sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O 5 de Outubro

A propósito, não sabia que 5 de Outubro também é de boa memória para os monárquicos: segundo alguns, terá sido o dia em que a independência foi reconhecida por Afonso VII de Castela e Leão no tratado de Zamora; segundo outros foi o dia em que reuniram as primeiras Cortes do Reino em Lamego.

Ou seja, podemos passar a gostar deste feriado :-)
foto © Acscosta

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Real, Real

No 31 da Armada confrontam-se monárquicos e republicanos. Na procura de uma bandeira do Portugal monárquico para pôr neste blog, encontrei uma história interessante das bandeiras portuguesas. Apesar de ser na Wikipedia (já escrevi o que penso da Wikipedia), parece haver confirmação no site da Acção Monárquica Tradicionalista e também no site Bandeiras de Portugal.

No fim de tudo, continuo com dúvidas sobre qual a minha bandeira: a de D. João I, que vigorava ao tempo do infante D. Henrique (a minha escolha para o maior português), a de D. João II, o meu rei preferido, a da restauração de 1640 (hint, hint), ou simplesmente a última bandeira da monarquia?

Vou pôr aqui as quatro e meditar sobre o assunto :-)


bandeiras © António Martins

Canil em Faro?


Faro tem um canil no horizonte
04-10-2007 14:00:00
O presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, afirmou hoje, no Dia do Animal, que até o seu mandato acabar vão ser adiantadas as obras de um canil/gatil municipal.

Na sequência de uma manifestação organizada por duas associações não governamentais, a MAF (Movimento Pró-Animal de Faro) e a ADAPO (Associação de Defesa dos Animais e Plantas de Olhão), onde participaram cerca de 200 crianças de escolas de Faro, José Apolinário veio a público manifestar a sua intenção de, até 2009, começar as obras de um canil municipal.
(...)
Clementina Frade, presidente do MAF, afirma que esta promessa é uma “óptima notícia” e que só espera “que seja mesmo cumprida”, porque considera que é uma obra de extrema urgência para o município.
Até agora, no município de Faro, não existia qualquer canil, havendo só um protocolo entre o canil de São Francisco, em Loulé, que Clementina admite estar “sobrepopulado”.
(...)
“As crianças são fundamentais para a sensibilização”, constata Clementina, admitindo que os “adultos de amanhã” são mais sensíveis a estas questões e que a mensagem é sempre entregue aos pais, que muitas vezes têm o poder de mudar algo.

É importante haver um canil para acolher os animais abandonados? É, mas mais importante é educar as pessoas e dar-lhes condições para não abandonarem os animais.

Sem isso, não vamos a lado nenhum. Os canis são como os serviços de urgência dos hospitais: quanto mais se constroem, mais a eles as pessoas recorrem. Hoje em dia há quem tenha mesmo a "lata" de telefonar para os canis a avisar que vai abandonar os animais!

Eu já "avistei" o Canil de S. Francisco, construído por alguém de bom coração. É confrangedor. As instalações, mais que sobrelotadas, têm um ar degradado. Há avisos para que não se deixem animais à porta (o que significa que há quem os deixe). No dia em que lá fui não havia humanos à vista, mas cá fora havia de facto vários cães e gatos.

Enquanto as pessoas não respeitarem os animais domésticos, fizerem ninhadas porque acham graça, sem pensarem no futuro dos filhotes, não se responsabilizarem pelos actos dos seus animais e julgarem que "eles na natureza se safam", e enquanto, por outro lado, se fecharem as portas dos hoteis, dos restaurantes e dos transportes colectivos aos animais, o problema do abandono não tem solução.

E as crianças, ao contrário do que se diz, estão menos atentas. Podem ser mais sensíveis mas é de um ponto de vista egoísta (o que é normal), pois não têm consciência das repercussões sobre o animal em si. E não são responsáveis, nem podem ser responsabilizadas.

Mais ópera, por favor

Ontem saí da Fnac contente com alguns CDs apetitosos. Não tinham Jarousski mas tinham Kozená e ao ouvir o Sherza infida lembrei-me de que o Paulo, do Valkirio, escrevera há uns três ou quatro dias que sonhava com um Ariodante completo, possivelmente com a Vesselina Kasarova no papel principal.

