Mostrar mensagens com a etiqueta politica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta politica. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Por qué no se calla?

Que Mário Soares ande ressentido, eu percebo e aceito, mas que outros se aproveitem do seu rancor e da sua provecta idade para o encorajar a disparatar em público, isso já é uma história diferente.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Manifesto

Notícia do Diário de Notícias

INICIATIVA DE RUI TAVARES
"Livre" vai ser o novo partido "no meio da esquerda"
por Octávio Lousada Oliveira, com Lusa     16 novembro 2013
Rui Tavares reuniu cerca de 150 pessoas para debater um "espaço de liberdade" que visa agregar os que "não se sentem representados". (...)
O independente, eleito para o Parlamento Europeu em 2009 na lista do BE, (...) defende que seja "no meio da esquerda", isto é, entre o PS, de um lado, e o PCP e o BE, do outro (...)
Ao abrigo da lei, a "inscrição de um partido político tem de ser requerida por, pelo menos, 7500 cidadãos eleitores" junto do Tribunal Constitucional.



Declaro já aqui que, se me pedirem para assinar, não o faço. Nem para este nem para qualquer outro partido, quer se posicione a meio da esquerda, quer a meio da direita, a três quartos ou para lá de onde quer que seja.
A mim, que não me sinto representada, já me chegam os existentes, dentro ou fora do "arco da governação". Não quero contribuir para mais cartazes, mais discursos e entrevistas, mais passeios e almoços "de trabalho", para mais massagens a egos. Aliás não quero mais partidos, movimentos, ongs, fundações, ligas, sociedades recreativas. Quem quiser fazer parte de uma organização, procure uma das que já existem aos milhares, inscreva-se e trabalhe.
Cresça e desapareça.
Bye bye.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Intervenções

No fim de semana passado andei bem longe das notícias, das extorsões governamentais, dos valores marados nas contas da troika e das ameaças de intervenção na Síria.

Em Constância encontrei uma intervenção muito mais simpática à beira Tejo:

(Constância, Agosto 2013)


Lembrou-me, claro, a exposição de Joana Vasconcelos no palácio da Ajuda que acabei, com muita pena, por não poder ver.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Sobre o poder

Rex Warner, Julius Caesar, Faber and Faber, Londres 2008 (1ª edição 1958):

The Young Caesar

All guidance is dangerous and a lack of guidance is disastrous - pg 188

For there is nothing good in itself in holding power and nothing finally glorious in making a limited use of it - idem

What is needed is not merely the solution of a particular and pressing problem; it is the transformation of the whole scene into something different - ibidem

If a man is unable or unwilling to use power except for limited ends, it does not matter how much power is put into his hands - pg 194

Indeed the people very rarely do rise spontaneously - pg 293

Imperial Caesar

Where one trusts most one can be most deeply injured - pg 67

People are apt to describe as "impossible" things which they either do not want to do or else have never seriously attempted - pg 155

He had too high an opinion of himself (or, with equal truth, one may say that his opinion of himself was not high enough) to put himself into a position where he might have to face criticism - pg 228

I cannot forget how consistently throughout my lifetime the names of virtues have been used to justify all sorts of obscurantism, greed and oppression - pg 347

Only in the sense that he stood for the anarchy of the individual conscience may Cato be said to have stood for liberty - pg 348

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Depressão

Mais que apagada e vil*, esta tristeza
É uma manta mansa, larga, densa,
Que cobre o que se diz e o que se pensa
E extingue sem remorso a chama acesa

Da esperança. Estende devagar
Os dedos de silêncio em cada canto,
Esmorece a raiva, o sonho e o pranto
E parece que come o próprio ar.

Transforma as cores todas em cinzento,
Fecha à chave as portas e janelas
Num quase imperceptível movimento.

Põe selos, puxa fitas, ata os nós:
Ficam fora todas as coisas belas
E dentro, embrutecidos, estamos nós.




* como dizia Luiz de Camões, in Os Lusíadas, Canto X, 145


Nota: Ninguém se aflija, por favor: este é um poema político, não pessoal.

sábado, 8 de junho de 2013

Gaspar a falar

Vítor Gaspar tem tido uma série de intervenções que me fazem perguntar se a ganza lhe está a dar cabo dos neurónios ou se o estilo Cavaco Silva é contagioso.

Depois de pedir simpatia pelas difíceis semanas que tem vivido como adepto do Benfica, veio agora dizer que o investimento foi adversamente afectado pelas condições meteorológicas dos primeiros três meses do ano, que prejudicaram a actividade da construção. É suposto serem piadas? Lamento, mas não acho graça. Como não acho graça à afirmação de que tem amplo material para aprender com os [s]eus próprios erros.

