Herculaneum, circa 40 BCE. At the villa Pisonis the Epicurean School of Philodemus of Gadara is an informal gathering place for those who enjoy discussing philosophy, literature, general politics, the nature of things and how to live better.
domingo, 30 de agosto de 2009
Virar mamífero
Notícia de
Le Monde:
Le placenta, invention virale
LE MONDE | 28.08.09 | 17h51 • Mis à jour le 28.08.09 | 19h20
Ceux qui tiennent pour intolérable l'idée que l'homme descende du singe en seront pour leurs frais : il y a bien pire. Il y a, aussi, du virus en nous. Une simple comptabilité génétique en atteste : environ 8 % de l'acide désoxyribonucléique (ADN) d'Homo sapiens est composé de séquences transmises par des virus à ses ancêtres.(...)
Les virus en cause appartiennent à une catégorie bien particulière de ce bestiaire : ce sont des rétrovirus - dont le représentant le plus tristement célèbre est le VIH, responsable du sida.(...)
Habituellement, les séquences génétiques ainsi passées d'un rétrovirus à un organisme vivant ne sont pas "exprimées" par celui-ci. C'est-à-dire qu'elles ne conduisent pas à la synthèse de protéines : elles demeurent, en somme, silencieuses.
Mais pas toujours. Chez l'homme, deux gènes d'origine rétrovirale, introduits chez les primates voilà quelque 40 millions d'années, codent pour des molécules appelées syncytines, et qui sont présentes dans le placenta.(...)
O artigo é interessantíssimo e levanta uma questão importante: a sequência que leva à produção de uma placenta funcionante, essencial na gestação dos mamíferos, terá sido introduzida no código genético dos primatas há 40 milhões de anos, e no dos ratinhos há 20 milhões. Ora os primeiros mamíferos têm 100 milhões de anos. A resposta dos investigadores é que possivelmente des infections successives se soient produites au cours de l'évolution et que les gènes nécessaires à la placentation aient été progressivement remplacés.
Não digo que não, mas parece-me um bocadinho complicado.
Le Monde:
Le placenta, invention virale
LE MONDE | 28.08.09 | 17h51 • Mis à jour le 28.08.09 | 19h20
Ceux qui tiennent pour intolérable l'idée que l'homme descende du singe en seront pour leurs frais : il y a bien pire. Il y a, aussi, du virus en nous. Une simple comptabilité génétique en atteste : environ 8 % de l'acide désoxyribonucléique (ADN) d'Homo sapiens est composé de séquences transmises par des virus à ses ancêtres.(...)
Les virus en cause appartiennent à une catégorie bien particulière de ce bestiaire : ce sont des rétrovirus - dont le représentant le plus tristement célèbre est le VIH, responsable du sida.(...)
Habituellement, les séquences génétiques ainsi passées d'un rétrovirus à un organisme vivant ne sont pas "exprimées" par celui-ci. C'est-à-dire qu'elles ne conduisent pas à la synthèse de protéines : elles demeurent, en somme, silencieuses.
Mais pas toujours. Chez l'homme, deux gènes d'origine rétrovirale, introduits chez les primates voilà quelque 40 millions d'années, codent pour des molécules appelées syncytines, et qui sont présentes dans le placenta.(...)
O artigo é interessantíssimo e levanta uma questão importante: a sequência que leva à produção de uma placenta funcionante, essencial na gestação dos mamíferos, terá sido introduzida no código genético dos primatas há 40 milhões de anos, e no dos ratinhos há 20 milhões. Ora os primeiros mamíferos têm 100 milhões de anos. A resposta dos investigadores é que possivelmente des infections successives se soient produites au cours de l'évolution et que les gènes nécessaires à la placentation aient été progressivement remplacés.
Não digo que não, mas parece-me um bocadinho complicado.
sábado, 29 de agosto de 2009
Outras músicas
Ora esta noite tenho então a surpresa de ouvir pela primeira vez, aqui do meu jardim, em directo e ao vivo a tocar na Marina, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra.
Chamam-lhe música alternativa. Oh well.
Imagem daqui
Chamam-lhe música alternativa. Oh well.
Imagem daqui
De facto
Em relação ao veto presidencial à nova lei das uniões de facto, recordo as palavras da minha mãe quando há uns meses se discutia o casamento dos homossexuais:
Deixem-nos casar e acabem com a fantochada das uniões de facto que só foram criadas para os tentar apaziguar.
E mais nada.
Deixem-nos casar e acabem com a fantochada das uniões de facto que só foram criadas para os tentar apaziguar.
E mais nada.
IMI
Os impostos são uma teia horrenda urdida por pequenas aranhas e mega-aranhas nojentas que se babam de gozo ao imaginar como nos vão enganar mais uma vez e fazer tilintar os cofres do estado.
