Não foi de propósito que estive em Constância no dia de Camões. Nem sabia que decorriam as XVII Pomonas Camonianas, uma espécie de feira com cortejos, conferências, comezainas e venda de flores relacionadas com versos camonianos, presumivelmente cultivadas no Horto de Camões, que foi desenhado por Gonçalo Ribeiro Telles (outra vez ele) mas estava fechado à hora a que lá passei.
(Constância, Junho 2012)
Ainda não foi desta vez que entrei na casa de Camões, na de Vasco de Lima Couto ou na biblioteca que leva o nome de Alexandre O'Neill. A vila que os atraiu a eles a mim diz pouco, embora tenha residentes que dizem o mais que podem.(Constância, Junho 2012)
Há o Tejo, claro, o fermoso Tejo dele, escorrendo lentamente, engrossando um pouco com o caudal do Zêzere, rodeando o castelo de Almourol que aparenta não ter mudado desde que lá estive em viagem de finalistas do ensino secundário.(Almourol, Junho 2012)
Mais adiante, em Vila Nova da Barquinha, um autarca megalómano transformou sete hectares num parque ribeirinho para deleite dos seus sete mil habitantes. E alguém (o mesmo autarca?) plantou amoreiras por todo o lado. Mas estas, ah! estas estavam em flor, e quem nunca sentiu o perfume das flores das amoreiras vá lá a correr e diga-me se não quereria ter o talento de Camões para o cantar.(Vila Nova da Barquinha, Junho 2012)







