terça-feira, 7 de junho de 2011

Museu do Louvre

O outro grande objectivo da viagem de Maio era visitar, ou revisitar, alguns museus.

Depois do martírio que é tentar entrar em certos museus italianos, preparava-me para o pior no Louvre, onde já não ia havia alguns anos. Foi uma excelente surpresa, porque a fila para o controle de segurança é rápida, dentro da pirâmide há inúmeras bilheteiras em self-service e o balcão de informações tem os mapas necessários para a dolorosa escolha das áreas a visitar num tempo inevitavelmente limitado.

Fotografar sem flash é permitido; infelizmente muitos quadros estão protegidos por vidro e é difícil conseguir uma foto decente sem reflexo - e, em certos casos, sem gente à frente.

(Paris, Maio 2011)


Como Mary Beard já tinha escrito, há uma nova arrumação na arte greco-romana, com duas ou mais versões romanas de estátuas originais gregas lado a lado. Na pintura, a Mona Lisa está agora sozinha numa parede, e em frente, imenso, As Bodas de Caná de Veronese. Rubens continua a iluminar toda uma sala, mas há dele mais quadros dispersos. É preciso procurar Rembrandt para o encontrar: o museu tem tantas peças fantásticas que raramente exalta alguma delas, e não encontrei o Vermeer.

Fiquei invejosíssima dos pintores que ali têm autorização para copiar os grandes mestres, ainda que tenham de o fazer no meio da multidão.

(Paris, Maio 2011)

10 comentários:

mfc disse...

Gostei de revisitar o louvre contigo...!

FanaticoUm disse...

O Louvre é um lugar sufocante. Com tanta obra impressionante que tem, nunca se consegue disfrutar em pleno. Tê-lo (um pedacinho que fosse) um dia só para nós, é desejo só alcançável em sonhos rosados. Ainda bem que sonhamos, o que seria a vida sem esta singela mas grandiosa capacidade Humana?
Obrigado por este magnífico texto.

Paulo disse...

Eu, como não gosto da Mona Lisa, fico intrigado com as peregrinações que lhe fazem, deixando para trás obras que considero muito mais bonitas. Se calhar, muita gente nem repara nesse magnífico quadro que está em frente dela.

Obrigado pelos links para a alta definição. Dão muito jeito para irmos aos detalhes que não conseguimos ver ao vivo.

Gi disse...

Mfc, obrigada :-)

FanaticoUm, como não podemos tê-lo só para nós, é ir vendo aos bocadinhos, uma visita agora, outra quando for possível, demorando o que pudermos diante do que nos enche a alma, tentando ignorar as multidões...

Paulo, suspeito que a Mona Lisa não é só o quadro mas também a lenda. Mas é muito boa pintura, e assim sozinha na parede entende-se melhor do que quando estava acompanhada.

AVOGI disse...

olá homónima, a mon lisa para mim fi aquela decepção, esperava eu ver um quadro grande e afinal sai aquela pequenez , mas todo o louvre vi-o de raspão na altura havia o passaporte para docentes que se pedia nos serviços da educação e nao foi necessário estar na longo bicha
kis .=)

Gi disse...

Olá AvoGi, a Mona Lisa agora, sozinha, parece maior.
Se não se tem muito tempo, estes museus vêem-se, da primeira vez, sempre a correr, na esperança de voltar, não é?

Ludmila Ciuffi disse...

Oi Gi, que delícia, este assunto posso comentar!
Lá estive em janeiro, numa visita noturna inacreditável de tão vazia. Será que o frio espantou os visitantes? Fui das últimas a sair, tendo atrás de mim um cordão de funcionários fazendo a varredura para fechar o museu. Fui justamente procurar Vermeer, Dürer, Van Eyck e outros pintores flamengos e fiquei bastante decepcionada com a sala escura e desprestigiada em que foram colocados. Talvez pelo fato de que as obras estavam tão enegrecidas pela má conservação que dava dó.
O Louvre caiu um tantinho no meu conceito, porque é necessário zelar melhor pelo tesouro artístico que possuem. Pessoas do mundo inteiro vão até lá visitar seus artistas eleitos, então é preciso olhar por todos...

luisa disse...

Inveja(e saudade) tenho eu dessa visita. :) Mas foi assim tão rápido entrar? Há tempos tinham-me dito que facilitava se comprássemos a entrada com antecedência...

Gi disse...

Ludmila, apesar de Paris ter sempre imensos visitantes, há variações sazonais, e em toda a Europa Janeiro é um mês fraco, talvez fosse por isso.
Fiquei com a ideia que o Louvre é tão gigantesco que qualquer mudança ou melhoramento deve exigir um grande esforço, mas na realidade algumas áreas estão em obras.

Gi disse...

Luisa, havia uma fila grande para o controle de segurança (como aliás no Rijksmuseum) mas que avançou depressa, penso que não levou mais de 20 minutos. Comparado com 4 horas para os Uffizi em 2004...