domingo, 22 de novembro de 2009

Autoria

A propósito deste post no blogOperatório, lembro-me que os antigos Romanos, quando mandavam construir estradas, teatros, aquedutos ou outras obras úteis à comunidade, achavam normal dar-lhes o seu nome ou o nome do seu clã (gens), para que os vindouros se lembrassem de quem os tinha beneficiado.

(Roma, Março 2009)

Também acho normal. Vamos lá rebaptizar a "Ponte 25 de Abril", dar nomes de gente às auto-estradas e que cada um saiba quem foi o autarca que deixou construir mamarrachos no centro das cidades.

Nota: a fachada do Panteão foi anteriormente a das termas de Agrippa, daí a inscrição Marcus Agrippa, filho de Lúcio, consul pela terceira vez, construiu.

6 comentários:

Joao Quaresma disse...

Concordo em parte mas pode tornar-se mesmo insuportável viver neste país.

Na Venezuela é quase tudo Bolivar. Estado Bolivar, Ciudad Bolivar, Monte Bolivar, navio-escola Bolivar e, é claro, moeda Bolivar.

Gi disse...

JQ, precisamente: isso é porque tudo isso homenageia o mesmo homem, Simon Bolívar. É como se passássemos a chamar Afonso Henriques a tudo o que temos. Mas não vejo porque havemos de chamar Praça Sá Carneiro ao que sempre foi o Areeiro, por exemplo (e eu admiro muito Sá Carneiro), ou Vasco da Gama à segunda ponte de Lisboa.

Nádia Jururu disse...

Boa ideia. Centro Cultural Vara, Ponte Lurdes Rodrigues...

Gi disse...

Nádia, nunca ouvi dizer que o sr. Vara tenha construído algum Centro Cultural. Mas Centro Cultural Cavaco Silva já faria algum sentido, ou não? Assim como Túnel Santana Lopes ;-) ou, no Campo Pequeno, Túnel Jorge Sampaio.

Goldfish disse...

Acho bem que se saiba quem mandou fazer o quê, pondo uma plaquinha nas entradas ou num pilar... Mas dar nomes de políticos aos edifícios não, que muitas vezes o que nós queremos é esquecer quem foi a luminária!

Gi disse...

A verdade, Goldfish, é que os Romanos construíam com o seu próprio dinheiro, enquanto as luminárias constroem com o nosso...