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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ódio do dia*

Os condutores de carros pindéricos sem ar condicionado que seguem em fila a quarenta quilómetros por hora na EN125, de vidro aberto e braço de fora para arejar o sovaco.

** ou Os "agostinhos" Parte III

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Porque é que a galinha atravessou a estrada?

Why did the chicken cross the road? é uma joke americana com mais de século e meio de existência*. A resposta original é simplesmente "Para chegar ao outro lado", mas depois dessa criaram-se múltiplas variações, muitas delas verdadeiros resumos de tratados filosóficos.

Mas ontem, diante de mais um animalzinho atropelado na estrada e posteriormente de um gato que se atravessou a correr à frente do meu carro, a pergunta pôs-se-me a sério: porque atravessam os animais estradas cheias de carros em movimento?

Da mesma forma que em tempos idos os cães, gatos, coelhos e galinhas conheciam e temiam lobos e ursos, conhecem hoje certamente e temem os automóveis. Sabem que andam pelas estradas a alta velocidade e que um encontrão com esses monstros mata.

Se não têm que picar o ponto no emprego, se não combinaram um jogo de sueca, se não vão ao casamento dos primos na freguesia do lado, o que os faz com tanto ar de propósito e arriscando a vida, atravessar a estrada?

*via Wikipedia

domingo, 22 de julho de 2012

Tall ships

A presença dos grandes veleiros no Tejo atraiu meio mundo à doca junto da estação de Santa Apolónia. Já não apanhava engarrafamentos assim há algum tempo.


Havia longas filas para visitar a Sagres e o Creoula; outros navios recebiam apenas convidados. Eu limitei-me a admirá-los de fora.

(Lisboa, Julho 2012)

Não assiti ao desfile de partida mas a minha mãe esteve em Belém a fazer a reportagem:

Imagem de L.M.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mr. Ed

Esta matrícula estará ali porque o dono do carro lhe conhece o significado, ou porque o ignora? :-)

(Albufeira, Junho 2012)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Stop é para parar*

E quando acender o verde, o que é que se faz?

(Albufeira, Maio 2012)



*De uma campanha televisiva de prevenção rodoviária nos confins da minha memória.

domingo, 13 de maio de 2012

Primavera na auto-estrada Parte II

Nunca vi a serra algarvia tão cheia de estevas como este ano. Estes quilómetros de auto-estrada (ou de via férrea), no regresso de Lisboa, tornaram-se de repente muito mais interessantes.


Mas nem só de estevas se faz a Primavera. Estão super-coloridas as bermas da A2:

(A2, Algarve, Maio 2012)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Primavera na auto-estrada

Curiosamente este ano, por mais que procure, não encontro papoilas nos lugares habituais: parece que se reuniram todas à beira da A22, vulgo Via do Infante, mais precisamente e só na berma do lado norte. Por alturas de Loulé são tapetes de escarlate.

(A22, Maio 2012)

Espero que ali estejam a salvo das brigadas dos taludes, como lhes chama o Paulo Araújo, que também anda, mais a norte, a apreciar as flores nas bermas das auto-estradas, e que vão alegrando diariamente o meu regresso a casa.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um post sobre sapatos

Eu gosto tanto de sapatos bonitos como qualquer outra mulher, mas respeito os meus pés e não gosto de sofrer. Por isso ando um bocado desconsolada, porque de há uns anos a esta parte os sapatos mais bonitos ou são completamente rasos ou têm saltos de dez centímetros pelo menos.
Assim sendo, na maior parte dos casos os sapatos para mim são como as motas: objectos de arte para admirar de perto. Louboutins, Manolos, Valentinos, por certo, mas também marcas mais humildes no preço embora igualmente ambiciosas na altura. Enquanto objectos de arte, porém, acho que encontrei os sapatos mais extraordinários e tentadores numa área de Covent Garden.

Chamam-se Unique Nude e foram criados pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, o mesmo que desenhou a Casa da Música no Porto. Só podia sair uma coisa rara, não? Koolhaas associou-se a Galahad Clark, um sapateiro com nome de herói medieval, e o resultado está à vista até no desenho da loja e dos expositores, a que a minha pobre fotografia não consegue fazer justiça.

(London, Abril 2012)


Imagem United Nude



Se comprei alguns? Pensei que tinha sido clara: tenho pés de sereiazinha. Niet.

Idiossincrasias inglesas

Estranho?

Ou nem tanto?

(London, Abril 2012)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nem tanto

Descobri que afinal não viajo tanto como isso. Cada vez que passo no aeroporto da Portela encontro-o diferente.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Funcheira

Quem faz a viagem de comboio entre Lisboa e o Algarve pergunta-se qual a importância de uma estação chamada Funcheira, aparentemente plantada no meio de nada. Na realidade há ali dúzia e meia de casas, e ali se fazia a ligação a Beja, mas esta foi desactivada no início deste ano.

Imagem Google Maps

Ora esta estação, do ponto de vista de arquitectura, é extraordinária: os volumes, a cantaria, os azulejos, as janelas e acima de tudo o telhado, que nunca vi igual em parte nenhuma. Foi, ao que parece, construída em 1909, mas não consegui saber o nome do arquitecto.


