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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Forretice

Ouvido na praia, este fim-de-semana:

"O cúmulo da forretice é mandar pôr meias-solas nas havaianas."

Imagem © havaianas

sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma espécie de educação

Mais uma adolescente de 15 anos respondeu hoje, na minha consulta, quando lhe perguntaram pelos seus planos profissionais futuros, que quer ser modelo. A explicação é a habitual:

- Porque para ser médica é preciso estudar muito. Ou para economista.

São estes os tais filhos que ainda vão andar a pagar as dívidas contraídas pelo sr. Sousa. Vale a pena preocuparem-se.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Postais de Toronto X

O paraíso de uns é o inferno de outros... ou a outras horas. Nos dias sem electricidade em casa, a solução foi fugir: para os museus, para o teatro, e para o centro comercial Eaton Center, construído no final dos anos setenta e entretanto degradado e renovado, considerado a maior atracção turística de Toronto; na extremidade sul os gansos voadores constituem uma escultura do artista Michael Snow.

No dia a seguir ao Natal (Boxing Day) o Eaton Center enche com o frenesim dos saldos. É melhor ir lá depois, os saldos continuam com muito mais calma.


A foto abaixo, embora pareça, não é de nenhum centro comercial mas sim do hospital pediátrico de Toronto (Sick Kids).

(Toronto, Dezembro 2013)

domingo, 3 de novembro de 2013

Portugal em Veneza

Assumo que quando vou para fora não quero saber do que cá fica: não quero comer em restaurantes portugueses nem ouvir música portuguesa (ouviria de boa vontade a Maria João Pires, a cujos concertos aqui nunca consigo assistir) nem comentar política portuguesa nem ver arte contemporânea portuguesa.

Dito isto, acho simpático ver referências positivas a Portugal. Assim, em Veneza, ainda no vaporetto entre o aeroporto e a cidade, deparar-me com o pavilhão português da Bienale:


ou, a encher a Piazza San Marco, este anúncio:

(Venezia, Outubro 2013)

o qual seria mais interessante se não existisse aquele primeiro ponto no texto.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Retirado

Notícia de The Portugal News:

Anti-fat cream withdrawn from market
by TPN/ Lusa, in General · 25-10-2012 09:52:00

Portugal’s medical sector regulator Infarmed has ordered the full withdrawal of ‘Creme gel Drenante Anticell,’ produced by Bottega Verde, with immediate effect as from Tuesday.
The regulator found that the cream “presents deceiving allegations in relation to its efficiency, especially regarding the treatment of resistant cellulite.” Infarmed added that all stocks held by stores should be immediately withdrawn.


Acho lindamente, e espero que o Infarmed mande retirar do mercado todos os pseudo-medicamentos que proclamam remover a celulite, as rugas, os quilos e os anos sem esforço, dieta ou cirurgia. Vai ter uma trabalheira.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um passeio por Bordéus

A Place des Quinconces é um enorme terreiro entre duas áreas arborizadas, onde fica a estação principal de todos os transportes públicos terrestres de Bordéus. Em si mesma não tem graça nenhuma, mas são interessantes as colunas adornadas com proas de navios, sobre um modelo Romano, assim como o monumento aos Girondins que tomaram parte na Revolução Francesa e foram guilhotinados a mando de Robespierre.



(Bordeaux, Junho 2012)




A Place de la Bourse é a cara que Bordéus gosta de apresentar aos visitantes, ardilosamente reflectida num espelho de água onde nestes dias de calor o pessoal se entretém a chapinhar.



A Porte Cailhau e a Grosse Cloche são portas das muralhas do século XIV, restauradas no século XIX e, suspeito, seguindo uma ideia romântica do passado.


A ponte de pedra é possivelmente a mais bonita das que atravessam o Garonne, e foi projectada no tempo de Napoleão.


A sul do Cours Victor Hugo instalaram-se as comunidades norte-africana e senegalesa. Há souks e cafés frequentados só por homens. Curiosamente este bairro centra-se em torno da igreja muito católica de Saint Michel.


O Museu da Aquitania conta a longa história de Bordéus e da Aquitania, uma das três regiões que César dizia constituirem a Gália, habitada por povos que não eram Celtas nem Belgas. A visita é gratuita e muito interessante.