Estes tilintam porque estão sempre meio-vazios: o dinheiro que lá entra não serve para melhorar a nossa qualidade de vida mas tão só para pagar às aranhas, e aos amigos das aranhas, que nos seus pequenos e nojentos cérebros imaginam que lhes são devidos ordenados condignos, bónus, despesas de representação, ajudas de custo e mais uma série de benefícios que não vou listar para não me irritar mais.
Um imposto detestável é o IMI, ou imposto municipal sobre imóveis. A legislação sobre o IMI não existe porque nos reporta à que existia antes de ele mudar de nome, como a legislação sobre o IMT (imposto municipal sobre transmissões onerosas) se reporta à que existia sobre a SISA, o tal imposto que nos prometeram que ia acabar.
O site das Finanças tem, no entanto, uma lista de perguntas frequentes sobre o IMI, para as quais tem respostas elucidativas, como por exemplo:
01 O que é o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis?
(...)
É um imposto municipal, cuja receita reverte para os respectivos municípios.
10 Quem toma a iniciativa de avaliar um prédio urbano?
A iniciativa da primeira avaliação de um prédio urbano cabe ao chefe de finanças (...)
20 Quem avalia os imóveis?
(...) um perito avaliador (...)
24 Como se pode reclamar da avaliação de um prédio urbano?
(...) no prazo de 30 dias contados da data em que tenham sido notificados (...)[o] pedido deve ser feito em requerimento dirigido ao chefe de finanças do Serviço de Finanças da localização do prédio.
30 Como e quem define as taxas do IMI para os prédios urbanos?
São as assembleias municipais da área da situação dos prédios que fixam, em cada ano, a taxa do IMI (..)
Talvez as minhas perguntas sejam raras, mas não estão ali respondidas:
Porque é que quando morre o proprietário do prédio este tem de ser reavaliado? Só porque morre uma pessoa, o valor do prédio pode subir 600%? Quando as rendas não podem subir à bruta, porque podem os impostos? O que acontece quando o herdeiro não tem rendimentos para suportar a tal subida?
Lembro-me que quando vivi na América houve, juntamente com a eleição presidencial, um referendo estadual sobre uma possível subida de um imposto.
Aqui, é comer e calar. Se um dia só duzentas pessoas forem votar, mesmo assim há-de formar-se um desgoverno e as aranhas continuarão a tecer a sua teia.
Estes tilintam porque estão sempre meio-vazios: o dinheiro que lá entra não serve para melhorar a nossa qualidade de vida mas tão só para pagar às aranhas, e aos amigos das aranhas, que nos seus pequenos e nojentos cérebros imaginam que lhes são devidos ordenados condignos, bónus, despesas de representação, ajudas de custo e mais uma série de benefícios que não vou listar para não me irritar mais.
Um imposto detestável é o IMI, ou imposto municipal sobre imóveis. A legislação sobre o IMI não existe porque nos reporta à que existia antes de ele mudar de nome, como a legislação sobre o IMT (imposto municipal sobre transmissões onerosas) se reporta à que existia sobre a SISA, o tal imposto que nos prometeram que ia acabar.
O site das Finanças tem, no entanto, uma lista de perguntas frequentes sobre o IMI, para as quais tem respostas elucidativas, como por exemplo:
01 O que é o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis?
(...)
É um imposto municipal, cuja receita reverte para os respectivos municípios.
10 Quem toma a iniciativa de avaliar um prédio urbano?
A iniciativa da primeira avaliação de um prédio urbano cabe ao chefe de finanças (...)
20 Quem avalia os imóveis?
(...) um perito avaliador (...)
24 Como se pode reclamar da avaliação de um prédio urbano?
(...) no prazo de 30 dias contados da data em que tenham sido notificados (...)[o] pedido deve ser feito em requerimento dirigido ao chefe de finanças do Serviço de Finanças da localização do prédio.
30 Como e quem define as taxas do IMI para os prédios urbanos?
São as assembleias municipais da área da situação dos prédios que fixam, em cada ano, a taxa do IMI (..)
Talvez as minhas perguntas sejam raras, mas não estão ali respondidas:
Porque é que quando morre o proprietário do prédio este tem de ser reavaliado? Só porque morre uma pessoa, o valor do prédio pode subir 600%? Quando as rendas não podem subir à bruta, porque podem os impostos? O que acontece quando o herdeiro não tem rendimentos para suportar a tal subida?
Lembro-me que quando vivi na América houve, juntamente com a eleição presidencial, um referendo estadual sobre uma possível subida de um imposto.
Aqui, é comer e calar. Se um dia só duzentas pessoas forem votar, mesmo assim há-de formar-se um desgoverno e as aranhas continuarão a tecer a sua teia.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
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