sexta-feira, 27 de junho de 2014

Lyon Parte II Fourvière

A colina de Fourvière é a localização original da cidade de Lugdunum, onde em 43 aC foi fundada uma colónia romana pelo governador Lucius Munatius Plancus. As ruínas de dois teatros e alguns edifícios públicos, muito restaurados, não são muito bonitas mas são utilizadas para festivais e visitadas por excursões de crianças em semi-férias.


Muito mais recente é a basílica de Notre-Dame, construída em finais do século XIX, suponho que vagamente inspirada na basílica de S. Francisco em Assis, com duas igrejas sobrepostas, ricamente decoradas.


A basílica é sobranceira à cidade velha


e dela tem-se uma panorâmica fantástica da cidade.

(Lyon, Junho 2014)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Lyon Parte I: a cidade velha

Lyon é considerada a segunda cidade de França, embora segundo alguns cálculos seja na verdade a terceira em número de habitantes. É composta por vários bairros diferentes uns dos outros dos quais, no pouco tempo de que dispus, só colhi amostras de três: Vieux Lyon, Fourvière e Presqu'Île.

A cidade velha fica na margem sul do rio Saône. Tem a sua inevitável catedral gótica


as ruas estreitas, os restaurantes com esplanadas cheias de turistas, mas a sua graça maior está nas traboules, passagens semi-secretas de uma rua para outra pelo interior de prédios, através de pátios insuspeitados. Senti-me num livro d'Os Cinco.

(Lyon, Junho 2014)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Alésia

Finalmente visitei o lugar da grande vitória de César sobre a coligação dos povos gauleses, Alésia, ou o que se supõe ser Alésia desde as escavações mandadas fazer por Napoleão III.



Foi uma enorme alegria, embora a visita fosse ao monte onde terá sido a cidade fortificada gaulesa e não àqueles onde César estabeleceu os seus acampamentos. É um lugar magnífico, hoje em dia muito sereno, onde no entanto se pode imaginar Vercingétorix (cuja estátua comemorativa tem o rosto do imperador francês que a mandou erigir) observando as fortificações romanas, voltadas para dentro num circuito de 14 km para conter os sitiados, e voltadas para fora em 21 km para deter o exército gaulês de reforço: entre os dois moviam-se as legiões de César.


Existe um centro de interpretação a pouca distância na planície, onde para além da apresentação de filmes, achados arqueológicos e reconstituições das batalhas e das fortificações romanas, um grupo de "legionários" ensina o público sobre a realidade do armamento e das técnicas de combate, bem diferentes do que se vê nos filmes.



Se eu pudesse, teria ficado por ali muitas horas, tão entusiasmada como as crianças a experimentar as armas e a visitar as tendas.



(Alise Sainte-Reine, Junho 2014)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

La Traviata de Paris: aviso

Aviso à navegação: o canal Mezzo vai transmitir a Traviata de que falei (não a récita a que assisti mas a seguinte, de terça-feira 17) depois de amanhã, quarta-feira 25 de Junho, julgo que às 19h30 hora de Lisboa.

domingo, 22 de junho de 2014

Côtes de Beaune, o vinho que cura

A Borgonha é conhecida pelos seus vinhos, e entre eles pelo que é possivelmente o menos interessante, o Beaujolais.
Mesmo este tem diversas variedades, mas há muitos outros. Nós, portugueses, gostamos de elogiar os nossos vinhos como se os franceses não tivessem mais de dois mil anos de experiência com os deles.

As encostas de Beaune produzem tintos e brancos; uma porção desses terrenos vitícolas pertence aos hospitais de Beaune e estes são em parte financiados pelas receitas da venda dos seus vinhos.
Outra fonte de receita é o turismo, através das visitas ao Hôtel-Dieu, o hospital medieval fundado e construído para abrigar e tratar os pobres - no fim da guerra dos cem anos, eles não faltavam na região - e que se manteve em funcionamento até quase ao fim do século XX.

Os telhados multicoloridos são típicos na região:

Na enfermaria principal as camas alinham-se em direcção à capela:


Nesta, o altar apresenta um trabalho riquíssimo:

E o acervo contém numerosas obras de arte, incluindo pinturas e tapeçarias.

(Beaune, Junho 2014)

Passear em Dijon

A melhor maneira de conhecer Dijon é fazer o parcours de la chouette, ou seja, seguir as placas de cobre gravadas com a figura de uma coruja e cravadas no chão

que nos levam a todos os lugares relevantes, desde o palácio dos Duques da Borgonha, onde está actualmente instalado o Musée des Beaux Arts

por casas com fachadas de barrotes de madeira

até ao Grand Théatre, à catedral ou ao mercado

rodeado de restaurantes, à rua das lojas

e à igreja de Notre Dame

que exibe uma extraordinária colecção de gárgulas como eu nunca tinha visto.

(Dijon, Junho 2014)