segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Είμαστε όλοι Έλληνες

Notícia do Expresso:

Economia grega vai cair 2,5% em 2012
O governo grego admite que o produto interno bruto deverá recuar 2,5% em 2012 e que não deverá cortar o défice para 6,5% do PIB.
13:09 Segunda feira, 3 de outubro de 2011
(...)
A Grécia, que já avisou que só tem dinheiro até meados deste mês, depende dos pagamentos regulares do resgate de 110 mil milhões de euros, financiado pelos outros países da zona euro e pelo Fundo Monetário Internacional.
Atenas recebe agora uma equipa de auditores, para avaliar de o Estado grego está a fazer o suficiente para receber a próxima prestação do resgate, no valor de oito mil milhões de euros.
(...)


Enquanto os nossos governantes e diplomatas andam por aí a explicar que não somos como os gregos, e os nossos jornalistas escondem ou ignoram que a França, por exemplo, está a cortar nos benefícios fiscais e no número de funcionários públicos, parece-me que o problema está em que estivemos, o mundo todo, a jogar um jogo cujas regras supunham um endividamento geral para permitir maior consumo de bens (os mais diversos) e uma suposta melhoria da qualidade de vida, e que não podemos agora pretender jogar o mesmo jogo mudando as regras e esperando obter o mesmo resultado.

Somos todos gregos, da América ao Tuvalu.

3 comentários:

Mário disse...

Seremos?

Não há muitos anos, com Aznar, a Espanha tinha déficit ZERO! e havia países com superavit...entretanto, o Qatar, Marrocos, a Rússia, Taiwan, o Lichtenstein, Cuba, a Gronelândia e as ilhas Faroé, praticamente não devem nada a ninguém. Países imensamente diferentes, mas que não se meteram a gastar como se vivessem no fausto das cortes imperiais.

Houve uma escalada disparatada de consumo, obras e eventos (olimpíadas, mundiais de futebol, grandes Expos, obras do Milénio...) que criou esse endividamento súbito, sem crescimento à altura, desde os anos 80.

Houve uma má escolha de credores - deveria ter-se privilegiado o endividamento interno, com estímulo à poupança.

Agora o que é mais estranho é: afinal quem são os verdadeiros credores? os chineses? os (bancos) árabes? e essa gente não precisa de nós, ocidente? Qualquer credor quer que o cliente esteja bem na vida para poder pagar! Bem de mais , não, porque precisaria de pouco e o juro baixava; mas bemzinho q.b!

Por essas e por outras, esta coisa vai passar com mais ou menos dores: países até aqui ricos vão ter de baixar a remediados para que países até aqui pobres subam a remediados; algum maior equilíbrio planetário irá haver. Não podemos ser todos ricos, sobretudo nós que nem soubemos gerir a nossa riqueza.

mfc disse...

Muita atenção às palavras da Dilma no que se refere à economia!

Gi disse...

Mário, penso que tem razão em muito do que diz, conquanto por algumas dessas economias eu não pusesse as mãos no fogo.
O meu problema, egoistamente, é fazer parte dos países que estão na fila para empobrecer.

Mfc, a Dilma podia começar seriamente a olhar para os seus nacionais que saíram à procura de melhores condições e agora estão em países à rasca.