quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reading Gandhi

We are often thoughtless and therefore like only to read books or, worse still, to talk...
M. K. Gandhi, quoted in The Essential Gandhi, Louis Fischer Ed., NY 1983, pg. 238


I like Gandhi. In fact, I revere him. He was, in my opinion, one of the greatest men in history, and I wish there were more like him. The Palestinian/Israeli problem can only be solved by walking the path of non-violence in the steps of a leader who is as determined about it as Gandhi.
A Gandhi would fast for peace in Palestine. He would fast until all involved got rid of their weapons, forgot the hurt in themselves and their loved ones, and ceased to perceive and treat their neighbours as their foes.
Gandhi's non-violent means didn't mean passivity. He was in fact a preacher and practicioner of non-violent civil disobedience, which is probably the solution for my own country.


Real Swaraj [Self-Rule] will come not by the acquisition of authority by a few but by the acquisition of the capacity by all to resist authority when abused.
Ibid, pg. 176
Non-cooperation is a protest against an unwitting and unwilling participation in evil.
Ibid, pg. 145
Fasting cannot be undertaken against an opponent.(...) Fasting can be resorted to only against a lover, not to extort rights but to reform him...
Ibid, pg. 182
Man does not live by bread alone. Many prefer self-respect to food.
Ibid, pg. 172


I believe what one likes in a book is the echo of one's own feelings, and what one learns is the awakening of one's consciousness to issues which resound in one's brain and body. I've read books to stop myself from thinking, but the books I cherish are those which make me think - like this one.

Otium cum dignitate

Notícia do Observatório do Algarve:

Mulheres portuguesas evitam trabalho parcial
21-06-2007 12:06:00
Apenas uma em cada seis mulheres portuguesas usa a possibilidade de trabalhar a tempo parcial para cuidar dos filhos, enquanto a média europeia é de uma em cada três, segundo uma publicação da comissão para a igualdade.


Bora emigrar!

Os estrogénios e os jornalistas

Notícia do Público, hoje:

Conclusões do estudo de 2002 estavam erradas
Afinal, os estrogénios sempre fazem bem ao coração das mulheres com menopausa
20.06.2007 - 22h36 Ana Gerschenfeld

Os especialistas norte-americanos da saúde das mulheres enganaram-se. E, pela primeira vez, começaram hoje a admitir oficialmente o seu erro, com a publicação de um artigo no New England Journal of Medicine (NEJM) que marca uma viragem clara de atitude face às terapias hormonais da menopausa, ou THM.

(...)
Sempre se pensou, com base nomeadamente em experiências nos animais, que os estrogénios protegiam as mulheres das doenças cardiovasculares. Mas em 2002, nos EUA, um grande estudo dos riscos cardiovasculares das THM, o Women’s Health Initiative (WHI), foi interrompido devido a observação, nas participantes que recorriam às ditas terapias, de um aumento desses riscos e também dos riscos de cancro da mama. A partir daí, o pânico alastrou, levando grande parte das mulheres que recorriam a estes tratamentos a abandoná-los.
(...)
O estudo agora realizado por JoAnn Manson, de Harvard, e colegas, é uma derivação do WHI, designada por WHI-CACS (Coronary-Artery Calcium Study). Os cientistas estudaram a evolução das calcificações arteriais em 1064 mulheres do WHI que tinham entre 50 e 59 anos, tinham sofrido uma remoção do útero e eram tratadas apenas com estrogénios há cerca de sete anos e meio. Os depósitos de cálcio nas artérias coronárias fazem parte do processo de desenvolvimento da aterosclerose e são um bom indicador de futuros riscos cardiovasculares.

E o que os cientistas concluíram desta vez foi que, ao contrário do WHI, que abrangia também mulheres mais idosas e mais doentes, nestas mulheres mais jovens e saudáveis os estrogénios tinham um efeito claramente cardio-protector até aos 65 anos.O editorial que acompanha a publicação dos resultados no NEJM é bastante contido no seu tom, apesar de se estar a falar de um erro crasso do estudo inicial.

Compare-se com a conclusão do abstract do NEJM:

Conclusions Among women 50 to 59 years old at enrollment, the calcified-plaque burden in the coronary arteries after trial completion was lower in women assigned to estrogen than in those assigned to placebo. However, estrogen has complex biologic effects and may influence the risk of cardiovascular events and other outcomes through multiple pathways. (ClinicalTrials.gov number, NCT00000611 [ClinicalTrials.gov] .)

(post publicado igualmete em MedBlog)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O mito da casa própria

O endividamento das famílias portuguesas é uma consequência da falsa noção da importância do património.

Dois jovens casam-se e imediatamente compram casa (um apartamento nos subúrbios). A tese é que em vez de pagarem uma renda ao senhorio e não serem proprietários, pagam um empréstimo ao banco e ficam com "uma coisa sua".
De facto, ficam com um compromisso financeiro pesadíssimo durante quase o resto da sua vida, e limitados na sua mobilidade.
Mais: se se desentenderem, a casa e respectivos encargos são mais uma complicação no processo de divórcio.
Se optassem por adiar a compra mais uns anos até terem estabilidade familiar e laboral, poderiam na realidade ter uma qualidade de vida muito superior e fazer alguma poupança.

Ninguém vê isto?

Marinheiros

Um amigo chamou-me a atenção para a seguinte notícia do Correio da Manhã de hoje:

2007-06-05 - 00:00:00
Turismo: Lançado ontem à água na Amieira, Portel
Barco de luxo já navega nas águas do Alqueva

O nome não podia ser mais apropriado. O ‘Estrela’ é a mais recente aquisição da Amieira Marina, empresa detentora de uma infra-estrutura portuária de recreio do grande lago de Alqueva. O luxuoso barco foi ontem lançado à água, no ancoradouro da Amieira, no concelho de Portel.
(...)
Este barco, um modelo Nicols 1350, está equipado com fogão, frigorífico, televisão, rádio, CD e DVD, sendo ainda possível ser pilotado de dois pontos distintos: uma cabina interior e um posto de pilotagem exterior para os mais experientes, embora não seja necessário carta de marinheiro para tripular o barco, devido ao GPS e sonda integrados. [itálicos meus]

Ironizava o meu amigo:

"Há quem "compre" cartas de Desportistas Náuticos, mas agora já não é preciso. Basta ter um GPS e uma sonda!!!"

E eu acrescento: para o jornalista, engenheiros ou marinheiros, deve ser tudo a mesma cambada!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Barbie virtual

A minha mãe trouxe-me de Paris uma boneca Barbie muito antes de as haver cá. Ainda a tenho, mas infelizmente as roupas da nova Barbie não lhe servem, porque as proporções mudaram.

Este fim de semana, contudo, foi-me indicado um site (existem tantos!) onde se podem criar bonecos, mudar-lhes a cor da pele, do cabelo, dos olhos, escolher-lhes roupas e acessórios, pô-los em cenários, exportá-los...

É do mais aditivo que há. E, claro, há uma comunidade de membros, que nem comecei a explorar.