sábado, 14 de janeiro de 2017

Os carros mais bonitos Parte X

Um dos carros mais bonitos que por aí andam é o novo Mazda MX-5. É a quarta geração do "roadster mais vendido do mundo", segundo afirma a orgulhosa marca japonesa. Quando vivi em Miami gostei muito deste pequeno desportivo, que nessa altura ainda tinha faróis escamoteáveis (como o Porsche 924 e o 944). Mas o desenho do MX-5, conhecido nos EUA como Miata, mais do que para o Porsche sempre apontou para o Jaguar, o que nunca foi mais evidente do que agora.

Foto de Mario von Berg (Kickcaffe) para Wikipedia

Foto daqui

De resto, parece um carrinho de brincar mas - se por um momento esquecermos as diferenças nos motores, claro - tem lá dentro todo o equipamento que num Porsche Boxter ou num Jaguar F-type vem pelo dobro ou triplo do preço. Excepto a capota, que é manual, mas até isso tem graça - embora venha aí o novo modelo com capota dura elétrica, ao qual os puristas, por enquanto, torcem o nariz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

Carnaval dos animais

Cheguei a pensar que o príncipe herdeiro da Tailândia tinha nomeado o seu (já falecido) cão Foo Foo marechal da Força Aérea para evitar que o bicho tivesse de bater pala ao brigadeiro Sir Nils Olav, o pinguim mascote da Guarda Real norueguesa, mas afinal parece que foi por despeito por a sua segunda (ex-)mulher ter tido um caso com um outro marechal, esse humano.

Demasiada confusão, mesmo para quem, como eu, gosta de animais.

Um escritor sobre a escrita

"A instrução mais rigorosa sobre como escrever em prosa que alguma vez recebi [...] veio dos agentes seniores com estudos clássicos no último andar da sede do MI5 [...] que liam os meus relatórios com um pedantismo deleitado, manifestando desprezo pelas minhas orações incompletas e pelos meus advérbios desnecessários e riscando as margens da minha prosa chã com comentários como: redundante — omita — justifique — vago — quer realmente dizer isto? Nenhum editor que encontrei desde então foi alguma vez mais exigente ou teve tanta razão."

"Primeiro vem a imaginação, depois a busca da realidade. De seguida, o regresso à imaginação e à secretária à qual agora estou sentado."

(...) Le Carré acabara de entregar o romance "A Toupeira" à tipografia. No livro havia uma perseguição de ferry no estreito de Kowloon que o escritor criara com a ajuda de um velho guia turístico na Cornualha. Mas em Hong Kong, acabadinho de chegar, descobre de imediato que existe um túnel nesse mesmo sítio. Não a tempo, porém, de parar a impressão do novo livro para alterar a cena, ajustando-a à realidade: "Jurei que nunca mais voltaria a descrever uma cena num local que não tivesse visitado [...] A meio da vida, eu estava a ficar gordo e preguiçoso e a viver à custa de um fundo de experiência passada que estava a esgotar-se. Chegara o momento de abordar mundos não familiares."


John Le Carré, em entrevista a Cristina Margato, publicada na Revista do Expresso de 15/10/2016 (edição 2294, pg E|40)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Fuga de Cameron

Isto não é o que parece (ou talvez seja).
Quando David Cameron se demitiu em Julho passado, na sequência do referendo que aprovou o Brexit, trauteou quatro notas e fechou a porta com um "Right!", cena filmada e transmitida inúmeras vezes.

Vários músicos se divertiram a compor peças baseadas nesse do-dooo-do-do, e um deles foi a venezuelana Gabriela Montero, que se saiu com esta pérola barroca (via Samizdata):


Há composições para todos os gostos, do clássico ao rock. Ide ver no YouTube, ide.