(Funcheira, Abril 2012)

domingo, 25 de março de 2012

Navio ao mar

Notícia do Expresso:

Navios prestes a arrancar de Viana para a Venezuela
A construção dos navios asfalteiros para a Venezuela pode arrancar dentro de dois a três meses, segundo a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).
9:14 Sábado, 24 de março de 2012

A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) estima que dentro de "dois a três meses" poderá receber o aço necessário para desbloquear o processo de construção dos navios asfalteiros para a Venezuela.
(...)
Em causa está um negócio para a construção de dois asfalteiros para a empresa de petróleos da Venezuela (PDVSA), no valor de 128 milhões de euros e com entrega prevista para fevereiro de 2014.
(...)


Hmmm... Está bem mas, depois deste tempo todo, não será melhor perguntar à empresa venezuelana se ainda está interessada nos navios?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Merkel e a Madeira

Notícia do Diário de Notícias:

União Europeia
Merkel: Madeira é exemplo de má aplicação de fundos
por Lusa Ontem
A chanceler alemã, Angela Merkel, deu hoje a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e autoestradas, mas não para aumentar a competitividade".
Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas (...)

Não vale a pena indignarmo-nos contra Angela Merkel que, como qualquer mortal, tem apenas a informação que lhe dão. E a ela disseram, como de resto a todos nós, que a Madeira, entre túneis e buracos orçamentais, parece hoje cada vez mais um queijo Gruyère.

Julgo que a senhora Merkel nunca foi à Madeira, e decerto nunca lá foi antes de os fundos estruturais terem sido gastos em bonitos túneis e auto-estradas.

Ora o meu pai, que era engenheiro civil, esteve envolvido na construção de algumas das estradas que se fizeram na Madeira nos anos quarenta/cinquenta, e foi com essas que a Madeira se aguentou até chegarem os fundos estruturais. Essas estradas colavam-se à rocha em curvas apertadas porque não havia dinheiro nem tecnologia para fazer viadutos; os túneis eram abertos a dinamite e a picareta e a sangue de homens. A viagem do Funchal para a costa norte (28km à vol d'oiseau), de carro, demorava duas horas e meia de aflição e enjoo. Antes das estradas, as comunicações eram feitas por mar, e as populações do interior, se tivessem mesmo que vir à capital, vinham a pé ou, se doentes, de liteira.


(Madeira, 1950/51: fotos da colecção do meu pai)

Por isso: sim, houve muito dinheiro esbanjado, gastou-se como se não houvesse amanhã, há construções completamente supérfluas, houve gente a enriquecer à custa do descontrole dos dinheiros públicos (emprestados), mas como pode negar-se que aproximar as comunidades e facilitar as trocas de pessoas, mercadorias e ideias, só pode aumentar a competitividade?

Já sem discutir a natureza e benefícios da competitividade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Não há charters de chineses

Notícia do Público:

Governo chinês proíbe companhias aéreas de pagar taxa de carbono à UE
06.02.2012
AFP, PÚBLICO

O Governo de Pequim proibiu as companhias aéreas chinesas de pagar a taxa pelas emissões de carbono que emitem, uma medida que entrou em vigor a 1 de Janeiro e que abrange todos os voos de e para os países da União Europeia.
(...)
Desde 1 de Janeiro, as emissões de dióxido de carbono de todos os voos domésticos e internacionais com partida ou chegada a qualquer aeroporto na União Europeia passaram a estar abrangidas pelo comércio de emissões europeu. O objectivo é limitar as emissões de gases com efeito de estufa da aviação internacional.
(...)


Faz o governo chinês muito bem. A direcção (nem sei como lhe hei-de chamar) da União Europeia só pensa em lançar impostos sobre tudo e mais alguma coisa. É evidente que o objectivo deste não é limitar a emissão de gases, que continuarão a ser emitidos desde que os aviões voem. O objectivo é angariar mais dinheiro para pagar o monstro em que se está a tornar a União Europeia.

Os voos vão ser mais caros, mas Durão Barroso, van Rompuy, a baronesa Ashton, assim como Merkozy e seus lacaios e mais os eurodeputados e burocratas da UE continuarão a viajar. Em executiva. Pagos por nós, claro.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Matricular as matrículas

Notícia do Expresso:

Algarve: PSP apela à marcação de matrículas (vídeo)
PSP de Faro pede aos condutores que façam pequenas marcas nas suas matrículas e veículos. Objetivo: evitar que sejam usadas por outros nas ex-SCUT. Veja o vídeo no final do texto.
Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
16:34 Quinta feira, 15 de dezembro de 2011

(...)
"Pode fazer-se uma pequena marca na matrícula, na chapa traseira do veículo, que é aquela que o sistema dos pórticos capta aquando das passagens, para termos a certeza de que o veículo em causa corresponde ou não àquela matrícula ou então colar um autocolante no vidro traseiro", refere o comandante distrital da PSP.
(...)
Só em dezembro, já há registo de pelo menos 35 matrículas furtadas, 34 em Olhão e uma em Faro, segundo adianta o comandante distrital da PSP de Faro, Vítor Rodrigues. A nível nacional, o número já ascende a 213 matrículas furtadas, com queixa à PSP.
(...)


