sábado, 30 de janeiro de 2010

Puppy Tweet

Notícia do i:

Ladrar em 140 caracteres? Sim, é possível com o "Puppy Tweet"
por Nelma Viana e Mariana de Araújo Barbosa, Publicado em 30 de Janeiro de 2010 | Actualizado há 14 horas
(...) Com a assinatura da marca de brinquedos Mattel, uma pequena tabuleta de plástico - para pôr na coleira - dotada de sensores de som e movimento, pré-grava as actividades do animal , traduzindo-as, posteriormente, em linguagem humana.
Só há um senão: é mais para brincar do que para ser levado a sério. É que a tradução da fala canina rege-se por um leque restrito de expressões pré definidas pelo aparelho. Não convém acreditar que o Puppy Tweet seja, na realidade, um conversor de linguagem.
O brinquedo vai estar disponível a partir de Outubro e vai custar cerca de 20 euros.

Vinte euros? Se se adaptar à coleira e ao tamanho do Jr, eu quero :-)

A morte das palmeiras

Há mais de dois anos falei aqui do parasita que tem atacado as palmeiras do Algarve.
A destruição continua, e o que devia ser um alerta geral parece mais um segredo que passa de boca de druida a orelha de druida.

(Faro, Janeiro 2010)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Passarinhos suicidas

Há passarinhos nos campos de golf, passeando e comendo tranquilamente como se nunca pudessem levar uma bolada fatal na cabeça. Desta vez eram garças, mas as poupas também não se poupam (desculpem, não resisti).

(Balaia, Albufeira, Janeiro 2010)

As finanças do Sul

Notícia do Telegraph:

Funds flee Greece as Germany warns of "fatal" eurozone crisis
Germany has triggered a near-panic flight from southern European debt markets by warning that there will be no EU bail-outs, even though it fears the region's economic crisis has turned dangerous and could prove "fatal" for the entire eurozone.
By Ambrose Evans-Pritchard
Published: 8:14PM GMT 28 Jan 2010

The yield on 10-year Greek bonds blasted upwards by over 40 basis points to 7.15pc in a day of wild trading. (...) Contagion hit Portuguese, Spanish, Irish, and Italian bonds.
(...)
(...)[Germany's] economy minister Rainer Brüderle (...) said there would be "no bail-outs" for struggling debtors and no move to a "European economic government".
"A few European nations are exhibiting dangerous weaknesses. That could have fatal consequences for all countries in the eurozone," he said. Despite the warning, he said each country must solve its own problems.
(...)
Adding to worries, Moody's has issued an alert on Portugal's "adverse debt dynamics", saying Lisbon needs a "credible plan" to reduce a structural deficit stuck at 7pc of GDP rather than "one-off measures".
(...)


A Moody's pode não ser o Papa da economia e das finanças, mas aparentemente a sua influência é tremenda e este artigo pelo menos indica o que se vai comentando também lá fora sobre o que se passa nestes países que vivem como se o Carnaval devesse durar a vida inteira.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A maldade humana

Passaram ontem sessenta e cinco anos desde que o exército russo entrou no campo de concentração de Auschwitz. A maldade humana assombra-me. E continua. Continua.

Barretes

Notícia do Diário de Notícias:

Debate
Tirar o barrete à República: a discussão chegou ao busto
por ANTÓNIO PEDRO PEREIRA Hoje
Deixar de vez a inspiração francesa - este é o pretexto do escultor João Cutileiro para propor um concurso público de que saia a encomenda de um novo busto da República.
O escultor João Cutileiro lançou o debate e pede "um concurso público para que se crie um novo busto da República portuguesa".
A principal razão é a falta de identificação do actual com a cultura portuguesa - na cabeça da "República" (nome popular do busto) há um barrete frígio que chegou cá através da inspiração francesa (anda sobre o cabelo da Marianne, o busto de lá). "É uma vergonha", diz o escultor. Há muito quem pense o contrário.
(...) E finaliza: "Devia abrir-se um concurso público, bem divulgado e bem pago, para aparecerem candidatos que se dediquem a encontrar um novo busto".
(...)


Pois claro. Embora o autor do artigo e os seus entrevistados não pareçam ter ideia, o barrete frígio aparece na revolução francesa em referência ao barrete usado pelos escravos libertos em Roma, e portanto à conquista da liberdade. O barrete romano era mais simples, menos artístico do que o barrete frígio, mas a ideia é essa.

Deve haver melhores maneiras de gastar dez milhões de euros que nestas comemorações. Mas já me esquecia: com ou sem crise, não vai Portugal emprestar cento e quarenta milhões a Angola?