sábado, 26 de março de 2016

A escolha de deus

Nós amamos a beleza. Somos capazes de nos deter a contemplar a Natureza em todas as suas facetas: forte, tranquila, ampla, íntima... Fascina-nos indomada, e apraz-nos transformada por nós à nossa medida.
Criamos beleza e regozijamo-nos com a beleza criada. Há milhares de anos pintamos, esculpimos, compomos, construímos obras de arte. Os nossos abrigos deixaram há muito de ser simples cavernas e rodeamo-nos de arte e conforto.
Procuramos o conhecimento e a sabedoria. Elaboramos um modelo do mundo que está muito além do imediato.
Procuramos ser melhores. Longe da perfeição, longe mesmo da bondade, esforçamo-nos por percorrer o caminho. Queremos tratar melhor as crianças, os animais, os mais frágeis.

Eles gostam de explodir bombas e matar pessoas. Venha deus e escolha.

2 comentários:

Catarina disse...

Comportamentos difíceis de compreender. Tendências malevolentes que nenhum Deus impõe.
Uma Páscoa com paz.

Mário Gonçalves disse...

Dava-lhe o Nobel da Razão, com aplauso, Gi, não fosse uma coisa, um pequeno detalhe.

Eles são nós. O ADN é o mesmo, e 'nós', entre sinfonias e catedrais, também soubemos muito bem massacrar uma multidão de outros 'nós', ao som de vários hinos e sob a mão de vários poderes. Sistematicamente.

O que parece é que agora 'nós' aprendemos, somos melhores, estamos avisados, damos valor à felicidade colectiva. Eles, se são diferentes, é na falta dessa aprendizagem e desse aviso interior. São os bárbaros que nós fomos há, só, um século. Demoramos uns 80 anos, pelo menos, a aprender. Sarajevo e Srebrenika são de há pouco. Terão eles necessidade do mesmo tempo ? Oxalá não.

Sei que se eu fosse europeu em 1940, desejaria a completa extinção da Alemanha e dos alemães, tudo arrasado à bomba. Não desejo nem a deus a árdua tarefa de escolher.