quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A Lei e a Ética

Notícia do Público:

Bastonário fala de arrogância
Ministério obriga Ordem dos Médicos a adaptar Código Deontológico à lei do aborto
18.10.2007 - 11h40 Catarina Gomes
Com base num parecer da Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Saúde (MS) concluiu que a Ordem dos Médicos vai ter que alterar o seu Código Deontológico em relação ao aborto por desrespeitar a lei actual que despenalizou a interrupção voluntária da gravidez por opção da mulher até às dez semanas. O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) qualifica o acto do ministro da saúde de "inútil, arrogante e prepotente".
(...)
"Nós não somos idiotas", responde o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, para dizer que nunca "nenhum médico foi penalizado por cumprir a lei" que se sobrepõe a um código deontológico. E refere-se a um parecer da Provedoria de Justiça que dizia que a deontologia não tinha que ser alterada para se adaptar à lei tratando-se de princípios éticos da profissão. Obrigar a OM a mudar a deontologia é um "acto inútil", porque nada muda, mas que vale pelo seu simbolismo: trata-se de "um Governo arrogante que quer impor a um grupo profissional que mude a sua ética porque houve mudança na lei".

Interessante mesmo é ler os comentários a esta notícia. Perceber que há portugueses para quem a culpa dos problemas da Saúde em Portugal é dos médicos (até a falta de enfermeiros! Ah como esfrega as mãos de contente esta gente diante da próxima aplicação do ponto digital, aka controle biométrico da assiduidade). Perceber que há portugueses que não distinguem deontologia e lei. Perceber que há portugueses que não sabem fazer contas, nem sabem que o resultado deste referendo, não sendo vinculativo, só se tornou lei porque era o resultado que interessava à maioria socialista. E, por outro lado, perceber que há portugueses que entendem perfeitamente o que se está a passar.

O bastonário está farto deste desgoverno. Estamos todos. Eu, que sou a favor da despenalização do aborto, e espero nunca ter de fazer nenhum, acho que as leis mudam conforme o que é conveniente para os povos, mas que a ética não se muda ao sabor das leis.

Falem baixo

Notícia do Sol:

5a-feira, 18 Outubro
Estudo sobre saúde
Altura na idade adulta afecta qualidade de vida
Um estudo britânico revela que as pessoas baixas consideram ter pior saúde física e mental do que as pessoas com um tamanho considerado normal
(...)
Os resultados realçam que quanto mais baixas são as pessoas, mais baixa é a classificação que atribuem à sua qualidade de vida.

Ganda nóia, hem?

O livro dos recordes da estupidez

Se não existe, deveria existir, e nele caberia certamente a iniciativa mundial «Levanta-te» contra a pobreza, cujo objectivo, segundo o Sol, era reunir centenas de estudantes universitários numa cama gigante para que os participantes se «deitem juntos» e «despertem juntos contra a pobreza».
O telejornal da RTP de ontem enfatizava a pretensão de uma entrada no Guinness Book of Records, o que parece confirmar-se.
A "iniciativa", organizada em Portugal pela Associação PAR, teve apoios da Delta cafés e da TMN.

Ah, que generosidade!
Se tivessem entregue o dinheiro ao Banco Alimentar contra a Fome, às Misericórdias, aos orfanatos, não teria sido mais útil no alívio da pobreza?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

É a economia, estúpida

Pois é, nunca fui muito certa em contas, mas faz-me confusão como se pode prever valores de inflação de 2,1% para 2008 quando o barril de petróleo não pára de subir (agora anda pelos 85 dólares em Nova Iorque e 82 dólares em Londres), quando o preço da electricidade no continente vai subir 2,9%, o preço dos táxis subiu de 40 para 42 cêntimos por quilómetro (5%), a água no Porto pode aumentar entre 8 e "menos de 5%", as rendas dos escritórios em Lisboa subiram uma percentagem indeterminada (embora o aumento da procura tenha números da ordem dos 31%) e finalmente o preço do pão pode aumentar 10% este ano.

Afinal o que é que desce para compensar estas subidas?
(Até tenho medo da resposta)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Separar para Reciclar

Um simpático presente para os amigos: uma caixa de plástico com tampa, que se pode comprar na Pollux, contendo três baldes coloridos para separar resíduos.

Costuma resultar, sem ser preciso estardalhaço. Na próxima visita, é provável que os amigos já estejam a separar e reciclar.




Contagem decrescente I

Finalmente (em breve) vou ter férias. Nem de propósito encontro este site que recria a encarnado (porque não a verde?) o mapa do mundo por países visitados.




Posto assim, parece que conheço meio mundo. Mas não é verdade: só amostras.