Agora que o barroco está revalorizado, não percebo porque não programa o S. Carlos algumas dessas óperas maravilhosas. O ano passado tivemos, para alegria e orgulho, a estreia mundial contemporânea do Motezuma de Vivaldi, uma produção minimalista que viveu de cantores e músicos muito bons e uma direcção de cena capaz. Este ano, nada.

E a propósito, também o ano passado tivemos de Mozart o Così fan Tutte em versão encenada (eu vinha de uma viagem comprida e trinta e tal horas sem dormir, mas mesmo assim valeu a pena); este ano teremos La Clemenza di Tito em versão de concerto. Porquê?

A ópera é um espectáculo total desde há pelo menos 2500 anos: o teatro na antiguidade, com actores que cantavam, com coros, com bailarinos e músicos, não é mais nem menos do que o que conhecemos por ópera. Quem me dera que alguém musicasse Ésquilo ou Menandro para ouvidos actuais.

Não percebo porque se fazem versões de concerto: com os cenários miserabilistas que hoje se usam (uma cruz, uma cadeira, uma padiola no Motezuma, duas camas no Così, para falar somente de duas produções recentes), não é por estes que fica muito mais caro.
Só se for pelo encenador, mas valham-me os deuses, eu nem peço muito, certamente não estou a sonhar com o Woody Allen.

E já agora: a Gulbenkian, que pode prever que cantores carismáticos como a Bartoli esgotem auditórios, não pode contratá-los para dois espectáculos em vez de um só?

E finalmente: quando se aperceberão os promotores de concertos de que quem gosta realmente de música não está disposto a sofrer com a acústica (ou falta dela) de um pavilhão Atlântico?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O Cozinheiro Sueco

Notícia do Público:

ASAE encerra cozinhas dos hospitais de Santa Maria e Dona Estefânia
02.10.2007 - 21h06 Lusa
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica encerrou hoje as cozinhas dos hospitais de Santa Maria e Estefânia, confirmaram fontes das duas unidades de saúde, que remeteram mais esclarecimentos para aquela entidade.

Ainda bem. Se os bombeiros também lá forem fiscalizar, hão-de fechar mais do que as cozinhas.

É extraordinário como o Estado impõe regras de qualidade e segurança, não poucas vezes exageradas*, enquanto as instalações dos serviços públicos não cumprem minimamente essas regras.
Alguém viu um exercício de simulação de incêndio num hospital público? Há saídas de emergência no Hospital de Santa Maria? Detectores de incêndio? Sprinklers? As (poucas) mangueiras são testadas?

Quem entrar num hospital, numa escola, num serviço camarário, e olhar em volta com atenção à procura destas coisas, ficará elucidado.

*Quem sabe que os hoteis são obrigados a registar a qualidade da água das piscinas quatro vezes ao dia e a ter um nadador-salvador no local, ou a registar a temperatura de todos os pratos que saem da cozinha?


ASAE: cozinhas hospitalares encerradas devido a falta de condições higieno-sanitárias
03.10.2007 - 14h32 Lusa
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esclareceu hoje que o encerramento das cozinhas dos hospitais de Santa Maria, D. Estefânia, em Lisboa, e de Leiria se deveu à falta de condições higieno-sanitárias das instalações.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

... e desmentidos

Notícia do Portugal Diário (e do Sol):

Soares explica a «desgraça» no PSD
2007/09/30 19:15
Afinal, «desgraça» foi a «eleição fratricida» no PSD e não Menezes
Mário Soares esclareceu este domingo, em declarações à agência Lusa, que nunca comentou a vitória de Luís Filipe Menezes nas eleições internas do PSD e que o que considera uma «desgraça» é o enfraquecimento do maior partido da oposição.
(...)
Fonte da organização da campanha de Luís Filipe Menezes disse à Lusa que Mário Soares ligou esta tarde ao novo líder do PSD para «lhe dar um abraço e felicitá-lo pela vitória».

Ah bom. Ficamos esclarecidos. Sendo assim...