Ah, o pessoal de Olhão... é muito especial, digo eu.
Mas o que me intriga é saber que marcas se podem fazer na matrícula de um carro que demonstrem, ao passar na Via do Infante, que foi roubada e aplicada noutro carro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tiro ao alvo

Notícia do Público (via O País do Burro):

Pórtico de portagem na Via do Infante incendiado e destruído a tiro
12.12.2011 - 14:19 Por Idálio Revez
O pórtico de cobranças de portagens de Boliqueime, na Via do Infante (A22) foi atingido esta madrugada a tiro de caçadeira e os equipamentos eléctricos foram incendiados.
(...)

Está aliás em toda a imprensa de hoje. Mas juro que não fui eu, apesar disto :-)

domingo, 4 de dezembro de 2011

A TAP

Notícia do Público:

Escolhida entre 36 mil votantes
TAP é a melhor companhia europeia para os leitores da revista Global Traveler
03.12.2011 - 15:32 Por Pedro Crisóstomo
(...)
A Global Traveler é uma revista mensal, publicada nos Estados Unidos desde 2004, com uma circulação mensal de 105.201 exemplares, de acordo com os números de Junho de 2011 da entidade que verifica a circulação da imprensa naquele país, o Audit Bureau of Circulations.
(...)


Cem mil exemplares, num país como os Estados Unidos, deve corresponder aqui a A Avezinha ou coisa do género. Mesmo assim, a TAP e o Público embandeiram em arco, talvez nunca tenham viajado noutra companhia aérea, ou viajem sempre em executiva e emborquem umas garrafitas do “Melhor vinho tinto servido em Classe Executiva Internacional”.

Na minha pouco humilde opinião, a TAP é uma companhia vulgar com um catering invulgarmente mau. Porque viajo nela? Porque aceita cães na cabine. Cetero taceo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caceres

Outra cidade da raia espanhola que vale bem uma visita é Cáceres. Dela só me lembrava da Plaza Mayor; desta vez encontrei-a cheia de bancas de comida e artesanato para o mercado medieval de las tres culturas que subia ao assalto da cidade monumental. Desengane-se quem julgar, assim de repente, que estas casas de pedra são, também elas, medievais: muitas são renascentistas ou posteriores, testemunhas do enriquecimento das famílias que participaram na conquista da América.


(Caceres, Novembro 2011)

Logo abaixo rasgam-se avenidas modernas e, para regularizar o trânsito, há semáforos muito divertidos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reflexões sobre as greves

No meu local de trabalho a greve "geral" sentiu-se muito pouco, e apenas porque alguns que a fizeram impediram pela sua ausência que outros executassem integralmente as suas tarefas. Quanto às greves de transportes públicos no Algarve, são pouco eficazes porque já são habitualmente tão maus e tão poucos que ninguém confia neles.

As pessoas, hoje em dia, acham aliás que as greves não atingem nenhum objectivo prático. Na realidade, enquanto nos séculos XIX e XX o objectivo das greves era pôr em perigo a produção e conseguir assim obrigar o patrão a negociar, agora só servem para justificar a existência dos sindicatos. É que nem de protesto servem: alguém duvida que o patrão, ou no caso de hoje o governo, está plenamente consciente da insatisfação dos empregados? Da mesma forma como não são precisos vinte e cinco deputados do PSD madeirense para completar o grupo parlamentar, também não são precisos cartazes e passeatas na Avenida para demonstrar descontentamento, num regime que felizmente permite falar e escrever todos os dias o que se pensa.

Há formas de luta que só servem se forem utilizadas nas circunstâncias e para os fins certos. Li ontem que uma mulher resolveu fazer greve de fome até que lhe paguem o salário em atraso. Ora, dizia Gandhi, a greve de fome só resulta se quem a faz for objecto de amor e a fizer por amor. Ou seja, resulta se for a filha do patrão a fazer greve de fome até que o pai pague aos empregados.

Uma greve geral alemã até que os bancos perdoassem a dívida grega talvez resultasse, sei lá.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os carros mais bonitos Parte VIII

Não sou particularmente apreciadora de Porsches, que no entanto julgo serem o carro de sonho da maioria dos homens e de algumas mulheres. O L.A. tem um 911 Targa de 1984 que é o seu orgulho. Outro dia deu-me boleia, e o carro é muito mais pequeno e confortável do que me parecia; no entanto, quando leva a namorada a acelerar, a pobrezita vai de coração na garganta.

Para mim, se um VW é uma carocha, um Porsche é uma carocha esborrachada, e no entanto ainda capaz de correr muito mais depressa do que eu. A não ser o novo Boxter, que é lindo e sem dúvida merecedor de um lugar no pódio.

(Quinta do Lago, Almancil, Setembro 2011)