A catedral de Saint André e a sua torre sineira valem uma visita.


Voltando para norte, esqueça-se a Rue de Sainte Catherine, recomendada para compras em todos os guias mas sem interesse nenhum: as multidões estão lá mas as lojas boas estão no Cours de l'Intendance, que leva direitinho ao Grand Théatre e às esplanadas em seu redor.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um post sobre sapatos

Eu gosto tanto de sapatos bonitos como qualquer outra mulher, mas respeito os meus pés e não gosto de sofrer. Por isso ando um bocado desconsolada, porque de há uns anos a esta parte os sapatos mais bonitos ou são completamente rasos ou têm saltos de dez centímetros pelo menos.
Assim sendo, na maior parte dos casos os sapatos para mim são como as motas: objectos de arte para admirar de perto. Louboutins, Manolos, Valentinos, por certo, mas também marcas mais humildes no preço embora igualmente ambiciosas na altura. Enquanto objectos de arte, porém, acho que encontrei os sapatos mais extraordinários e tentadores numa área de Covent Garden.

Chamam-se Unique Nude e foram criados pelo arquitecto holandês Rem Koolhaas, o mesmo que desenhou a Casa da Música no Porto. Só podia sair uma coisa rara, não? Koolhaas associou-se a Galahad Clark, um sapateiro com nome de herói medieval, e o resultado está à vista até no desenho da loja e dos expositores, a que a minha pobre fotografia não consegue fazer justiça.

(London, Abril 2012)


Imagem United Nude



Se comprei alguns? Pensei que tinha sido clara: tenho pés de sereiazinha. Niet.

domingo, 11 de março de 2012

Abaixo as saias

Notícia de Le Figaro:

Des collégiennes privées de jupes et renvoyées chez elles
Par Agnès Leclair
Publié le 09/03/2012 à 16:36

(...)
Pas de jupe pour la Journée de la femme… Jeudi, à l'occasion du 8 mars, une trentaine d'élèves du collège Roger-Vailland de Poncin, dans l'Ain, avaient délaissé leur jean pour une tenue plus féminine. L'initiative a inquiété la direction de l'établissement qui a invité les collégiennes, âgées de 13 à 15 ans, à aller se changer. «En raison d'agressions verbales dont certaines ont été victimes, un membre de l'équipe de direction leur a proposé d'adopter une autre tenue», a expliqué vendredi Sylvain Weisse, le principal du collège.
(...)


Essa de as raparigas não poderem usar saia e poderem ser insultadas por o fazerem é nova para mim, que ainda me lembro da primeira acção colectiva em que participei, no liceu feminino que frequentava, para pedir à reitora que nos deixasse usar calças - ao que ela acedeu.

Vamos lá ver: eu acho que o ideal seria as escolas e colégios obrigarem ao uso de uniforme, como ainda hoje se faz em Inglaterra ou na Índia. Facilita a vida das famílias ao evitar que a tirania das marcas se instale nas cabecinhas vulneráveis de crianças e adolescentes. Mas isso é uma história totalmente diferente.


(Jaipur, Novembro 2006)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O mesmo cabeleireiro

Estes dois frequentam o mesmo cabeleireiro. Que digo eu? O mesmo groomer, que já li alguém referir-se ao penteado da duquesa de Alba como o de um caniche electrocutado.

Duquesa de Alba: foto Hola! (editada)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Espanta mosquitos

Notícia do Jornal de Negócios:

A t-shirt que repele insectos
16 Agosto 2011 | 00:01
João Carlos Malta - joaomalta@negocios.pt

(...)
Imagine que a t-shirt que veste não é só uma t-shirt, é também um repelente, que deixa os mosquitos a meio metro de distância. A ideia da têxtil NG Wear já está no mercado.
(...)


É, segundo o JN, o resultado de uma parceria de investigadores portugueses: o Citeve, a NG Wear e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical. E eu quero, quero muito, apesar de o design ser medíocre, os slogans duvidosos e cinquenta centímetros uma distância demasiado curta para o meu gosto.

domingo, 1 de maio de 2011

Momento de crónica social

Pensei fazer um post sobre o casamento real inglês e os trapinhos mas não tenho nada a acrescentar ao que já foi dito: a noiva muito elegante, a irmã muito noiva, a rainha igual a si própria, a Beckham muito grávida, as manas York impossíveis, Letizia a desaparecer, a Princesa Real vestida com os cortinados da sala, o casal John-Furnish muito bem, e as tendências a aproximarem-se do meu gosto pessoal - excepto os chapéus, naturalmente.

