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sábado, 15 de outubro de 2016

Carnaval dos animais

Cheguei a pensar que o príncipe herdeiro da Tailândia tinha nomeado o seu (já falecido) cão Foo Foo marechal da Força Aérea para evitar que o bicho tivesse de bater pala ao brigadeiro Sir Nils Olav, o pinguim mascote da Guarda Real norueguesa, mas afinal parece que foi por despeito por a sua segunda (ex-)mulher ter tido um caso com um outro marechal, esse humano.

Demasiada confusão, mesmo para quem, como eu, gosta de animais.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Equidade

Curioso como, com a proposta para acabar com os feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro, o governo conseguiu irritar simultaneamente republicanos e monárquicos.

domingo, 1 de maio de 2011

Momento de crónica social

Pensei fazer um post sobre o casamento real inglês e os trapinhos mas não tenho nada a acrescentar ao que já foi dito: a noiva muito elegante, a irmã muito noiva, a rainha igual a si própria, a Beckham muito grávida, as manas York impossíveis, Letizia a desaparecer, a Princesa Real vestida com os cortinados da sala, o casal John-Furnish muito bem, e as tendências a aproximarem-se do meu gosto pessoal - excepto os chapéus, naturalmente.

E então?

Então não há como uma boa história de príncipes e princesas para os republicanos comentarem durante o fim-de-semana.

domingo, 20 de março de 2011

Informação e ignorância

Notícia do Expresso, edição em papel, caderno principal, página 2:

CARLOS E PARKER_BOWLES
Primavera começa em Portugal

O Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha começam a 28, em Lisboa, o 'tour de primavera', que terá continuidade em Espanha e Marrocos.(...)

Confesso que me irrita que os jornalistas (não só os do Expresso, também outros como os do Diário de Notícias ou de revistas cor-de-rosa) continuem a tratar a duquesa pelo apelido do ex-marido mesmo depois do segundo casamento. Mas como esperar outra coisa de quem confunde campos de golfe com automóveis?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um rei timorense?

Lê-se o discurso que o Senhor Dom Duarte fez ontem no Jantar dos Conjurados - também em video no YouTube ou em resumo aqui - e encontra-se ali bom senso, serenidade, e valores e sugestões importantes para Portugal e para os portugueses.

Depois lê-se nos jornais que o mesmo Dom Duarte pretende obter a nacionalidade timorense por ter com Timor relações profundas, e pergunta-se onde está o bom senso. É verdade que Dom Duarte sempre foi amigo e defensor do povo timorense, mas pedir a nacionalidade?

Este homem não é um português qualquer imigrado noutro país, que sentindo-se integrado tanto como (ou mais que) em Portugal pede a nacionalidade respectiva. Não é sequer um artista que, acarinhado igualmente noutro país, pede também a dupla nacionalidade. É o pretendente a Rei de Portugal.

Pode o pretendente a Rei de Portugal amar outro país a ponto de desejar uma segunda nacionalidade?
Não terá o compromisso do Rei com o seu povo de ser total e inequívoco? Se para ele Timor e Portugal valem o mesmo, isso quer dizer que está preparado para ser Rei de um como de outro? Ou nem de um nem de outro?

Como se pode ser Rei de um país e simples cidadão de outro?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não há festa no Palácio

Notícia do Diário de Notícias:

Reino Unido
Rainha anula festa de Natal devido à crise
por Lusa Hoje
(...)
A rainha Isabel II anulou a recepção que costuma dar de dois em dois anos ao pessoal por ocasião do Natal, alegando que é necessário "mostrar uma certa contenção" nos actuais difíceis tempos económicos, foi hoje anunciado.
(...)
Este ano, a festa estava prevista para 13 de Dezembro e cerca de 1200 empregados domésticos, incluindo secretários, tinham sido convidados, segundo o jornal britânico The Sun.
A «Christmas Party», financiada com fundos privados da rainha, custa cerca de 50 000 libras (57 mil euros), segundo o jornal. O palácio não confirmou estes dados.(...)


