quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ainda a propósito de Arte Nova

Foi finalmente este ano que entrei no Temple de la Sagrada Familia em Barcelona, e fiquei encantada:

(Barcelona, Janeiro 2015)

Comprei bilhetes online e fui relativamente cedo, fugindo assim às filas.
Dizem que deve ficar pronto em 2026. Espero que sim, vai valer a pena.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A propósito de Arte Nova

aqui comentei como me surpreendeu o bairro Art Déco de Miami, quando o esperava semelhante às grandes avenidas de Lisboa.
Lembrei-me disso agora ao ler este post no blogue O Livro de Areia. A Arte Nova finlandesa tem pouco a ver com a que vi em Nancy, considerada a capital francesa desse estilo:




Particularmente conhecido é o Café Excelsior:


O museu da Escola de Nancy e a colecção Daum no museu de Belas-Artes, que não cheguei a visitar, devem ser uma perdição para quem gosta de peças deste estilo.

Nancy não é, contudo, apenas (!) Arte Nova. Sem me debruçar muito sobre a arquitectura medieval, de que também tem uns espécimes, a praça Stanislas, do século XVIII, é extraordinária:



(Nancy, Novembro 2014)


Ali bem pertinho fica a Rue des Maréchaux, que não comunga desta monumentalidade, mas é conhecida como a rue gourmande vá-se lá saber porquê ;-)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Memórias da Grande Guerra


O ano passado marcou o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra até ao advento da Segunda.
O meu passeio de Novembro levou-me à região de Verdun e às memórias dessa guerra. Ali se estende este cemitério onde jazem quinze mil militares franceses:



aos pés do Ossuário erguido para albergar mais cento e trinta mil combatentes não identificados, tanto franceses como alemães:


(Douaumont, Novembro 2014)

Quinze mil, cento e trinta mil... Alguns dos muitos milhões de rapazes e homens que se alistaram a partir do Verão de 1914, cheios de ilusões e vontade de vencer. Em Reims, diante da catedral envolta em nevoeiro, encontrei uma exposição fotográfica extraordinária chamada Merci! 100 photos pour un Centenaire.




Com estas fotos de seres humanos que deram as suas vidas na maior carnificina da história, o curador da exposição, Jean Claude Narcy, pretende evitar que morram uma segunda vez pelo esquecimento.

A reconciliação oficial entre a França e a Alemanha teve lugar na Catedral de Reims (considerada cidade mártir da Grande Guerra)


Será sido isso que inspirou este anjo, uma das figuras do portal norte da fachada principal, a sorrir assim?

(Reims, Novembro 2014)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sound-bytes

Contou-me um colega que viveu no Lobito esta história ali passada:

Depois de uma festa institucional em que participaram as "forças vivas" locais, encontram-se dois africanos negros à conversa.

- Então tu foste na festa di branco?
- Eu fui sim.
- E como foi?
- Foi bonita, teve muita gente, comida, bebida.
- Teve música?
- Sim, música também.
- E discurso, teve?
- Teve discurso também.
- E o que é que ele disse?
- Ah, falou só, disse nada.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Morreu Colleen McCullough

Soube pelo blogue Boas Intenções que morreu a escritora Colleen McCullough. Para mim, e suponho que para toda a gente que a leu, fica ligada ao romance The Thorn Birds e à sua adaptação televisiva com Richard Chamberlain no papel masculino principal, que fez chorar rios de lágrimas, e também à série Masters of Rome, uma colecção de romances históricos passados no último século da República Romana, cada um com centenas de páginas que me pareciam sempre demasiado breves.

Já não sei o lhe escrevi exactamente, a elogiá-la e certamente a interrogá-la; sei que ainda conservo a carta que recebi em resposta, uma coisa impessoal, assinada pela secretária, mas que incluía em anexo algumas considerações da própria McCullough sobre o que a levara a escrever essa série e uma enorme bibliografia que muito me ajudou a orientar a minha própria pesquisa.

Lembro-me que quando acabei o sexto volume, The October Horse, pensei que nunca mais gostaria de qualquer outro romance situado naquele cenário; hoje porém acredito que o sucesso de McCullough abriu portas a muito boa ficção histórica posterior.