quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Je dis que rien ne m'épouvante

Às vezes dou por mim com uma ária de ópera, ou apenas uma frase, na cabeça, e quando tomo consciência disso apercebo-me do que me apoquenta.
Há uns anos era Ridi, Pagliaccio, e desde há uma semana ou duas é esta:


Porquê? Porque eu julgava que já nada me espantava (não direi assustava) mas todos os dias as figuras públicas deste país conseguem deixar-me boquiaberta com o que fazem e dizem. A imaginação delas é muito superior à minha, tenho de admiti-lo.

De todas as mais recentes, destaco esta, a que cheguei via We have Kaos in the Garden: Francisco Balsemão quer que o Estado dê benefícios fiscais às empresas que continuem a apostar na publicidade. Claro que o facto de o grupo de media dele viver das receitas da publicidade não tem nada que ver. Nada!

6 comentários:

Carlota disse...

Pura coincidência, certamente, Gi!
Beijinho.

Paulo disse...

Estive a pensar em propôr ao Estado que conceda benefícios fiscais a profissionais de turismo, que tanto fazem pela imagem do país no estrangeiro e cujo trabalho é considerado um óptimo meio de publicidade para Portugal.

Não se épouvante se me vir de braço dado com Balsemão, os dois, juntos na mesma luta.

io disse...

tem graça que isso acontece-me amiúde: amanhecer com um verso, uma canção, um ária e geralmente está ligado directa ou indirectamente a alguma inquietação. engraçado.

Gi disse...

Certamente, Carlota :-)

Paulo, fartei-me de rir com essa imagem :-D

Io, pensava que era só eu :-)

Paulo disse...

Agora me dei conta: propôr? Ai que mal andam estes revisores.

Gi disse...

Azares da ortografia sem acordo, Paulo...