguma vez mais exigente ou teve tanta razão."

"Primeiro vem a imaginação, depois a busca da realidade. De seguida, o regresso à imaginação e à secretária à qual agora estou sentado."

(...) Le Carré acabara de entregar o romance "A Toupeira" à tipografia. No livro havia uma perseguição de ferry no estreito de Kowloon que o escritor criara com a ajuda de um velho guia turístico na Cornualha. Mas em Hong Kong, acabadinho de chegar, descobre de imediato que existe um túnel nesse mesmo sítio. Não a tempo, porém, de parar a impressão do novo livro para alterar a cena, ajustando-a à realidade: "Jurei que nunca mais voltaria a descrever uma cena num local que não tivesse visitado [...] A meio da vida, eu estava a ficar gordo e preguiçoso e a viver à custa de um fundo de experiência passada que estava a esgotar-se. Chegara o momento de abordar mundos não familiares."


John Le Carré, em entrevista a Cristina Margato, publicada na Revista do Expresso de 15/10/2016 (edição 2294, pg E|40)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Villa San Michele (As Ilhas Flegreias - Parte II)

Na minha visita anterior a Capri fugi das multidões alugando um barco e dando a volta à ilha.

Desta vez apanhei o autocarro para Anacapri e fui revisitar a Villa San Michele. Para quem não sabe: o primeiro volume da velha Colecção Dois Mundos da editora Livros do Brasil chama-se O Livro de San Michele e foi escrito pelo médico sueco Axel Munthe que viveu entre 1857 e 1949. Formou-se muito jovem e foi trabalhar em Paris, onde se tornou médico da moda entre a comunidade expatriada mas também médico dos pobres e desventurados. Apaixonado por Itália, pela luz, pelas coisas belas e pelos animais, construiu em Anacapri uma casa onde passou muito tempo, embora tivesse acabado por morrer na Suécia. Li e reli O Livro de San Michele e a Villa é para mim uma espécie de santuário.




Adoro esta alameda:


que vai ter a um miradouro donde esta esfinge contempla a paisagem:


A esfinge tem uma história misteriosa que Munthe não desvenda. O panorama que ela contempla é este:


Na Villa há uma sala para concertos a que eu gostaria de assistir:


e um simpático restaurante afastado da confusão:



(Anacapri, Setembro 2015)

Para quem quiser saber mais sobre o Dr. Munthe e a Villa San Michele, aqui fica este link.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

As mensagens de Jesus

Em verdade vos digo, estas histórias das bocas nas entrevistas e das mensagens de Jorge Jesus aos jogadores do seu antigo clube só me fazem pensar num personagem de Astérix et la Zizanie:


A guerra psicológica ao mais alto nível, pois então!

terça-feira, 31 de março de 2015

Berlim revisitada

Fui à procura de alguns dos meus lugares favoritos em Berlim: a loja de cultura Dussmann e o seu jardim vertical


o Brandenburger Tor, símbolo da reunificação alemã


os oito pátios Arte Nova interligados, conhecidos como Hackesche Höfe, que já tinha mencionado aqui



a cobertura do centro Sony onde tem lugar o festival de cinema Berlinale


(a propósito, a Potsdamer Platz já não está em obras!)

a Gemäldegallerie onde, entre obras-primas de Rubens, de Rembrandt, de Vermeer, de Botticelli, encontrei este gordo extraordinário de um para mim até agora desconhecido Charles Mellin, nascido em Nancy no fim do século XVI mas romano de carreira

(Berlin, Março 2015)

Não é de uma modernidade surpreendente?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Morreu Colleen McCullough

Soube pelo blogue Boas Intenções que morreu a escritora Colleen McCullough. Para mim, e suponho que para toda a gente que a leu, fica ligada ao romance The Thorn Birds e à sua adaptação televisiva com Richard Chamberlain no papel masculino principal, que fez chorar rios de lágrimas, e também à série Masters of Rome, uma colecção de romances históricos passados no último século da República Romana, cada um com centenas de páginas que me pareciam sempre demasiado breves.

Já não sei o lhe escrevi exactamente, a elogiá-la e certamente a interrogá-la; sei que ainda conservo a carta que recebi em resposta, uma coisa impessoal, assinada pela secretária, mas que incluía em anexo algumas considerações da própria McCullough sobre o que a levara a escrever essa série e uma enorme bibliografia que muito me ajudou a orientar a minha própria pesquisa.