Confronte-se isto com esta notícia. E com esta outra. E há muitos que ainda julgam que as monarquias são caras.

sábado, 2 de outubro de 2010

Centenário da República

Já me estou a passar com as comemorações do centenário da implantação da República em Portugal. Até na Fnac, ontem, vi cartazes comemorativos.

Este blog pinta-se hoje de azul e branco.

Mas nesta altura acho que, monarquia ou república, este país é uma choldra porque somos o povo que somos, e não há nada a fazer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O protesto de Brown

Notícia do i:

Gordon Brown quer acabar com tradição de reis protestantes
por Sara Sanz Pinto, Publicado em 26 de Novembro de 2009
Gordon Brown vai consultar amanhã os líderes da Commonwealth, em Trindade e Tobago, para tentar abolir a lei que impede que um católico ocupe o trono em Inglaterra.(...) A lei estabelece ainda que os varões têm prioridade perante as mulheres na linha de sucessão.
(...)

Ora aí está uma questão fracturante. Vamos a uma sondagem: o que será mais fácil, acabar com a discriminação religiosa ou a de género?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O discurso

Quando se diz que o rei reina, e o governo governa, não nos lembramos do que deve ser a ira da Rainha de Inglaterra cada vez que abre oficialmente o ano parlamentar e tem de ler o chamado Discurso da Rainha, que é no fundo o programa do Governo, por este escrito e aprovado.

Às vezes deve ter vontade de mandar prender toda a gente na Torre.

Foto Wikimedia Commons

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Manifesto pela monarquia

Conforme prometi à Io, explico: sou monárquica porque prefiro, para representar o meu país, uma pessoa que tenha sido educada para o fazer, que sinta essa situação especial não como um trabalho nem um emprego temporário mas como algo que a define, que se identifique connosco e fale por nós, que não dependa de partidos políticos e possa assim ter e exprimir as suas opiniões considerando apenas o que pensa ser a melhor solução, sem calculismos eleitoralistas.

Por outro lado, como não sou religiosa (ao contrário do que parece, pode-se ser monárquica sem se ser católica e sem se gostar de caça nem de touradas, nem defender privilégios para a nobreza hereditária), prefiro um rei/uma rainha que o seja pela graça do povo, isto é, cuja nomeação seja confirmada por voto popular directo ou indirecto, e que reine conforme uma Constituição.

Se não puder ter uma monarquia, então prefiro uma república como a dos Estados Unidos da América, em que o presidente é eleito para formar um governo segundo um programa partidário, ou seja, é realmente um primeiro-ministro, e não anda por aí a fazer crer que é o presidente de todos os portugueses quando toda a gente sabe que ainda na véspera trocava insultos com perto de metade dos eleitores.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A monarquia na moda

Busto do rei D. Carlos na montra da Via Valadim, uma das melhores e mais bonitas lojas de Faro.



(Faro, Setembro 2009)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A coisa alastra

Não, não é a gripe A(H1N1), embora esta também esteja a crescer (e ainda bem que investigadores brasileiros talvez tenham inventado um teste rápido e barato para diagnóstico), mas sim o hastear da bandeira monárqica.

Desta vez foram os Conjurados XXI que a içaram na Cidadela de Cascais.

Estas acções deveriam ser úteis como chamada de atenção para o facto de a república não ser, ao contrário do que intima a Constituição actual, o único regime admissível em Portugal. Deveriam abrir a possibilidade de um debate, embora este até agora, infelizmente, como se tem visto nas caixas de comentários do 31 da Armada, não tenha sido nem sério nem elegante. Têm pelo menos dado visibilidade, através das televisões e da imprensa, à existência de indivíduos, grupos e da própria causa monárquica.

Continua, presumo, em próximos capítulos.

Foto d'Os Conjurados

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Viva o rei!

Quando passei por casa à hora do almoço soube da restauração da monarquia por elementos do blog 31 da Armada, esta madrugada, nos Paços do Concelho em Lisboa, aproveitando as férias de verão e numa inédita acção de guerrilha ideológica, (...) e apesar da forte vigilância policial (...).

Quando regressei ao trabalho, ia muito mais bem-disposta. Eles postaram o comunicado e o video respectivos, e prometem mais acções até 5 de Outubro de 2010, vai ser divertido.

