Herculaneum, circa 40 BCE. At the villa Pisonis the Epicurean School of Philodemus of Gadara is an informal gathering place for those who enjoy discussing philosophy, literature, general politics, the nature of things and how to live better.
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quarta-feira, 5 de junho de 2019
domingo, 3 de maio de 2009
Coisas que aprendi com a minha mãe
A minha mãe é linda. A minha mãe é inteligente e rápida. A minha mãe fez as maiores asneiras e ainda hoje as faz. A minha mãe luta. A minha mãe só se resigna temporariamente, mas nunca desiste. A minha mãe resiste. A minha mãe tem imensa paciência. A minha mãe não tem paciência. A minha mãe ama. A minha mãe zanga-se. A minha mãe sabe dar. A minha mãe sabe aceitar. A minha mãe está sempre disposta a aprender. A minha mãe gosta de coisas doces. A minha mãe conta histórias. A minha mãe conta as mesmas histórias e parecem novas. A minha mãe detesta cozinhar. A minha mãe gosta do pôr-do-sol. A minha mãe adora ler. A minha mãe deixou de fumar há dois anos porque o seu amor lhe pediu. A minha mãe gosta de andar a pé. A minha mãe sabe lindamente usar o computador. A minha mãe escreve poesia. A minha mãe discute opiniões mas não convicções. A minha mãe foi uma excelente profissional. A minha mãe reformou-se. A minha mãe olha para trás e anda para a frente. A minha mãe ri. A minha mãe é única.
(Cacela-a-Velha, Janeiro 2009)
(Cacela-a-Velha, Janeiro 2009)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Depois do amor
A Io pergunta:
Para onde vai o amor, depois do amor acabar?
Fez-me lembrar de um pequeno poema que escrevi há muitos anos:
Eu creio que o amor é sempiterno
e amei, depois de ti, sempre a ti mesmo:
o sol do meu Verão, em sóis de Inverno.
Mais recentemente, depois da morte de cada um dos meus cães, fiquei ainda mais com a impressão de que há uma dose certa de amor que não se esgota com a perda extemporânea de um ente amado, mas deve ser usada na sua totalidade - se for caso disso, sendo transferida para outro objecto de amor semelhante.
Para onde vai o amor, depois do amor acabar?
Fez-me lembrar de um pequeno poema que escrevi há muitos anos:
Eu creio que o amor é sempiterno
e amei, depois de ti, sempre a ti mesmo:
o sol do meu Verão, em sóis de Inverno.
28.02.92
Mais recentemente, depois da morte de cada um dos meus cães, fiquei ainda mais com a impressão de que há uma dose certa de amor que não se esgota com a perda extemporânea de um ente amado, mas deve ser usada na sua totalidade - se for caso disso, sendo transferida para outro objecto de amor semelhante.
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