Lembro-me que quando acabei o sexto volume, The October Horse, pensei que nunca mais gostaria de qualquer outro romance situado naquele cenário; hoje porém acredito que o sucesso de McCullough abriu portas a muito boa ficção histórica posterior.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Filosofando Astérix


Do país da banda desenhada, que voltei a visitar em Novembro passado, trouxe (eu, que há anos não leio banda desenhada franco-belga) o número especial de Philosophie magazine dedicado a Astérix, no qual uma trintena de intelectuais europeus foi convidada a desencriptar o génio do pequeno gaulês.

Em pequenos textos, estes comentadores abordam perspectivas como o uso dos lugares-comuns, a visão do feminino, o significado da resistência ou o latim como língua morta.

Alguns parágrafos que mexeram mais comigo:


On le sait: un des idéaux de la bande dessinée franco-belge de l'Âge d'Or aura été de donner une image du mouvement incessant, mais en faisant abstraction des effets dévastateurs du temps.

Tristan Garcia, Pourvu que ça dure, pg 20

(...) l'Empire incarne la figure du progrès (les immeubles du Domaine des dieux, par exemple). Or le progrès, on ne l'arrête pas. Rome, dont on sait par avance qu'elle est destinée à l'emporter (et à être vaincue à son tour), c'est l'Histoire en marche. Le petit village défend au contraire l'idéal de la stase historique, qui essaie de se maintenir, rien de moins, rien de plus. Ne pas s'étendre, ne pas se rétracter, rester ce que l'on est: voilà toute la morale d'Astérix.

idem, pg 21

Il semble que la diversité des cultures soit rarement apparue aux hommes par ce qu'elle est: un phénomène naturel, résultant des rapports directs ou indirects entre sociétés; ils y ont plutôt vu une sorte de monstrosité ou de scandale [...].

Claude Lèvy-Strauss, Race et Histoire, 1952, citado pg 46


Le soupçon que l'idéal culturel directeur de la compréhension bienveillante de l'étranger pourrait n'être qu'un prolongement du colonialisme sous des prémisses cachées, n'a cessé d'être exprimé après Nietzsche par Michel Foucault, Edward Saïd, mais aussi, d'une autre manière, par Emmanuel Levinas. Il n'existe en effet, tel est le noyau commun de leur critique, ni sur le plan théorique, ni sur le plan pratique, aucune méthode plus efficace pour nier et éliminer l'altérité fondamentale de l'autre que de le comprendre pleinement et totalement!

Wollfram Eilenberger, Sus au consensus!, pg 50

Les premiers albums d'Astérix sont composés au début des années 1960. Soit à l'issue d'une décennie qui aura vu la brutale et massive modernisation du pays. En une dizaine d'années, «la France, qui était encore un pays catholique foncièrement rural et impérialiste, se mua en un pays urbanisé, pleinement industrialisé et privé de ses colonies», écrit l'historienne américaine Kristin Ross dans son stimulant Aller plus vite, laver plus blanc. Ce que la france se met à perdre essentiellement dans ce processus, c'est la mémoire de soi: de ses chants populaires, de ses traditions vernaculaires, de ses rituels villageois.

Philippe Nassif, La victoire en déchantant, pg 59

[La France] hérite d'une histoire falsifiée. Déjà profondément mutilée par le carnage absurde de la Première Guerre mondiale, la France se réconcilie à l'issue de la Seconde Guerre mondiale autour d'une «victoire» fictive sur le III Reich et du mythe de la Résistance porté par le général... de Gaulle.

idem, ibidem

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O paradoxo de Fredkin

Via Lifehacker:

The more equally attractive two alternatives seem, the harder it can be to choose between them -- no matter that, to the same degree, the choice can only matter less."

Edward Fredkin*, citado em Marvin Minsky, The Society of Mind, NY, 1988, pg 52

Dito de outra maneira, quando parece mais difícil escolher entre duas alternativas é quando elas não são significativamente diferentes e não vale a pena perder muito tempo nessa escolha.

Já ganhei o dia.