Foto do próprio e glorioso 31 da Armada

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O iate real /The royal yacht

Cruzámo-nos no Sognefjord com o iate real Norge. Nada a ver com o iate russo.

(Sognefjord, Junho 2009)

While sailing the Sognefjord we passed the royal yacht Norge. No similarity whatsoever to the russian yacht.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Haja maneiras

O filme do encontro entre o presidente Obama e a Rainha Isabel II pôs-me algumas interrogações e algumas certezas:

1. Não houve quem ensinasse um bocadinho de protocolo aos Obamas? Sobretudo a Michelle? São ambos muito simpáticos, mas por muito feminista que se seja não haverá a noção de que o presidente é mais importante que a primeira dama e passa à frente dela?

Os jornais ingleses contam que Michelle Obama passou um braço por trás da rainha: isso não se vê neste filme, mas vê-se aqui.

No primeiro filme, contudo, vê-se Michelle passar à frente do príncipe Filipe para se colocar na foto...

2. Se tivessem sido os Bush a cometer estas falhas, seria um escândalo e uma risota. Os Obamas, aparentemente, can do no wrong.

3. A propósito, já houve comentários sobre o humor do príncipe (Could you tell them apart?) mas não pareceu mal que Obama se orgulhasse de não ter adormecido nos encontros.

4. A rainha e o príncipe resolvem as situações de forma impecável - é certo que têm mais de oitenta anos de experiência. Olhe-se para eles e aprenda-se.
armas reais portuguesas
É uma parvoíce sugerir que a rainha abdique: aquilo não é um emprego, é o que ela é, e não se abdica do que se é.

5. A monarquia tem defeitos - sem dúvida - mas uma monarquia constitucional, com confirmação da sucessão pelas cortes, é um regime muito melhor do que uma república abandalhada como a nossa.

Imagem daqui

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quem muito fala

O Miguel, do Combustões, escreve sobre a inveja, num post que lhe foi inspirado por alguém que [p]arecia culto e discorria com facilidade, sempre encavalitado em racionalidade e coerência, até que deixou cair, certeiro e implacável, o punhal sobre as suas anteriores afirmações: "eu só seria monárquico se tivesse nascido rei".

Deixai-os falar, digo eu, que eles espalhar-se-ão.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Illa potuit, ego non potero?*

Notícia do Público:

Mundo: Condoleezza Rice toca piano para a rainha Isabel II
02.12.2008
Fonte: Reuters

A secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, despediu-se da sua viagem oficial ao Reino Unido com um recital de piano em honra da rainha Isabel II. Rice tocou no Palácio de Buckingham acompanhada ao violino por Louise Miliband, mulher do ministro britânico dos Negócios Estrangeiros e de três membros da Orquestra Sinfónica de Londres.

Foto retirada do video do Público

Parece que a senhora Rice toca mesmo bem. Confesso que fico sempre contente quando descubro um outro lado neste tipo de pessoas.
Mas aqui o que me interessa é que a Rainha levou um dos seus cães ao concerto.
Alguma razão para eu não levar o meu, se ele se portar bem?


*No original: Sulla potuit, ego non potero? (Sulla pôde, não poderei eu?)
Gnaeus Pompeius, segundo Cicero (Ad Attico, IX,9.2)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Convidado a sair

Notícia de Al Jazeera:

UPDATED ON:
THURSDAY, MAY 29, 2008
11:35 MECCA TIME, 8:35 GMT

NEWS CENTRAL/S. ASIA
Nepal king asked to vacate palace

Nepal's King Gyanendra has been given 15 days to vacate his palace in Kathmandu after the country's new constituent assembly abolished the monarchy and declared Nepal a republic.
(...)
Near the convention centre in the capital where the assembly met, thousands of demonstrators gathered, some chanting "Long live the republic".
While the celebrations were largely joyous and peaceful, police at one point used tear gas to disperse a crowd that gathered too close to the building.


Não tenho nada com isso, mas no lugar de Gyanendra saía so palácio e do país, pelo menos por uns anos.