terça-feira, 13 de setembro de 2011

Perugia

Conheci Perugia há muitos anos, na primeira viagem que fiz a Itália. Frequentei informalmente a Università per Stranieri, visitei a cidade e os arredores, fiz amizades qua ainda duram e outras que se perderam, vivi all'economia, subi muito e desci muito pouco, comi gelados na geladaria ao fundo do Corso Vanucci.


Voltei agora. A geladaria ainda lá está, assim como a Fontana Maggiore e os belíssimos palácios trecentistas. Desta vez as minhas pernas foram poupadas graças às escadas rolantes da Rocca Paolina.


A história de Perugia é muito anterior à Idade Média: também ela foi etrusca, depois conquistada pelos romanos, e teve um papel crucial nas disputas de poder entre Marco António e o futuro imperador Augusto: ali se refugiaram o irmão e a mulher de António à frente das suas tropas, e ali foram derrotados, sendo a cidade arrasada, e mais tarde reconstruída por Augusto.

Um outro detalhe engraçado: o pão perugino é insonso. É uma tradição antiga, desde que, em conflito com o Papa Paolo III, a cidade recusou pagar um imposto por este lançado sobre o sal.


(Perugia, Setembro 2011)

Uns dias em Itália

Setembro é um mês complicado para férias, porque o tempo na Europa é imprevisível enquanto na mourama se está bem, noutros continentes é época de furacões e tufões, no hemisfério sul ainda é inverno... Mas a Itália é sempre uma boa aposta. Adoro o país. Um dia quero reformar-me lá - se calhar já disse isto neste blogue.

Desta vez andei por terras de Etruscos, e comecei por Assis, cuja imponente basílica já conhecia e que foi abalada por um terramoto em 1997, estava eu por acaso também em Itália.

(Assisi, Setembro 2011)

Está muito bem restaurada, cheia de turistas e de frades, claro, mas com uns toques de paganismo.



Até porque, pelos vistos, a fé não é total.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Crenças

(...) quae volumus, et credimus libenter et, quae sentimus ipsi, reliquos sentire speramus

acreditamos mais facilmente naquilo que desejamos, e esperamos que os restantes sintam o que nós sentimos


C. I. Caesar, De bello Civili, II, 27

Hoc ubi uno auctore ad plures permanaverat, atque alius alii tradiderat, plures auctores eius rei videbantur.

Esta [opinião] quando um autor a passava a muitos, e cada um destes [a] transmitia a outros, parecia ter vários autores.


id, II, 29

A minha amiga S., como tanta gente sem formação científica, acredita em coisas como o poder da mente, a malignidade das micro-ondas e a eficácia da homeopatia e da imposição das mãos (que agora tem um nome mais interessante, reiki).

Outro dia fi-la ler um artigo na Revista da Ordem dos Médicos (número ainda não online), que explicava o que vêem os médicos de errado nas medicinas alternativas: a falta de base racional, a falta de controle de qualidade dos medicamentos, a ausência de validação das terapêuticas por ensaios controlados e repetíveis, e a subtracção de doentes a tratamentos médicos eficazes.

Ela leu e, devolvendo-me a revista, apenas comentou:

Muito bem, mas eu tenho outros dados.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Virgem

(Albufeira, Agosto 2011)

Este é o novo posto de informação turística à chegada àquela a que chamam a capital do turismo do Algarve, e que foi inaugurado em Maio passado pelo presidente da Câmara, como parte da obra de requalificação da entrada da cidade.
Tem estado sempre assim, fechado, mesmo durante o mês de Agosto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Canções da minha vida

Há diversas versões desta canção gravada inicialmente em 1957 como parte da banda sonora do filme de George Cukor. Mas a primeira vez que a ouvi foi cantada por David Bowie, o meu herói musical da transição das décadas de 1970/80, e que neste clip já dobrara os cinquenta aninhos.


Vale a pena ouvir também a versão de Nina Simone e, para quem preferir o género, a de Barbra Streisand.

Ares de Agosto

É precisa muita paciência para certos domingos de bola.
E para certas segundas-feiras de bloco* também.




Imagem daqui



*bloco operatório