Herculaneum, circa 40 BCE. At the villa Pisonis the Epicurean School of Philodemus of Gadara is an informal gathering place for those who enjoy discussing philosophy, literature, general politics, the nature of things and how to live better.
terça-feira, 31 de março de 2009
Perspectivas e cenários
Notícia do Financial Times:
Barclays in talks on £3bn iShares deal
By Martin Arnold, Peter Thal Larsen and Jane Croft in London
Published: March 31 2009 11:52 Last updated: March 31 2009 14:17
Barclays has entered exclusive negotiations with CVC Capital Partners, the private equity group, to sell the exchange traded funds business of its iShares subsidiary in a deal worth about £3bn.
The move came a day after Barclays shunned a UK government insurance scheme designed to ring-fence toxic assets on banks’ balance sheets.
(...)
The detailed stress tests carried out by the Financial Services Authority examined how Barclays would perform in a UK recession lasting at least two years and tested a number of different scenarios including a 50 per cent fall in house prices as well as declines in gross domestic product and in commercial property.
(...)
Claro que não percebo nada dos problemas e dos planos do Barclays, mas o que me chamou a atenção foram os estudos feitos sobre cenários não-optimistas.
Faz-me lembrar, por oposição, o último Orçamento de Estado deste desgoverno, e se calhar os Orçamentos anteriores, que já em plena crise se baseava em cenários de crescimento económico.
Não era optimismo: era burrice ou maldade. E continua a ser.
Barclays in talks on £3bn iShares deal
By Martin Arnold, Peter Thal Larsen and Jane Croft in London
Published: March 31 2009 11:52 Last updated: March 31 2009 14:17
Barclays has entered exclusive negotiations with CVC Capital Partners, the private equity group, to sell the exchange traded funds business of its iShares subsidiary in a deal worth about £3bn.
The move came a day after Barclays shunned a UK government insurance scheme designed to ring-fence toxic assets on banks’ balance sheets.
(...)
The detailed stress tests carried out by the Financial Services Authority examined how Barclays would perform in a UK recession lasting at least two years and tested a number of different scenarios including a 50 per cent fall in house prices as well as declines in gross domestic product and in commercial property.
(...)
Claro que não percebo nada dos problemas e dos planos do Barclays, mas o que me chamou a atenção foram os estudos feitos sobre cenários não-optimistas.
Faz-me lembrar, por oposição, o último Orçamento de Estado deste desgoverno, e se calhar os Orçamentos anteriores, que já em plena crise se baseava em cenários de crescimento económico.
Não era optimismo: era burrice ou maldade. E continua a ser.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Músico de filmes
Ouvi logo de manhã na Antena2 a notícia da morte de Maurice Jarre - é possível que eu não soubesse o nome do compositor das bandas sonoras dos filmes monumentais (ou imperiais, depende do cinema em que os vi) de David Lean como Lawrence of Arabia, Dr. Zhivago, Ryan's Daughter e Passage to India?
Mais que possível, verdade: Jarre, que eu soubesse, era o inenarrável Jean-Michel, o tal electromúsico que foi casado com a extraordinária Charlotte Rampling - e que afinal é filho de Maurice.
Uma pesquisa simples revelou-me que Maurice Jarre foi igualmente o autor da música de mais uma boa meia dúzia de filmes bem diferentes mas marcantes, desde The Night of the Generals a The Year of Living Dangerously ou Fatal Attraction... ou o terceiro Mad Max, quem diria?
Mais que possível, verdade: Jarre, que eu soubesse, era o inenarrável Jean-Michel, o tal electromúsico que foi casado com a extraordinária Charlotte Rampling - e que afinal é filho de Maurice.
Uma pesquisa simples revelou-me que Maurice Jarre foi igualmente o autor da música de mais uma boa meia dúzia de filmes bem diferentes mas marcantes, desde The Night of the Generals a The Year of Living Dangerously ou Fatal Attraction... ou o terceiro Mad Max, quem diria?
domingo, 29 de março de 2009
A morte de Cleópatra
Rogueclassicism é um site/blog cujo autor, David Meadows, é muito considerado por ter informações actualizadas (embora às vezes falhe ao não verificar as suas fontes) acerca de descobertas arqueológicas, conferências e outras notas sobre a antiguidade clássica.