E então?

Então não há como uma boa história de príncipes e princesas para os republicanos comentarem durante o fim-de-semana.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Re-rite em Lisboa

Muito bom o site do MUDE e muito atraente a sua nova casa na Rua Augusta em Lisboa. A instalação re-rite é um apetite para quem gosta de música e de multimédia. Não tem tanto de inter-activo como dizem mas sim de imersão, naipe a naipe, no som e na imagem de uma orquestra, no caso a Philarmonia de Londres, conduzida por Esa-Pekka Salonen.

Espraia-se por várias salas, com a partitura sempre disponível, e a certa altura o espectador vê-se sentado ao lado dos músicos - sentindo-se um bocadinho estúpido por não ter também uma trompa nas mãos. Os únicos instrumentos disponíveis para utilização são as percussões, mas também se pode brincar aos regentes de orquestra ou aos engenheiros de som, e ao longo de todo o percurso há funcionários muito simpáticos e solícitos.

A instalação só ali fica até 23 de Janeiro. De passagem vejam-se no andar de baixo uns trapinhos criados por José António Tenente.

Aqui fica então um fragmento da Sagração da Primavera pela Philarmonia Orchestra com o maestro Salonen.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

更新

Indo eu, indo eu a caminho de comprar lenços de papel Renova, essa já mítica marca do nosso contentamento lusitano, capaz de inventar papel higiénico preto para os góticos deste mundo, lembrei-me de virar ao contrário a caixa (linda, diga-se de passagem) e ver onde é feita.



(Guia, Setembro 2010)

Pois é. E mesmo assim é mais cara que as outras.

Nota: já o papel higiénico preto diz que é feito em Portugal, e as embalagens normais de lenços de papel na União Europeia, whatever that means.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Diamantes sujos

Notícia do Público:

Alegada oferta de Charles Taylor importante para a acusação
Naomi Campbell diz ter recebido “pequenas pedras de aspecto sujo”
05.08.2010 - 09:16 Por AFP, PÚBLICO
(...)
No tribunal especial que julga os crimes de guerra na Serra Leoa, Campbell falou de uma prenda que recebeu após um jantar organizado por Nelson Mandela em 1997 em que esteve presente o líder da Libéria Charles Taylor, agora no banco dos réus pela sua actuação durante a guerra.
“Estava quase a dormir, quando me bateram à porta, e eu abri. Estavam lá dois homens e deram-me uma pequena bolsa e disseram-me: ‘um presente para si’”, contou a modelo, depois de confirmar o seu nome e data de nascimento. “Abri a bolsa na manhã seguinte. Vi algumas pequenas pedras, pequenas pedras de aspecto sujo”. O que seriam as pedras? “Suponho que fossem diamantes”, respondeu a modelo.
(...) As pedras, diz Campbell, foram depois dadas a uma organização de caridade sul-africana.
(...)


Ah se ao menos Naomi Campbell fosse loira. Talvez passasse por normal abrir a porta do quarto de hotel a meio da noite a dois desconhecidos, aceitar presentes anónimos e oferecer pedras sujas a organizações de caridade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Silly por silly

Estava eu outro dia no cabeleireiro a folhear uma daquelas revistas que se folheiam no cabeleireiro e não é que me aparecem umas fotos do Luís Figo depilado?
Pois não fica nada mal não senhor...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Aldrich veste Manéis

Segundo a blogger Opera Chic escreve hoje na revista W, a mezzo soprano americana Kate Aldrich, que OC considera entre os cinco cantores de ópera mais bem vestidos, usa, entre outras, peças de Alves/Gonçalves.
Ter-lhe-ão sido apresentados quando cá esteve no S. Carlos a cantar L'Italiana in Algeri (a que eu assisti com o segundo elenco, incluindo uma Barbara De Castri que desafinou assustadoramente)?

