quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Se calhar era domingo

É notícia em quase todos os jornais (o Expresso, o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã, o primeiro a dar a notícia,o Público, com uma voltinha - o DN ignora-o olímpicamente e se calhar faz bem): sr. José Sousa disse numa palestra em França que a ideia que agora é preciso pagar a dívida é uma ideia de criança; as dívidas dos países são por definição eternas; as dívidas gerem-se.
Mais: disse que isso estuda-se em economia e que foi assim que ele estudou durante... tempo.

Querem ver que ainda tira da cartola uma licenciatura em Economia?

Mas uma pista para resolver o enigma vem praticamente no fim do video, quando diz que enfim, isto é uma discussão muito... técnica.

Pois. Como o inglês técnico que lhe conhecemos bem.

5 comentários:

Mário disse...

Ai valha-nos Deus !

Paulo disse...

O vídeo é muito bonito e gasta-nos pouco... tempo. Bravo, José Sousa.

Fernando Vasconcelos disse...

A história no entanto não deixa de lhe dar razão, goste-se ou não do facto. Provavelmente ele nem sequer está ciente disso ou também o teria argumentado mas a verdade é que as maiores dividas da história NUNCA foram pagas pelo menos na totalidade (sendo que na maioria dos casos foram perdoadas ... ) Vide toda a América Latina nos tempos mais recentes e a grande maioria dos países africanos de forma regular e cíclica, para já não falar no que ainda está por liquidar de indemnizações de Guerra ou do plano Marshall ou da divida da Inglaterra aos EUA resultante dos bens adquiridos durante a segunda guerra ... Isto assim só em alguns exemplos que me vieram à cabeça de repente. Isto só para vos dizer que embora não defenda o sujeito também não defendo quem insiste em focar-se num problema que à escala que o temos só o é se nós (e nós = Europa) persistirmos em querer que ele o seja. Por outras palavras há muita vida para além da divida. E o que me deixa triste é que se continuarmos a aceitar quem nos impinge a noção de que sim senhor esse é que é o problema vai-nos acontecer o que aconteceu na Argentina e aí imaginem quem na verdade se l* ...
Ainda por outras palavras ele tem razão quando diz que as dividas dos estados são eternas porque se presume que um estado seja perene. Não acaba assim de um dia para o outro e portanto as dividas desde que os juros cobrados não seja estrastoféricos e o montante da mesma seja mantido dentro de parâmetros mais ou menos adequados não existe grande dúvida que é paga mesmo que para isso seja necessário contrair mais divida ... que será paga um dia ... porque se acredita que um dia esse país vai conseguir superar as dificuldades momentâneas ou não que tem. Portanto embora tenha pena que tenha sido esse personagem a dizê-lo no meu entender ele tem razão no fundamental da mensagem que a Gi sublinhou. E acrescento, quem não pensa assim - ou seja quem acha que o Estado não pagará são precisamente os mesmo que fazem o possível para que isso efectivamente não aconteça - tornando o preço do dinheiro de tal forma elevado que criam eles próprios os motivos do colapso obviamente para ganharem da especulação que daí decorre. E notem não sou radical de esquerda, até defendo numa forma de organização capitalista e de mercado mas devemos ter noção que nos estão a tentar atirar areia para os olhos.

mfc disse...

Pois... ele na parte técnica é fraquinho!!

Gi disse...

Fernando, o que me irrita é o desplante com que ele fala, como se não tivesse trazido o país ao ponto em que ninguém estava disponível para nos emprestar mais dinheiro. "As dívidas gerem-se" cai mal quando dito por quem não teve a capacidade de gerir coisa nenhuma, deixando para os outros os tais encargos insuportáveis.
E há quem convide este sujeito a palestrar.