sábado, 21 de abril de 2012

Kaufmann em Bruxelas

Voltar a ouvir Jonas Kaufmann, dois meses depois de Munique, acompanhado pela Orchestre National de Belgique num programa baseado nos seus CDs Verismo Arias e Sehnsucht era uma oportunidade imperdível.










Imagem Bozar



Os belgas devem ter achado o mesmo, porque a casa, se não estava esgotada, para lá caminhava, e os aplausos foram muitos e sem restrições. A habitual solicitação para que não se fotografasse nem filmasse foi totalmente esquecida no final, graças aos telefones celulares.

(Bruxelles, Abril 2012)

A orquestra começou muito certa, muito afinada, dirigida de maneira clara pelo maestro Jochen Rieder, e servindo o cantor com alguma delicadeza na primeira parte do concerto, menos bem, pareceu-me, na parte final. É certo que nem eu nem provavelmente noventa por cento das pessoas que enchiam a sala Henri Boeuf do Palais des Beaux-Arts de Bruxelas (carinhosamente conhecido como Bozar) lá estávamos para a ouvir, pelo que o alinhamento, que alternava uma peça instrumental com uma ária vocal, rapidamente se converteu - pelo menos para mim - numa irritação.

Kaufmann, esse, esteve perfeito: a voz sensual e expressiva chegando a tudo o que ele quis, a presença elegante e simpática, a disponibilidade para corresponder aos pedidos de mais música. Pontos altos, as árias Giulietta! Son io, La fleur que tu m'avais jetée, e a minha favorita, In Fernem Land.
Ovacionado de pé e chamado repetidamente ao palco, só conseguiu sair depois de cinco encores e contra a vontade de quem ainda o aplaudia.

Pode ver-se aqui, por curiosidade, ou aqui, em melhores condições, alguns momentos gravados à socapa por membros da assistência.

15 comentários:

Mário disse...

u-a-u ! wish I was there...

E como é que saiu o In Fernem Land, Gi, tão bom como aquele que aqui publicou ?

Paulo disse...

A avaliar pela ária do Canio, há-de ter sido estupendo ;)

Gi disse...

Mário, aos meus ouvidos saiu igualmente bom e continuo na esperança de um Lohengrin inteiro ;-)

Paulo, pois foi. Vesti la giubba foi um dos encores, e tive pena que não cantasse outras árias conhecidas como E lucevan le stelle ou Pourquoi me réveiller, que ele canta tão bem, e que fariam o público ainda mais feliz.

Fanático_Um disse...

Kaufmann está a cantar melhor que nunca e, para mim, não tem actuialmente rival no tipo de roportório que canta.
GGi, um Lohengrin completo, com um elenco de luxo, virá na abertura da próxima temporada do Scala, recentemente anunciada. E, se a tradição se mantiver, haverá transmissão em directo da récita de estreia na televisão.

Moura Aveirense disse...

Que bom! :)

Gi disse...

Fanático_Um, o Mário e eu queríamos um Lohengrin com o Kaufmann, arranja-se? :-)
Ainda não vi a temporada do Scala.

Moura Aveirense, foi mesmo.

Paulo disse...

Arranja-se.

Gi disse...

Paulo, ai! É então esse o elenco de luxo de que falava o Fanático_Um. Obrigada aos dois, não podia ser melhor. Quando é a abertura da bilheteira?

Fanático_Um disse...

Gi, o Lohengrin do Scala é com o Kaufmann. E poderá vir a ser transmitido em directo no dia 7 de Dezembro. Esperemos que a tradição se mantenha.

Gi disse...

Fanático_Um, já percebi, obrigada :-), e quero ir assistir ao vivo.

Fanático_Um disse...

Óptima opção, mas atenção aos preços do dia da estreia...
Nas outras récitas, embora caras, os preços são diferentes.

Gi disse...

Obrigada também por esse aviso, Fanático_Um... Mais de dez vezes o preço normal no primeiro dia da temporada, um disparate.

Mário disse...

Acho que vai calhar mal, Dezembro, ainda se fosse em 2013...

Programei muito antecipadamente as coisas para este ano, volto a Veneza em Setembro, depois entro em risco de incumprimento :(

Se fôr, Gi, compro-lhe uns registos piratas ...

Gi disse...

Mário, tenho pena, a romaria seria engraçada.
Veneza em Setembro? Também lá estará o Rigoletto com o Platanias, não?

Mário disse...

Está, pois. Mas não será o do David Mcvicar, e estou desconfiado.