segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Segurança no trabalho

Não faltam extintores neste serviço de Urgência.

(Faro, Janeiro 2014)

Em Fevereiro, a situação ainda não mudou, mas uma coisa me alegra: ter havido uma fiscalização.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Do poder de uns homens sobre os outros

Vi recentemente dois filmes que lidavam com os direitos civis (ou a falta deles) dos negros americanos, 12 Years a Slave e The Butler.

O primeiro conta a história de um negro livre, nascido e criado em Nova Iorque em meados do século XIX, educado, profissional respeitado, com família, que é raptado e vendido como escravo num dos Estados sulistas. Durante doze anos aquele homem faz o que pode para sobreviver, confrontando-se com patrões, capatazes e outros escravos melhores e piores, mas convencidos de que os homens não são todos iguais e uns têm por lei humana e divina direito de propriedade absoluta sobre outros.
O segundo passa-se no século XX. O protagonista nasceu numa plantação de um Estado do sul, onde os negros já não são escravos mas são tratados como tal. Procura melhor vida viajando para norte e é contratado como criado (chamam-lhe mordomo, mas só de nome) para a Casa Branca. A sua vida e a da sua família correm ao longo dos anos desde a presidência de Eisenhower à de Reagan e por aí fora, já reformado, à de Obama. Ao longo desses anos ele mantém-se afastado das lutas pela integração racial, mas o seu filho mais velho torna-se activista nelas.

De ambos os filmes se pode dizer que acabam bem, o que para mim já vai sendo importante. Como dizia o meu avô, amarguras, só as da vida. Mas ambos põem questões que parecem não desaparecer ao longo da história da humanidade, e que se resumem ao paradoxo de alguns se considerarem superiores a outros (cristãos, não-cristãos, negros, judeus, homossexuais) e por isso com o direito de maltratar estes últimos. Paradoxo porque me parece que, mesmo que isso fosse verdade e houvesse grupos "inferiores" por terem menor capacidade física ou intelectual, deveriam ser acarinhados e protegidos, como devem ser acarinhados e protegidos os mais fracos, sejam velhos, crianças, doentes ou inclusivamente os animais.

Continua válido o provérbio que outro dia me citaram: para veres o vilão, põe-lhe o pau na mão. Agora que estão na ordem do dia as praxes académicas (ver os posts da Helena sobre o tema), a única diferença parece ser a aparente anuência das "bestas" na sua própria bestialização.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Estrelas no S. Carlos

Sobre a maneira como decorreu o concerto do dia 19 de Janeiro no Teatro S. Carlos pode ler-se este post do Valkirio.
Em resumo, a casa estava praticamente cheia, as peças foram bem escolhidas e bem interpretadas, e ficámos muito contentes por ter ali no piano Artur Pizarro e na direcção da orquestra da casa Joana Carneiro, quando duas semanas antes ninguém sabia ao certo o que ia acontecer.

É sempre para mim um prazer ver Pizarro tocar, porque ele tem com o piano uma relação especial: vê-se que gosta do instrumento e acho que este, se tivesse sentimentos, também gostaria dele. Na Fantasia Coral de Beethoven essa atitude transmite a ideia de um Beethoven brincalhão, que começa a compor ao piano numa postura de vamos ver o que sai daqui, continua como hoje até estou bem-disposto, sai uma à moda de Mozart e a certa altura tem um repente, já chega, eu não sou Mozart, sou Beethoven, junta-lhe a orquestra, oh alegria, e segue por ali adiante com aquele ímpeto, com aquela emoção, e no fim acrescenta um coro heróico (muito bem, o Coro do S. Carlos) e acaba com um eh lá, tenho aqui matéria para mais uma sinfonia!

As outras peças foram Before Spring - a tribute to the Rite, de Luís Tinoco, inicialmente composta como uma espécie de abertura para ser tocada antes d'A Sagração da Primavera de Stravinski, naturalmente por ela influenciada na linguagem e na tensão e muito mais agradável ao ouvido do que eu previa, e a 6ª Sinfonia (Pastoral) de Beethoven.

Dei-me conta que conheço muito melhor as sinfonias ímpares de Beethoven do que as pares. Talvez haja uma boa razão para isso, mas se a sexta não me entusiasma (ainda) tanto como a sétima ou a nona, tem também características que para mim são tipicamente beethovenianas, os múltiplos temas cada um pelo menos tão bonito como o anterior, as re-exposições, os momentos surpresa como quando os violinos fazem o acompanhamento e a melodia principal é tocada pelos violoncelos e contrabaixos... Só ele, não?

Joana Carneiro, que eu só tinha visto ao vivo já há uns anos no Auditório Municipal de Lagos, conduz com vivacidade e entrega, com gestos largos, debruçada para a orquestra que lhe responde gostosamente.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Relacionamento insustentável

Ele diz: Sempre te quis bem. Lembra-te de todas as vezes que te ajudei.
Ela responde: Estás outra vez a cobrar-me o que fizeste.