sábado, 29 de setembro de 2012

Impressões da Alemanha Parte VIII

A Helenatinha falado das Stolpersteine ou pedras no caminho, literalmente pedras de tropeço, as placas de latão que diante das casas recordam as pessoas (principalmente judias, mas não só; ciganas, homossexuais, negras, etc.) que nelas viviam e foram deportadas pelos nazis. Vi-as em Berlim e também em Hamburgo. Toca-me esta maneira de recordar e expiar aquele crime que não se quer repetir nunca mais.



Na St.Johanniskirche, em Hamburgo, encontrei também esta placa:


1933/45 não está assim tão longe, as crianças e adolescentes daquela altura são os reformados de hoje: é uma culpa colectiva recente com que ainda deve ser complicado viver.

(Fotos: Hamburg, Setembro 2012)

3 comentários:

ricardo Gonçalves disse...

Venho deste modo apresentar-lhe o meu novo projecto. Trata-se de um novo blog que pretende fazer uma análise clara e concisa sobre a actualidade nacional e internacional.
Este projecto surgiu no seguimento do término da minha licenciatura na Faculdade de Economia do Porto (FEP). Sempre me interessei bastante pelas questões macroeconómicas, mas entendi que só após a minha licenciatura estaria preparado para abordar estas questões com o rigor que se lhe exige. Gosto de fazer análises credíveis e baseadas sempre em estatísticas credíveis, como irá reparar ao visitar o blog.

PS: o link do blog é http://ecoseconomia.blogspot.pt/

Aguardo novidades, esperando o seu contributo para este projecto
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Gonçalves

Helena disse...

São reformados, mas com Alzheimer...

Já ninguém fala em culpa, mas em responsabilidade. Que culpa têm os meus sogros, que na altura tinham 5 ou 10 anos?
Um dia destes hei-de traduzir um artigo muito interessante do jornal die Zeit, sobre o momento em que o passado passa à história, e também sobre o passado dos alemães, quando há muitos alemães que são filhos de pessoas vindas de outros países.

Gi disse...

Helena, os teus sogros têm algumas lembranças desse tempo?

A propósito disso e do artigo do Die Zeit de que falas, propus em tempos que o passado passa a história quando morre a última pessoa que pode dizer que o viveu. O Mário, nessa altura, discordou. O que te parece?