Herculaneum, circa 40 BCE. At the villa Pisonis the Epicurean School of Philodemus of Gadara is an informal gathering place for those who enjoy discussing philosophy, literature, general politics, the nature of things and how to live better.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Bom ano novo
Curiosamente à meia-noite nenhuma das quatro televisões nacionais passou imagens do fogo-de-artifício madeirense, o mais antigo e famoso do país. Hoje, no jornal das 7, a SIC Notícias pretendeu convencer-nos que (houve mas) causou incêndios e desalojou pessoas.
Na procura por um bode expiatório para o mau viver, a Madeira e Alberto João Jardim estão na fila, mas seria preciso tanto?
Felizmente o resto do mundo ignora essa guerra e aqui fica um testemunho, com os meus votos de bom ano para os amigos deste blogue: haja saúde, alegria e força para levar por diante os projectos de cada um.
Na procura por um bode expiatório para o mau viver, a Madeira e Alberto João Jardim estão na fila, mas seria preciso tanto?
Felizmente o resto do mundo ignora essa guerra e aqui fica um testemunho, com os meus votos de bom ano para os amigos deste blogue: haja saúde, alegria e força para levar por diante os projectos de cada um.
Foto do Daily Mail
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Imortalidade
Os antigos, mais talvez do que nós, a quem, segundo Warhol, bastam quinze minutos de fama, procuravam activamente, quando não a imortalidade, pelo menos a glória imortal. No entanto sabiam bem, lá no fundo, quanto esta era precária:
Ex his ipsis cultis notisque terris num aut tuum aut cuiusquam nostrum nomen vel Caucasum hunc, quem cernis, transcendere potuit vel illum Gangem tranatare? Quis in reliquis orientis aut obeuntis solis ultimis aut aquilonis austrive partibus tuum nomen audiet? Quibus amputatis cernis profecto, quantis in angustiis vestra se gloria dilatari velit. Ipsi autem, qui de nobis loquuntur, quam loquentur diu?
Nas terras cultivadas por nós conhecidas, pode o teu nome, ou o de qualquer de nós, atravessar o Cáucaso que avistas, ou nadar para além do Ganges? Quem no longínquo Oriente ou no lugar onde o sol se põe ou nas partes donde sopra o vento norte ou sul ouve o teu nome? Se retirares estas, vês quão estreito é o território em que a tua glória se espalha. E mesmo esses que falam de nós, até quando falarão?
M.T. Cicero, De Republica, VI, 22
Sejamos modestos, pois. Ou não. É que a Rachelet encontrou a maneira de qualquer de nós atingir a imortalidade: é só mandar transformar as próprias cinzas, naturalmente após a morte, num diamante.
Já que os diamantes são eternos...
Ex his ipsis cultis notisque terris num aut tuum aut cuiusquam nostrum nomen vel Caucasum hunc, quem cernis, transcendere potuit vel illum Gangem tranatare? Quis in reliquis orientis aut obeuntis solis ultimis aut aquilonis austrive partibus tuum nomen audiet? Quibus amputatis cernis profecto, quantis in angustiis vestra se gloria dilatari velit. Ipsi autem, qui de nobis loquuntur, quam loquentur diu?
Nas terras cultivadas por nós conhecidas, pode o teu nome, ou o de qualquer de nós, atravessar o Cáucaso que avistas, ou nadar para além do Ganges? Quem no longínquo Oriente ou no lugar onde o sol se põe ou nas partes donde sopra o vento norte ou sul ouve o teu nome? Se retirares estas, vês quão estreito é o território em que a tua glória se espalha. E mesmo esses que falam de nós, até quando falarão?
M.T. Cicero, De Republica, VI, 22
Sejamos modestos, pois. Ou não. É que a Rachelet encontrou a maneira de qualquer de nós atingir a imortalidade: é só mandar transformar as próprias cinzas, naturalmente após a morte, num diamante.
Já que os diamantes são eternos...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Encontre as semelhanças
Bach (1685 - 1750): Concerto para dois violinos em Ré menor BWV 1043, composto entre 1730 e 1731, 2º andamento, largo. Solistas: Yehudi Menuhin e David Oistrackh.
Haendel (1685 - 1758): Ópera Serse, estreada em 1738, ária Ombra mai fù. Cantora: Joyce diDonato.
Haendel (1685 - 1758): Ópera Serse, estreada em 1738, ária Ombra mai fù. Cantora: Joyce diDonato.
Natal sem luzes
Não sei o que se passa no resto do país, mas em Albufeira este ano não há iluminações de Natal. Só um letreiro à entrada da cidade para quem vem da autoestrada. Em Lisboa também nada vi: aquela espécie de cogumelos Disney em volta da estátua do marquês de Pombal não dá luz e obviamente não conta*.
Toda a gente parece achar normal esta austeridade, contentando-se em lamentá-la com ar compungido.
Por outras palavras: que desperdício foi esse a juntar aos outros? E os senhores autarcas ainda andam aí?
*Para quem não sabe a que cogumelos me refiro, ei-los aqui.
Toda a gente parece achar normal esta austeridade, contentando-se em lamentá-la com ar compungido.
(Hoje, na minha janela)
Mas a pergunta que ninguém faz (excepto o A., esta tarde) é: o que aconteceu às luzes dos anos anteriores? Não se podem reutilizar? Não sobrou nada? Foi tudo para o lixo?Por outras palavras: que desperdício foi esse a juntar aos outros? E os senhores autarcas ainda andam aí?
*Para quem não sabe a que cogumelos me refiro, ei-los aqui.
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