Isto não é o Portugal dos Pequenitos, e não temos tempo para as aprendizagens do senhor ministro. Nem, já agora, para os erros do FMI. Quanto à reunião do grupo Bilderberg, já disse o que tinha a dizer.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Seguro

"No clima actual, o maior risco é jogar pelo seguro"

Kasper Holten, director da Royal Opera House, citado esta manhã pelo maestro Pedro Carneiro na Antena 2.

Parecia um recado, mas foi só uma entrevista ao Financial Times.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A igualdade

Perante situações de fome extrema, a vontade de redenção pela igualdade é como a força de um sentimento religioso.
Joel Costa, hoje, no seu blogue Questões de Moral


Quando, nem há um mês, estalou o problema cipriota, e toda a gente se indignou com o confisco das poupanças dos cidadãos, isso deveu-se a um simples esquecimento, por parte de quem manda, do imperativo maquiavélico, divide ut imperes*: resolveram taxar todas as poupanças, maiores e menores, embora em dois escalões diferentes (dez por cento acima dos cem mil euros, sete por cento abaixo).
Quando se deram conta, apressaram-se a reparar o erro, propondo que os depósitos até ao número mágico de cem mil euros afinal não fossem taxados. Logo se fez um aliviado silêncio que permite ao desgoverno cipriota (ou antes, às hienas europeias) roubar sessenta por cento dos depósitos acima desse valor.

Na verdade, os mais pobres interiorizaram a máxima revolucionária os ricos que paguem a crise, e os meios de comunicação social têm sido extremamente eficazes ao martelar os conceitos de ordenado milionário e reforma milionária, sendo que, para um povo fraco em matemática, acima de mil euros todos os zeros valem a mesma coisa.
Quanto aos que têm um bocadinho mais, esses já se sentem culpados por haver quem tenha menos e aguente. Entre os discursos da direita e os da esquerda, passo a passo lá nos vamos encaminhando para a União Soviética.



*divide para reinares

terça-feira, 9 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Whatever happened to Mário Crespo?

Sim, tenho acompanhado a questão do "chumbo" dos cortes do Orçamento 2013 pelo Tribunal Constitucional, assisti à declaração dos juízes, na qual a palavra inconstitucionalidade perdeu uma ou duas sílabas intermédias, a parte do discurso do primeiro-ministro, vagamente aos dos representantes dos partidos e por alto aos comentários de diversos comentaristas (não, esse não) e, em verdade vos digo, não consigo deixar de ter a sensação de que isto é um número de circo com palhaços ensaiados.

Daí a pergunta inconsequente do título, para cuja resposta me estou alegremente nas tintas.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Prina

O general Bonaparte entrou em Itália como libertador, e a sua vitória em Marengo sobre as tropas austríacas que dominavam grande parte da península foi saudada por muitos que se reviam nos ideais revolucionários: liberdade, igualdade, fraternidade; no entanto em breve se percebeu que a França e Napoleão tinham uma política expansionista e que os Estados italianos não teriam a autonomia que desejavam.
A nova República Italiana, por exemplo, criada por Napoleão com base na Lombardia com capital em Milão, passou por várias fases em termos de território, estendendo-se a certa altura do Piemonte a Veneza. A partir de 1805 designou-se Reino de Itália, com Eugène de Beauharnais, enteado de Napoleão, como vice-rei. Mais tarde o próprio filho do imperador foi nomeado rei de Itália.

A mais importante nomeação para o governo de Milão foi o ministro das Finanças, Giuseppe Prina, encarregado de pôr em ordem as contas públicas, diminuir o défice e reduzir a dívida, que atingira valores elevadíssimos, em boa parte a financiar as campanhas italianas do próprio Napoleão. Para tal, o Prina fez o óbvio: aumentou impostos e lançou medidas de austeridade.
Odiado por isso tanto como por ser instrumento do ocupante, o Prina foi fazendo o seu papel: vendeu activos, incluindo bens confiscados ao clero, fez cortes na despesa, nomeadamente no exército, e inventou novos impostos sobre tudo o que se lembrou.

O império napoleónico seguiu o seu curso, das grandes vitórias às grandes derrotas, o vice-rei acompanhou o padrasto na invasão da Rússia e subsequente retirada, e o Prina foi administrando as Finanças do reinozinho para lá dos Alpes. Quando, vencido e humilhado, Napoleão abdicou, os italianos sonharam com a independência mas, no Reino de Itália, os do costume discutiam outros planos: manter a ligação à França, entregar-se aos austríacos. Rumores sobre as reuniões secretas do Senado chegaram à rua; os cidadãos indignaram-se, uma multidão invadiu o Senado, partiu, destruiu e saqueou. Alguém se lembrou do Prina. O Prina! O Prina estava em casa, escondido numa chaminé, donde o arrancaram. Foi despido, atirado pela janela e, na rua, atacado a golpes de guarda-chuva por respeitáveis cidadãos tomados de uma selvajaria incontrolada, que não pararam senão quatro horas depois, quando já pouco restava do Prina.

