segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fugas de informação

Andam governos, diplomatas e jornalistas num alvoroço porque foram divulgados documentos confidenciais da Secretaria de Estado e das embaixadas dos Estados Unidos no mundo.

Se os relatórios só dizem o que a imprensa relata (é difícil aceder-lhes no site da Wikileaks) não percebo porquê. Que o senhor Berlusconi gosta de festas pela noite fora e chega ensonado ao trabalho? Que a senhora Merkel é pouco creativa? Que Sarkozi é só garganta? Que os árabes gostariam que os Estados Unidos invadissem o Irão? Que os diplomatas americanos espiam os governos aliados? Que quem manda na Rússia é Putin? Mas isto é novo? Alguém ignorava?

Berlusconi, segundo parece, riu-se. What else?

3 comentários:

Catarina disse...

Estará “alguém” poderoso por detrás disto para embaraçar a administração de Obama?

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Giamiga

Pois, pois, santantónio fez-se em dois... Estarão, por certo, a Casa Branca, o Capitólio, o Departamento de Estado, o Congresso, no número dos virgens? Tudo indica que nim.

Mas, lá que a Wikileaks fez detonar uma enorme bomba - também se pode ler uma tsunâmica bronca - isso, fez. Goste-se ou não dos métodos do mister Julian Assange, o Mundo inteiro (ou quase) tenta desesperadamente arranjar força para assobiar para o ar e tentar disfarçar. Debalde. Nem com mil milhões de baldes...

Washington não sabe para onde se voltar. E outras capitais também tentam imitar as avestruzes, mas as areias são movediças... e não dá.

Enfim, se calhar a Catarina éke tem razão: alguém tenta tramar o Obama. Temos de esperar pelos próximos capítulos. As cenas que se anunciam conseguem ser, diz quem sabe, muito piores. Berá-xe, cumo dije o xéguinho, berá-xe, carago...

Depois disto, espero-te lá no meu covil. Comenta e inscreve-te minha (per)seguidora. Kittos como afirmam os Filandeses para dizerem muchas gracias.

Qjs = queijinhos = beijinhos

Gi disse...

Catarina, o Regabophe tem uma perspectiva interessante sobre o tema: por um lado, embaraça Obama, mas por outro lado é-lhe útil.

Henrique, se bem percebi, a sua posição é semelhante: acha que as fugas são embaraçosas mas que é possível que tenham origem propositada no governo?
Tem certamente razão em que para comentar apropriadamente se deve esperar pelos próximos capítulos.