Portugal pode estar numa espiral recessiva; o Sporting está certamente numa espiral depressiva. Felicidades, Jesualdo Ferreira, espero que tenha algum truque na manga para pôr ordem neste clube. Amen.
Herculaneum, circa 40 BCE. At the villa Pisonis the Epicurean School of Philodemus of Gadara is an informal gathering place for those who enjoy discussing philosophy, literature, general politics, the nature of things and how to live better.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Bem grelhados
Ouvi há bocado na RTP a apresentação de uma nova grelha que aposta na informação, na ficção e no humor. Achei-a tão indigente como a anterior. Não vi qualquer referência a teatro, ópera, concertos, cinema. A própria RTP diz que são os mesmos nomes a outras horas.
Se é para isto, podem privatizar, entregar aos mwangolés ou a quem quiserem.
Se é para isto, podem privatizar, entregar aos mwangolés ou a quem quiserem.
Discurso de ano novo
Uma das minhas resoluções de fim de Verão, o ano passado, foi voltar a estudar alemão, e foi nesse contexto que me entretive a ouvir, ler e traduzir o discurso de ano novo da chanceler Angela Merkel. Esperava da mulher que manda na Europa e é doutorada em Física algumas considerações luminosas, por isso qual não foi o meu espanto, qual a minha decepção, ao ouvir historinhas como estas:
(...)Também há hoje no nosso país muita gente corajosa e útil. Um jovem participante nos meus diálogos cívicos em Heidelberg contou-me que um jogador da sua equipa de futebol queria abandonar a escola. Por isso ele foi ter com o treinador e pediu-lhe que reunisse toda a equipa, para que cada um contasse porque é bom ir à escola. Fizeram isso no treino seguinte e resultou. O companheiro de jogo não deixou a escola.(...)
(...) conheci há pouco tempo um rapaz de 10 anos que nasceu quase surdo. Recebeu um implante ultra-moderno e hoje pode ouvir música e ir à escola sem problema. Também encontrei uma rapariga que vive há três anos com uma prótese valvular cardíaca que cresce com ela, e com a qual pode fazer desporto e levar uma vida normal. Estas são pequenas maravilhas médicas. São o sucesso dos nossos investigadores.(...)
Desculpem, mas estas historinhas edificantes num discurso de ano novo não parecem mesmo saídas da boca (e do neurónio) dum outro doutor de Boliqueime?
(...)Também há hoje no nosso país muita gente corajosa e útil. Um jovem participante nos meus diálogos cívicos em Heidelberg contou-me que um jogador da sua equipa de futebol queria abandonar a escola. Por isso ele foi ter com o treinador e pediu-lhe que reunisse toda a equipa, para que cada um contasse porque é bom ir à escola. Fizeram isso no treino seguinte e resultou. O companheiro de jogo não deixou a escola.(...)
(...) conheci há pouco tempo um rapaz de 10 anos que nasceu quase surdo. Recebeu um implante ultra-moderno e hoje pode ouvir música e ir à escola sem problema. Também encontrei uma rapariga que vive há três anos com uma prótese valvular cardíaca que cresce com ela, e com a qual pode fazer desporto e levar uma vida normal. Estas são pequenas maravilhas médicas. São o sucesso dos nossos investigadores.(...)
Desculpem, mas estas historinhas edificantes num discurso de ano novo não parecem mesmo saídas da boca (e do neurónio) dum outro doutor de Boliqueime?
sábado, 29 de dezembro de 2012
Masoquismo ou fé?
A sério, a sério, o que leva um homem condenado a pagar três milhões de euros por mês à ex-mulher a ter vontade de voltar a casar, mesmo que não fosse com uma rapariga cinquenta anos mais nova e com este currículo?
A verdade é que fidanzata em italiano quer dizer namorada, e não mais do que isso. Tradutori tradittori, é o que é.
A verdade é que fidanzata em italiano quer dizer namorada, e não mais do que isso. Tradutori tradittori, é o que é.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Mozart no sapatinho
Há muitos anos, durante uma viagem de InterRail, encontrei-me com amigos em Salzburg e andámos a visitar a cidade antiga. De repente, atrás de uma porta fechada, ouvi um coro lindíssimo que o meu amigo Patrick me disse ser a Grande Missa Solene de Mozart.
A Grande Missa Solene, ou Missa em Dó menor, ouviu-se no sábado passado na Fundação Gulbenkian, pela Orquestra e pelo Coro da casa, dirigidos por Michel Corboz, depois de uma primeira parte constituída por duas obras de Bach (Prelúdio e Fuga em Lá menor, BWV 543 e cantata Gloria in excelsis Deo, BWV 191) que serviram para aquecer.
Os meus momentos preferidos foram protagonizados pelo contrabaixo, pela flauta e pelo oboé. E pelo coro. Aqui fica, em jeito de presente de Natal, o Qui tollis dirigido por Bernstein.
A Grande Missa Solene, ou Missa em Dó menor, ouviu-se no sábado passado na Fundação Gulbenkian, pela Orquestra e pelo Coro da casa, dirigidos por Michel Corboz, depois de uma primeira parte constituída por duas obras de Bach (Prelúdio e Fuga em Lá menor, BWV 543 e cantata Gloria in excelsis Deo, BWV 191) que serviram para aquecer.
Os meus momentos preferidos foram protagonizados pelo contrabaixo, pela flauta e pelo oboé. E pelo coro. Aqui fica, em jeito de presente de Natal, o Qui tollis dirigido por Bernstein.
sábado, 22 de dezembro de 2012
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