Fontes:
Wikipedia
Massimo Fabi, Milano e il Ministro Prina, Milão, 1860

quinta-feira, 21 de março de 2013

Papa a papa, Francisco

Enquanto estive fora praticamente não soube notícias; assim que cheguei fui assaltada por jornais e telejornais, primeiro com o folclore em torno da eleição do Papa e depois com a ameaça de confisco das poupanças dos cipriotas. Perante isso pareceu-me menos interessante partilhar a visita ao museu arqueológico de Bolzano ou os pormenores dos tabliers dos Ferraris e Maseratis expostos em Modena. Por outro lado, já tanto foi dito que pouco acrescenta a minha opinião sobre o que está a mudar (ou não) o nosso mundo.

Por exemplo, o Papa Francisco: ainda mal foi eleito e já se sabe que é jesuíta de formação, que foi o principal adversário de Ratzinger na eleição de 2005, que se apresenta como uma pessoa simples e cordial, de gostos modernos e eclécticos (tango, futebol, ópera), que escolheu o caminho da não ostentação (o anel de prata dourada, o autocarro), tem a palavra fácil mas em relação aos temas do costume, é conservador, ou seja, não vai haver abertura para o casamento dos padres ou dos homossexuais, a ordenação de mulheres, a contracepção, o aborto ou o divórcio.

Aliás, todos sabemos que o poder de um homem para mudar coisas é limitado, que a vontade de um homem para mudar coisas é a dele e não a nossa, e que quem sobe na hierarquia é conforme a essa hierarquia.

Foto do Vaticano

O que não sabemos é, por exemplo, o que vai acontecer à Opus Dei porque, das duas uma: ou Bento XVI renunciou por vontade própria, tendo antes deixado a eleição bem preparada e a obra, sem o parecer, continua a mandar (afinal de contas, não foi um dos últimos actos do Papa cessante nomear o novo presidente do Banco do Vaticano?), ou foi corrido, a obra afastada e uma facção que nas últimas décadas tem tido menos preponderância tomou agora o poder.

Verá quem cá estiver.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Nas montanhas

Quando pensamos em fronteiras políticas artificiais, referimo-nos aos países africanos ou então às pretensões autonómicas dos bascos, catalães ou irlandeses. Às vezes nós, portugueses, falamos de Olivença, sem levar o caso muito a sério, mas dificilmente temos noção de que há outras regiões no centro do continente que vivem ainda anexadas por direito de guerra ao país errado.

Uma dessas regiões fica no Alto Adige ou, como preferem os habitantes, no Südtirol: pertence à Itália mas tem muito mais em comum com a Áustria ou a Suíça, a começar pela língua: se é certo que nos mapas as povoações se chamam Glorenza ou Malles Venosta, quando lá chegamos deparamo-nos com Glurns e Mals am Vinschgau.

(Valle Venosta/Vinschgau, Março 2013)

O ponto mais alto ;-) desta curta visita ao Tirol do Sul foi a subida em tele-ski até às pistas de Plantapatsch, a 2150 metros de altitude:

(Plantapatsch, Março 2013)

Como não pratico ski, não continuei a subida até Watles, a 2555 metros, mas assisti à evacuação por helicóptero de um desportista magoado...

(Plantapatsch-Hütte, Março 2013)

Em baixo, no vale, sem neve, fazem-se caminhadas a pé pelo campo. As cidadezinhas estão meio desertas: visita-se a igreja com o cemitério em redor, cheio de campas de famílias com nomes alemães.

(Burgusio/Burgeis, Março 2013)

Não sei de que vive aquela gente. A época alta de turismo é, ao contrário do que se pode imaginar, o Verão. Mas o que me pergunto é o que fazem as populações na época baixa. Suspeito que lá, como cá, a solução passe por subsídios.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Facturas para Passos Coelho

Notícia do Correio da Manhã:

Fisco: E-mail viral com número de contribuinte do primeiro-ministro
Milhares de faturas em nome de Passos

São milhares as faturas que já deram entrada no sistema e-fatura com o nome e o número de contribuinte do primeiro-ministro.(...)
Vários serviços do Fisco contactados pelo CM já estão ao corrente desta forma de protesto e, para já, consideram que os efeitos desta ação podem fazer com que Passos Coelho seja objeto de uma fiscalização das Finanças.(...)