* Fredkin é um cientista americano que se destacou por propor que o universo se compõe, basicamente, de informação e alterações na informação. Parece simples mas experimente-se procurá-lo no Google e ler o que escreveu. Pois.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bourges

Quando Vercingetorix levou os gauleses a incendiar as suas cidades para evitar que os romanos se pudessem aprovisionar, os bituriges intercederam pela sua capital, Avaricum, a mais bonita cidade de quase toda a Gália*, por ser, segundo eles, fácil de defender pela natureza do local, rodeado por quase todos os lados por um rio e por pântanos e com um único acesso, e esse muito estreito.* Vercingétorix acabou por ceder aos seus pedidos e à compaixão geral* e César, após vinte e cinco dias de um cerco em condições duríssimas, sob um mau tempo constante, tomou a cidade.

Avaricum chama-se hoje Bourges. Os pântanos e o rio ainda lá estão:



e a cidade, se não a mais bonita, é sem dúvida uma graça


Eu julgava ter de ir à Alsácia para ver em França barrotes de madeira nas fachadas das casa, mas afinal nesta viagem não faltaram: aqui são originais do fim do século XV/princípio do XVI.

Mas há mais: a catedral de St. Étienne, do século XII (foto composta)


e o palácio de Jacques Coeur, um grande comerciante, conselheiro e argentier (uma espécie de director do banco central) do rei Charles VII até cair em desgraça.


A propósito, este rei devia ter sido cognominado o ingrato: deixou condenar Jacques Coeur por inveja da sua riqueza, e foi também ele que deixou condenar Joana d'Arc, cujas vitórias militares o levaram ao trono.

Finalmente, uma surpresa ao fim da tarde, no jardim de um simpático restaurante chamado Au Nez du Vin que, oh estranheza! não tem um website:


(Bourges, Junho 2014)



* C.I.Caesar, Commentarii de Bello Gallico, VII, 15

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Lyon Parte I: a cidade velha

Lyon é considerada a segunda cidade de França, embora segundo alguns cálculos seja na verdade a terceira em número de habitantes. É composta por vários bairros diferentes uns dos outros dos quais, no pouco tempo de que dispus, só colhi amostras de três: Vieux Lyon, Fourvière e Presqu'Île.

A cidade velha fica na margem sul do rio Saône. Tem a sua inevitável catedral gótica


as ruas estreitas, os restaurantes com esplanadas cheias de turistas, mas a sua graça maior está nas traboules, passagens semi-secretas de uma rua para outra pelo interior de prédios, através de pátios insuspeitados. Senti-me num livro d'Os Cinco.

(Lyon, Junho 2014)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Barcelona assombrada

Trouxe de Barcelona um romance já com alguns anos de Carlos Ruiz Zafón em relação ao qual tinha ouvido dizer maravilhas: La Sombra del Viento. Acabei de o ler há dois ou três dias, e eis em resumo a minha impressão: é um romance gótico anacrónico salvo à justa pelo humor.

Tem todos os ingredientes da tragédia macabra do século XIX na senda de Edgar Allan Poe ou, mais apropriadamente, de Ponson du Terrail: as casas em ruínas e as famílias decadentes, o tempo frio, negro e chuvoso, o homem sem rosto, as meninas de aspecto angelical, os amores impossíveis, as mortes crudelíssimas, e mesmo uma suspeita de fantasmagoria. Se no princípio a biblioteca labiríntica me apareceu como uma referência desajeitada a Borges, logo reforçada pela cegueira do primeiro objecto amoroso do protagonista, a partir de certa altura encontrei-me num mundo irmão do de Rocambole*, com a devida distância de uns milhares de quilómetros entre Paris e Barcelona e de mais de meio século de diferença temporal.

O autor, que vive em Los Angeles e escreve guiões para cinema, detalha itinerários precisos na sua cidade natal, mas o que acho particularmente conseguido é a criação da atmosfera sinistra. Há imensas mortes pelo caminho, e se não fossem as reflexões filosóficas do sem-abrigo resgatado e transformado em sidekick-com-anjo-da-guarda do herói, aquelas quinhentas e tal páginas deixariam qualquer um à beira do Prozac.


*de cujas aventuras li vários volumes quando ainda era adolescente.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Postais de Toronto III: World's Biggest Bookstore

As grandes livrarias têm-se devorado umas às outras. Lembro-me de um filme, uma simpática comédia romântica chamada You've got mail, que abordava o tema da destruição das pequenas livrarias pela concorrência das grandes mas entre estas a guerra também foi feroz. Em Toronto, o grupo Indigo é praticamente monopolista, e se em todas as lojas se encontram as mesmas novidades, é difícil encontrar os títulos que não estão na moda.

