segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

A thousand and one dreams

I dream of you who are not here
I dream of you and bring you near
I dream of you and you are well
I dream I’m still under your spell

I dream I’m waiting for your call
I dream that you don’t call at all
I dream that you have gone away
I dream I have so much to say

I dream that I still run to you
I dream that you still want me to
I dream the sweetness of your smile
I dream that it was all worthwhile

My dream tonight was of goodbye
I was with you and saw you die
I never dreamed of this before
I fear I’ll dream of you no more


Não sei porquê, inspirado por esta versão para dois pianos da Scheherazade de Rimsky-Korsakov, por Artur Pizarro e Vita Panomariovaite, ouvida na Antena2.
A propósito, é impressão minha ou raramente se ouve Artur Pizarro na Antena2?

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

Números

Notícia do Jornal de Negócios:

Mais de 118 mil militantes e simpatizantes do PS votaram em António Costa (act)
29 Setembro 2014, 00:26 por Bruno Simões | brunosimoes@negocios.pt
(...)
Dos 248.475 inscritos, votaram 174.518 militantes e simpatizantes do PS, pelo que a abstenção ficou abaixo dos 30%. António Costa recolheu 67,88% dos votos e Seguro 31,65%.
Em termos absolutos, Costa recolheu 118.454 votos, mais do dobro dos recebidos por Seguro (55.239).
(...)


Eu gosto é de números concretos. Depois da algazarra que foi esta campanha socialista, dos discursos auto-comemorativos de ontem e dos títulos de outros jornais de hoje, finalmente sabemos quantos portugueses querem António Costa como primeiro-ministro.

Não chegam a cento e vinte mil. Podemos estar descansados ;-)

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Proporções

Hoje enchi o depósito do carro com gasolina e dei por mim a pensar que por aquele valor podia ter comprado um barril de petróleo e ainda me sobrava dinheiro.

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

domingo, 21 de Setembro de 2014

Salonen na Gulbenkian

Desde que, há uns anos, vi no MUDE esta instalação, fiquei com alguma simpatia pelo maestro Esa-Pekka Salonen, e por isso comprei bilhetes para o concerto de sexta-feira passada na Gulbenkian.
Sobre o qual, em poucas palavras:
1. Gostei muito de ver o maestro reger a Segunda sinfonia de Beethoven como quem dança;
2. Independentemente do seu mérito, talvez a melhor maneira de se conseguir levar uma peça erudita contemporânea a uma quantidade significativa de público seja ensanduichá-la no meio de peças tão populares como as sinfonias de Beethoven;
3. Os grandes compositores criaram as suas obras em vários andamentos para permitirem ao público tossir entre eles;
4. Dirigir a Sétima no fim do programa, quando já se está cansado, não é fácil: já se pula mais do que se dança;
5. Ouvir cair a batuta na Segunda, ou uma fífia dos sopros na Sétima, não é o fim do mundo, mas desconcentra;
6. É difícil distinguir, quando dos aplausos, se o que emocionou o pessoal foi a excelência da interpretação ou a da obra por si mesma;
7. A Sétima, que amo e cuja audição repito, foi anteontem uma experiência matemática: assombroso ver como Beethoven soma, subtrai e multiplica e obtem sempre resultados diferentes mas perfeitos.

Fica aqui uma entrevista com o maestro sobre esta sua integral:

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Indicador de PMS

Num hospital, este sinalizador junta-se a um objecto que vai a esterilizar e muda de cor para indicar que o processo correu como deve ser.

(Faro, Setembro 2014)

De repente ocorreu-me que seria útil que nós, mulheres, o pudéssemos pôr na lapela para anunciar aos homens que, em certos dias, só se devem aproximar com muito jeitinho...

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

A derrota

Durante anos resisti à pressão para comprar uma batedeira elétrica, achando que, se não pudesse facilmente bater natas nem claras em castelo, não faria bolos e evitaria mais esse atentado à minha forma física e mental.

Finalmente cedi. A batedeira já cá canta, a primeira obra (um pão-de-ló de Alfeizerão) também:

(Albufeira, Setembro 2014)

Só me resta arrumar o monstro numa prateleira bem alta e difícil de alcançar.

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Expliquem-me por favor

... porque continua o litro de gasolina 95 a custar na Galp da Via do Infante 1.629€ quando o barril de petróleo está a baixar de preço há meses e hoje não passa dos 100.82U$ (Brent) e 93.12U$ (WTI).

Já agora, expliquem-me também porque está o preço do barril do mar do Norte (Brent) a descer em vésperas de referendo na Escócia para decidir se se separa ou não do resto do Reino Unido.

E, se for possível, expliquem-me esta queda de preços com o Médio Oriente em alvoroço, o Iraque em guerra e outra guerra às portas da Europa. Não seria altura de os mercados andarem frenéticos?

domingo, 7 de Setembro de 2014

Condomínio

aqui comentei os conglomerados de ninhos construídos pelas andorinhas.
As cegonhas, como se sabe, fazem os delas em lugares altos, como chaminés e postes de telefonia ou de electricidade. Nos postes de alta tensão que percorrem o Alentejo há verdadeiros condomínios, e este que fotografei hoje é possivelmente o mais habitado.

(A2, Alentejo, Setembro 2014)

Havia dois passarinhos pretos empoleirados na grade: não sei se algum dos ninhos era deles.

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

O paradoxo de Fredkin

Via Lifehacker:

The more equally attractive two alternatives seem, the harder it can be to choose between them -- no matter that, to the same degree, the choice can only matter less."

Edward Fredkin*, citado em Marvin Minsky, The Society of Mind, NY, 1988, pg 52

Dito de outra maneira, quando parece mais difícil escolher entre duas alternativas é quando elas não são significativamente diferentes e não vale a pena perder muito tempo nessa escolha.

Já ganhei o dia.


* Fredkin é um cientista americano que se destacou por propor que o universo se compõe, basicamente, de informação e alterações na informação. Parece simples mas experimente-se procurá-lo no Google e ler o que escreveu. Pois.