Hoje atira com a notícia do Telegraph (que também não terá feito o melhor jornalismo) segundo a qual Michael Jackson irá pôr à venda the 6ft-wide Cleopatra's Last Moments, signed and dated 1892, by the little-known artist D Pauvert, which carries an estimate of $30,000 to $50,000. Tanto o Telegraph como Meadows mostram uma imagem do que se pretende ser o dito quadro, mas que é, afinal, La mort de Cléopâtre que vi em Roma na exposição sobre Júlio César e que, segundo o catálogo (que também tem falhas!) foi pintado em 1874 por Jean-André Rixens e pertence hoje ao Musée des Augustins de Toulouse.
A não ser, claro, que se trate de uma cópia pelo tal D Pauvert do original de Rixens.
Hoje atira com a notícia do Telegraph (que também não terá feito o melhor jornalismo) segundo a qual Michael Jackson irá pôr à venda the 6ft-wide Cleopatra's Last Moments, signed and dated 1892, by the little-known artist D Pauvert, which carries an estimate of $30,000 to $50,000. Tanto o Telegraph como Meadows mostram uma imagem do que se pretende ser o dito quadro, mas que é, afinal, La mort de Cléopâtre que vi em Roma na exposição sobre Júlio César e que, segundo o catálogo (que também tem falhas!) foi pintado em 1874 por Jean-André Rixens e pertence hoje ao Musée des Augustins de Toulouse.
A não ser, claro, que se trate de uma cópia pelo tal D Pauvert do original de Rixens.
Imagem Musée des Augustins
Praias do Algarve
Quando eu era criança a minha praia era a Rocha, que era uma praia grande mas mais pequena do que hoje, acabando logo ali com um túnel a poente para uma série de outras praias e estendendo-se para nascente até ao molhe e à Fortaleza, que a separavam do rio.
Alugávamos toldo à época, sempre o mesmo ou quase o mesmo, e os vizinhos repetiam-se igualmente. Lembro-me do comandante M. que me chamava Madama Butterfly, ignorando, coitado, de que formas isso me influenciaria mais tarde.
A praia da Rocha chamava-se assim porque no meio havia uma rocha plana, onde tinham sido escavados degraus e donde na maré cheia os miúdos mergulhavam, apesar de todos os avisos de perigo.
A praia do Vau ficava mais longe, passeava-se de carro até lá mas não a frequentávamos. Agora que a Rocha está transformada de maneira irreconhecível, o Vau ainda tem características de praia Algarvia, com túnel e tudo. Para o lado da Rocha, inevitavelmente, avista-se a selva de betão.

Alugávamos toldo à época, sempre o mesmo ou quase o mesmo, e os vizinhos repetiam-se igualmente. Lembro-me do comandante M. que me chamava Madama Butterfly, ignorando, coitado, de que formas isso me influenciaria mais tarde.
A praia da Rocha chamava-se assim porque no meio havia uma rocha plana, onde tinham sido escavados degraus e donde na maré cheia os miúdos mergulhavam, apesar de todos os avisos de perigo.
A praia do Vau ficava mais longe, passeava-se de carro até lá mas não a frequentávamos. Agora que a Rocha está transformada de maneira irreconhecível, o Vau ainda tem características de praia Algarvia, com túnel e tudo. Para o lado da Rocha, inevitavelmente, avista-se a selva de betão.

(Praia do Vau, Março 2009)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Um país desvalorizado
Notícia do Expresso:
Défice público mantém-se nos 3,9% do PIB
Portugal mantém a previsão do défice público de 2009 em 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a dívida subirá para além dos 70%, anunciou o INE.
Lusa
11:03 Sexta-feira, 27 de Mar de 2009
Perante isto, não resisto a postar o discurso que o Parlamentar Europeu e blogger conservador britânico Daniel Hannan dirigiu esta terça-feira ao Primeiro-Ministro Gordon Brown. Pode ser que inspire alguém.
Défice público mantém-se nos 3,9% do PIB
Portugal mantém a previsão do défice público de 2009 em 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a dívida subirá para além dos 70%, anunciou o INE.
Lusa
11:03 Sexta-feira, 27 de Mar de 2009
Perante isto, não resisto a postar o discurso que o Parlamentar Europeu e blogger conservador britânico Daniel Hannan dirigiu esta terça-feira ao Primeiro-Ministro Gordon Brown. Pode ser que inspire alguém.
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