The World's Biggest Bookstore foi a primeira grande livraria que conheci, e apesar de ter sido comprada pela Indigo, ainda lhe guardo uma simpatia especial: os letreiros estão mais visíveis, a arrumação parece mais simples, é mais fácil encontrar livros que não procuro especificamente, e os empregados são simpáticos e sabem ajudar.

(Toronto, Dezembro 2013)

Infelizmente, este ano estou a despedir-me dela, porque o local, em plena baixa da cidade, foi vendido a uma empresa de construção que ali levantará mais uma torre qualquer.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ironia

How Are We to Live is a collection of short stories, not a novel. This in itself is a disappointment. It seems to diminish the book’s authority, making the author seem like somebody who is just hanging on to the gates of Literature, rather than safely settled inside.

Alice Munro, Prémio Nobel da literatura 2013, aclamada como master of the contemporary short story, in Fiction.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Sobre o poder

Rex Warner, Julius Caesar, Faber and Faber, Londres 2008 (1ª edição 1958):

The Young Caesar

All guidance is dangerous and a lack of guidance is disastrous - pg 188

For there is nothing good in itself in holding power and nothing finally glorious in making a limited use of it - idem

What is needed is not merely the solution of a particular and pressing problem; it is the transformation of the whole scene into something different - ibidem

If a man is unable or unwilling to use power except for limited ends, it does not matter how much power is put into his hands - pg 194

Indeed the people very rarely do rise spontaneously - pg 293

Imperial Caesar

Where one trusts most one can be most deeply injured - pg 67

People are apt to describe as "impossible" things which they either do not want to do or else have never seriously attempted - pg 155

He had too high an opinion of himself (or, with equal truth, one may say that his opinion of himself was not high enough) to put himself into a position where he might have to face criticism - pg 228

I cannot forget how consistently throughout my lifetime the names of virtues have been used to justify all sorts of obscurantism, greed and oppression - pg 347

Only in the sense that he stood for the anarchy of the individual conscience may Cato be said to have stood for liberty - pg 348

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Depressão

Mais que apagada e vil*, esta tristeza
É uma manta mansa, larga, densa,
Que cobre o que se diz e o que se pensa
E extingue sem remorso a chama acesa

Da esperança. Estende devagar
Os dedos de silêncio em cada canto,
Esmorece a raiva, o sonho e o pranto
E parece que come o próprio ar.

Transforma as cores todas em cinzento,
Fecha à chave as portas e janelas
Num quase imperceptível movimento.

Põe selos, puxa fitas, ata os nós:
Ficam fora todas as coisas belas
E dentro, embrutecidos, estamos nós.




* como dizia Luiz de Camões, in Os Lusíadas, Canto X, 145


Nota: Ninguém se aflija, por favor: este é um poema político, não pessoal.

sábado, 13 de julho de 2013

Cinco dias, uma biblioteca

Para manter polido o chão da biblioteca barroca da Abadia de St. Gallen, bastam as pantufas que os visitantes têm de calçar. As fotos, infelizmente, nem sempre ficam como se quer...

(St. Gallen, Junho 2013)

domingo, 23 de setembro de 2012

Impressões da Alemanha Parte IV

Restauradas, reconstruídas, certas ou em dúvida de autenticidade, mais ou menos interessantes, não têm conta as casas de celebridades que se podem visitar.

a de Thomas Mann em Lübeck, que só vi por fora;

a de Händel em Halle, muito aldrabada;

a de Liszt em Weimar, pobrezinha, mas os pianos eram mesmo dele;

a de Goethe em Weimar, abastada mas com algum mau gosto, com peças autênticas, incluindo a biblioteca:

(Weimar, Setembro 2012)

a de Schiller em Weimar, na qual pouco mais que os armários é genuíno;

a de Bach em Eisenach, talvez a mais interessante como museu, mas provavelmente a casa errada. Tem o único objecto caseiro que se sabe ter pertencido a Bach, este copo de vidro:

(Eisenach, Setembro 2012)

a de Lutero em Eisenach, onde o maior destaque é dado à vida num vicariato.

Divertido mesmo foi fazer um piquenique junto da porta de serviço da outra casa de Goethe em Weimar (a casa no parque, Goethes Gartenhaus), fechada nesse dia, enquanto os passantes nos olhavam espantados.

(Weimar, Setembro 2012)