terça-feira, 8 de março de 2011

Na berma das estradas

Na minha ignorância pensei que fossem giestas brancas, mas o Dias com Árvores diz que essas se encontram na metade norte de Portugal, e eu vejo imensas cá pelo sul.
Sejam o que forem, acho lindas, leves como véus de noiva mas resistentes à chuva e aos ventos deste fim de Inverno.


(Albufeira, Fevereiro 2011)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Nixon in China

Subscrevo inteiramente a excelente crítica feita pelo Joaquim no blog In Fernem Land a esta ópera de 1987, vista no último sábado no grande auditório da Fundação Gulbenkian em transmissão diferida do Met.
Eis os pontos principais:

O libretto de Alice Goodman, com "mais qualidade literária que eficácia teatral" como diz o Joaquim, evolui desde uma apresentação razoavelmente objectiva dos factos e personagens que protagonizaram a histórica visita do presidente dos EUA à China de Mao Zedong, até uma interpretação simbólica e quase onírica.

A música orquestral de John Adams, que também dirigiu, é típica do chamado minimalismo musical, repetitiva e obsessiva, "com pequenas e significativas variações graduais" (mais uma vez nas palavras do Joaquim - pelo contrário, em entrevista no intervalo, o encenador Peter Sellars encontra-lhe "enormes variações e contrastes") o que se torna cansativo numa obra desta duração. As partes vocais, por outro lado, parecem fortemente influenciadas por Wagner e Strauss. O resultado é um bocadinho complicado. A propósito, leia-se a opinião do próprio Adams no seu blog Hell Mouth.

As vozes são boas, embora James Maddalena, no protagonista, revele desgaste; as mais interessantes são as das mulheres, em especial a escocesa Janis Kelly (aos 55 anos!) como Pat Nixon e a sul-coreana Kathleen Kim, espectacular como Chiang Ch'ing, a senhora Mao.

A encenação e direcção de Peter Sellars é, para citar mais uma vez o Joaquim, "impecável" e perfeitamente adequada (com algumas coisinhas irritantes como o avião descer na vertical): afinal, a ideia original para esta ópera é dele... Os bailados coreografados por Mark Morris são excelentes.

Pode ser que a Gulbenkian transmita, na próxima temporada, a Satyagraha de Phillip Glass, que seria interessante comparar.

Fica aqui o início da grande ária de Chiang Ch'ing no segundo acto, I am the wife of Mao Zedong:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Temporal

Nem areia nem flores de amendoeira: a princesa nórdica da lenda teria visto esta manhã na mourama, senão neve, pelo menos granizo, e um temporal a sério, com tudo a que tinha direito.

(Hoje, no meu jardim)


Não é frequente, mas já tem acontecido.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Prisão de Stanford

A selvajaria humana, já o tenho dito, está para além da minha compreensão. E no entanto, segundo uma experiência realizada por psicólogos americanos faz agora quarenta anos, está ao alcance de qualquer pessoa normal quando em circunstâncias (in)apropriadas.

Foi na Universidade de Stanford, California, que um laboratório de psicologia resolveu levar a cabo a experiência: colocar numa falsa prisão 9 rapazes normais guardados por outros 9 rapazes normais, todos voluntários pagos recrutados por anúncio.

Em breve tanto os "guardas" como os "prisioneiros" adoptaram comportamentos típicos e extremos, e até os observadores se deixaram arrastar para posições inesperadas.

O resultado foi tão perturbador que o programa, que devia durar duas semanas, terminou em seis dias.

A história está contada aqui, onde cheguei através do blog do Rui Monteiro, Onde Mudar... Psicologia.

sábado, 12 de fevereiro de 2011