sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A quarta emenda

Notícia do Expresso:

Roupa interior com recados para scanners de aeroporto
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Jorge Fonte (www.expresso.pt)
20:51 Quinta feira, 25 de Novembro de 2010

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As mais recentes políticas da TSA (Agência de Segurança de Transportes) são os principais alvos de quem viaja e se vê obrigado a passar por um scanner corporal, que despe virtualmente e por completo a pessoa (que pode ser qualquer um, mesmo que não apresente motivos de suspeita). (...)
Os críticos põem em causa a legalidade deste tipo de controlo, apoiando-se na 4ª emenda da Constituição do país, que protege os cidadãos norte-americanos de buscas e revistas não autorizadas por um mandado ou por suspeita de ato ilegal.
É essa 4ª emenda da Constituição norte-americana que agora é impressa em t-shirts, meias e roupa interior masculina e feminina e pode ser comprada por todos.
(...)

Imagem daqui


É pena a roupa ser tão feia, porque a ideia é bem engraçada.

9 comentários:

Luísa disse...

Mas o scanner não vai além da roupa interior, Gi? Se for, a mensagem não é vista. Só tatuando... ;-D

Gi disse...

Luísa, as letras são metalizadas e por isso opacas à radiação e visíveis no scanner. Estou aqui a imaginar a cara dos operadores dos scanners :-D

Ludmila Ciuffi disse...

Dá para se fazer muita piada, não é mesmo? Será que uma pessoa que passou por um mês de radioterapia + quimioterapia pode se recusar a passar pelo scanner? Será que eles dão opção para esses casos?

Gi disse...

Boa pergunta, Ludmila.

Helena disse...

Essas pessoas provavelmente terão de apresentar um atestado médico muito antes de voarem, pedindo autorização para abrirem uma excepção.
Não sei que diga: por um lado, é uma humilhação. Por outro lado, é mais para segurança de quem voa que para gozo do pessoal.
A gente também se despe para médicos, massagistas, etc. - não é?
A alternativa é não voar, ou correr o risco de entrar num avião que se pode transformar numa armadilha mortal.

Catarina disse...

E todas estas medidas de segurança são devidas a..........................

Gi disse...

Helena, é que nem faço ideia se a radioterapia pode ser motivo para não se passar pelo scanner, ou seja, não sei se é o mesmo tipo de radiação e se é cumulativa. Hei-de perguntar.
Despir-se para médicos e massagistas não tem nada a ver, é um acto individual, para benefício próprio e, em princípio, voluntário. Ser revistado ou scannado sem haver suspeita fundamentada é que pode ser considerado um atentado aos direitos e liberdades constitucionais.

Dito isto, nunca recusei passar naqueles pórticos ou ser revistada. Como diz a Helena, é isso ou não ir.

Gi disse...

Catarina, não percebo se o seu comentário é uma interrogação.
As medidas de segurança nos aeroportos apareceram há muitos anos, para evitar os desvios de aviões por motivos políticos, prática que surgiu, se não me engano, nos anos sessenta. Tornaram-se mais restritivas depois dos ataques terroristas aos EUA em 11 de Setembro de 2001, e complicam-se de cada vez que se descobre que alguém conseguiu ultrapassá-las.

Ludmila Ciuffi disse...

Gi, quando você descobrir, não deixe de divulgar se há malefícios adicionais na passagem pelo scanner para aqueles que fizeram radio, ok? Acho que você está mais perto de descobrir do que eu...