Parabéns à dupla de estilistas portugueses. Eu até nem gosto muito das roupitas deles, mas mesmo assim estas referências discretas consolam o meu maltratado patriotismo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Amar o próprio corpo

Amar o próprio corpo é uma proposta mais complicada do que parece: é não querermos ser outra ou diferente, mas querermos ser o melhor que podemos ser. É preocuparmo-nos com a alimentação e o exercício físico sem nos deixarmos iludir pelas imagens das modelos que são miúdas novíssimas e magríssimas e ainda asssim alteradas pelo Photoshop. É não termos objectivos irrealistas quando procuramos a cirurgia plástica para melhorar a nossa imagem, porque não vamos ficar iguais à nossa actriz favorita. Aliás ninguém é igual à nossa actriz favorita, nem sequer ela quando tem a cara lavada. É vestirmos o que nos fica bem, no tamanho que nos serve, e não o que ficaria bem a um ideal que não somos, e nesse sentido saber dizer "isto não é para o meu corpo" sem agonizarmos por causa disso, porque há tantos corpos diferentes e a mesma peça de roupa não pode servir a todos.

Poster de Lisa Champ para a NOW Foundation

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Malefícios do Photoshop

Notícia do i:

França e Reino Unido querem regras para as modelos de Photoshop
por Sandra Pereira, Publicado em 30 de Setembro de 2009
Deputadas propõem que os fotógrafos denunciem todas as imagens manipuladas
Quando uma adolescente olha para as incrivelmente magras e indefectíveis mulheres estampadas em capas de revistas sente-se infeliz? A deputada democrata liberal britânica Jo Swinson e a deputada conservadora francesa Valérie Boyer garantem que sim e ainda que as jovens não sabem distinguir estas imagens da realidade. Como tal, decidiram propor uma nova lei sobre as fotografias retocadas nos respectivos Parlamentos.
(...)
"A anorexia mental é a doença psiquiátrica que mais mata em França. Sem a pressão mediática que pesa sobre a representação feminina, não estaríamos nesta situação", argumentou Boyer, do partido do presidente Nicolas Sarkozy.
Apesar de a relação entre imagens e anorexia não estar provada, Isabel do Carmo, especialista em comportamento alimentar, acredita que a publicidade que mostra figuras irrealistas como se fossem reais "cria um sentimento de insatisfação corporal nas mulheres" (...)

Não posso estar mais de acordo. Cada vez vejo mais mulheres, e não só adolescentes, sofrer por terem uma ideia irrealista e irrealizável sobre o seu corpo. Vejo-as usar roupa dois números abaixo do seu parecendo assim mais gordas, ao contrário do que desejam. Oiço-as pedir mamas mais pequenas aos quinze anos, e abdómens sem pregas aos quarenta. Quando vêem a Cinha Jardim sem sombra de celulite nas páginas de uma revista, ou a Alexandra Lencastre sem uma mancha no rosto, o que hão-de pensar as mulheres normais, senão que é essa a realidade, e o que hão-de sentir senão uma enorme inferioridade?

Lembram-se da fúria de Sarah Palin quando apareceu na capa da Newsweek sem retoque, e a exigência para que fosse tratada como Barack Obama, cuja cor varia conforme os filtros do Photoshop?

Em desespero de causa, venha a lei: etiquetem-se as fotos retocadas. A meu ver, deviam trazer tarjas como as dos maços de tabaco: Esta foto pode causar sofrimento e ser prejudicial à saúde de quem a vê.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O hálito do Dragão

Estou profundamente chocada: abri hoje o site da Meez e dei de caras com novos items com o tema do F. C. Porto!

Isto exige um protesto veemente, mas nem sei o que dizer.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sem nada para vestir

Agora que a primeira loja inteiramente dedicada à Barbie abriu em Buenos Aires, reparei que a minha Barbie ainda está com roupa de Verão e não me lembro de onde guardei a roupa de Inverno dela!

Ainda por cima é um modelo já considerado vintage (#1070 de 1965): a minha mãe trouxe-ma de Paris quando em Portugal não se sonhava que existia. Da roupa que também trouxe já só existe a camisola cor-de-rosa, e como entretanto mudaram as medidas para outras mais politicamente correctas (!) a roupa nova não lhe assenta bem. E para complicar o caso, hoje em dia é raro haver à venda roupa sem a boneca.
(Hoje, no meu jardim)

Que seca!

PS 5 horas mais tarde: Já encontrei a roupinha.