Conheci Perugia há muitos anos, na primeira viagem que fiz a Itália. Frequentei informalmente a Università per Stranieri, visitei a cidade e os arredores, fiz amizades qua ainda duram e outras que se perderam, vivi all'economia, subi muito e desci muito pouco, comi gelados na geladaria ao fundo do Corso Vanucci.
Voltei agora. A geladaria ainda lá está, assim como a Fontana Maggiore e os belíssimos palácios trecentistas. Desta vez as minhas pernas foram poupadas graças às escadas rolantes da Rocca Paolina.
A história de Perugia é muito anterior à Idade Média: também ela foi etrusca, depois conquistada pelos romanos, e teve um papel crucial nas disputas de poder entre Marco António e o futuro imperador Augusto: ali se refugiaram o irmão e a mulher de António à frente das suas tropas, e ali foram derrotados, sendo a cidade arrasada, e mais tarde reconstruída por Augusto.
Um outro detalhe engraçado: o pão perugino é insonso. É uma tradição antiga, desde que, em conflito com o Papa Paolo III, a cidade recusou pagar um imposto por este lançado sobre o sal.
Setembro é um mês complicado para férias, porque o tempo na Europa é imprevisível enquanto na mourama se está bem, noutros continentes é época de furacões e tufões, no hemisfério sul ainda é inverno... Mas a Itália é sempre uma boa aposta. Adoro o país. Um dia quero reformar-me lá - se calhar já disse isto neste blogue.
Desta vez andei por terras de Etruscos, e comecei por Assis, cuja imponente basílica já conhecia e que foi abalada por um terramoto em 1997, estava eu por acaso também em Itália.
(Assisi, Setembro 2011)
Está muito bem restaurada, cheia de turistas e de frades, claro, mas com uns toques de paganismo.
A minha amiga S., como tanta gente sem formação científica, acredita em coisas como o poder da mente, a malignidade das micro-ondas e a eficácia da homeopatia e da imposição das mãos (que agora tem um nome mais interessante, reiki).
Outro dia fi-la ler um artigo na Revista da Ordem dos Médicos (número ainda não online), que explicava o que vêem os médicos de errado nas medicinas alternativas: a falta de base racional, a falta de controle de qualidade dos medicamentos, a ausência de validação das terapêuticas por ensaios controlados e repetíveis, e a subtracção de doentes a tratamentos médicos eficazes.
Ela leu e, devolvendo-me a revista, apenas comentou:
Este é o novo posto de informação turística à chegada àquela a que chamam a capital do turismo do Algarve, e que foi inaugurado em Maio passado pelo presidente da Câmara, como parte da obra de requalificação da entrada da cidade.
Tem estado sempre assim, fechado, mesmo durante o mês de Agosto.
Há diversas versões desta canção gravada inicialmente em 1957 como parte da banda sonora do filme de George Cukor. Mas a primeira vez que a ouvi foi cantada por David Bowie, o meu herói musical da transição das décadas de 1970/80, e que neste clip já dobrara os cinquenta aninhos.