Acho este protesto engraçadíssimo. Por um lado, é inegável que cumpre o que o desgoverno diz querer: as facturas são pedidas e passadas, os impostos entram nos cofres do Estado. Por outro, os cidadãos não se sentem bufos do sistema nem se sentem (ainda mais) perseguidos, factura a factura, a cada movimento do seu dia.

Há uma página no Facebook relacionada com isto, onde se encontram os NIFs a utilizar. É só escolher. E depois, julgo eu, arquivar os papelinhos na reciclagem.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Discurso de ano novo

Uma das minhas resoluções de fim de Verão, o ano passado, foi voltar a estudar alemão, e foi nesse contexto que me entretive a ouvir, ler e traduzir o discurso de ano novo da chanceler Angela Merkel. Esperava da mulher que manda na Europa e é doutorada em Física algumas considerações luminosas, por isso qual não foi o meu espanto, qual a minha decepção, ao ouvir historinhas como estas:

(...)Também há hoje no nosso país muita gente corajosa e útil. Um jovem participante nos meus diálogos cívicos em Heidelberg contou-me que um jogador da sua equipa de futebol queria abandonar a escola. Por isso ele foi ter com o treinador e pediu-lhe que reunisse toda a equipa, para que cada um contasse porque é bom ir à escola. Fizeram isso no treino seguinte e resultou. O companheiro de jogo não deixou a escola.(...)

(...) conheci há pouco tempo um rapaz de 10 anos que nasceu quase surdo. Recebeu um implante ultra-moderno e hoje pode ouvir música e ir à escola sem problema. Também encontrei uma rapariga que vive há três anos com uma prótese valvular cardíaca que cresce com ela, e com a qual pode fazer desporto e levar uma vida normal. Estas são pequenas maravilhas médicas. São o sucesso dos nossos investigadores.(...)


Desculpem, mas estas historinhas edificantes num discurso de ano novo não parecem mesmo saídas da boca (e do neurónio) dum outro doutor de Boliqueime?

sábado, 15 de dezembro de 2012

De boas intenções...


... estará o Palácio de Belém cheio.

A página oficial da Presidência da República diz que a árvore de Natal e a mesa da ceia foram decoradas com artigos exclusivamente portugueses, o que só fica bem, mas olhando bem para a própria árvore, sou só eu a suspeitar que é tão chinesa como a que tenho aqui em casa?



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Três perguntas

Qual a vantagem que as televisões nacionais encontram ainda neste modelo de debate/frente-a-frente/entrevista em que todos os comentadores, sejam políticos, economistas, jornalistas, professores ou outros, não fazem mais que repetir as mesmas coisas, ainda que com o ar de terem descoberto a pólvora?

O pessoal ainda vê, apesar de toda a gente, incluindo taxistas e empregadas de limpeza, já ser capaz de papaguear os mesmos chavões sobre como o aumento brutal dos impostos leva a mais desemprego e à destruição da economia?

Finalmente: quando toda a gente diz o mesmo, tem razão ou está na altura de procurar outra verdade?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um conto de fadas de crise

Os principais problemas de Portugal podem ser a corrupção e a desinformação, e esta entra nas nossas cabeças diária e sorrateiramente.

Entre o que se lê e o que se fala tem-se a impressão que a Alemanha (ou a Merkel) é a madrasta que está a transformar Portugal e a Grécia nas novas Gatas Borralheiras, sendo o FMI, a UE e o FEEF as irmãs malvadas.

Esquece-se, voluntariamente ou não, a responsabilidade do pai da rapariga, que casou com a madrasta e lhe deixa a orientação da casa: o pai, penso eu, são/têm sido os sucessivos desgovernos de Portugal e da Grécia.

Continuando a ficção, a Gata Borralheira portuguesa (não vou especular sobre os sentimentos da grega) sonha com o príncipe encantado que a há-de salvar, e frequenta os bailes que pode à procura dele, enquanto cada janota da cidade se imagina ser o tal príncipe, D. Sebastião ou Salazar do século XXI, qualidade a que aspirarão alguns sinistros financeiros e financeiros sinistros.

Duvido que a Merkel seja a madrasta, mas certamente a Lagarde não é a fada madrinha que transforma a abóbora em limusine. Por isso as abóboras que cultivarmos, sejam para nosso consumo ou para vender no mercado, sejam as melhores que pudermos, sabendo que não passarão de abóboras.

Hão-de salvar-se os ratos, suponho, como habitualmente.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Em dia de Orçamento de Estado...

... a resposta dos algarvios:

(Patã, Setembro* 2012)


* ele há mouras encantadas com grande poder de previsão...