quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Da vacina contra a gripe como um dever social

Artigo de Le Monde:

Point de vue
Faut-il se faire vacciner contre la grippe A ?, par Philippe Cibois
LEMONDE.FR | 24.11.09 | 18h13 • Mis à jour le 25.11.09 | 13h43
L'obstacle à la vaccination est que, du point de vue rationnel, il ne faut pas se faire vacciner : pourquoi prendre le risque de complications qui peuvent être graves pour éviter une maladie en général bénigne ? (...)
C'est une autre rationalité qui est prise en compte par les autorités : si la proportion de personnes vaccinées reste faible, l'épidémie se répandra, désorganisera le système social et fera aussi des morts dans une population jeune.
(...)
Se faire vacciner est courir un danger faible, mais un danger quand même : il est rationnel de l'accepter pour éviter le danger plus grave d'une épidémie qui nous menace collectivement de désorganisation. L'accepter est notre contribution personnelle au bon fonctionnement collectif dont nous tirerons des bienfaits car plus nombreux sont les vaccinés, moins l'épidémie se répand. (...)

Uma perspectiva interessante. No entanto, nunca estes argumentos foram usados em relação à gripe sazonal, e é o tratamento diferente, privilegiado e histérico concedido à gripe A(H1N1) que nos faz desconfiar e nos opõe, enquanto indivíduos frequentemente sujeitos às manipulações e explorações mais deselegantes, a essa presumida solidariedade colectiva.

5 comentários:

Mário disse...

Gi,

nesta questão como noutras (alterações climáticas, perigo da energia nuclear, etc.) tenho por hábito só dar ouvidos à comunidade científica. Políticos e sociólogos são vendedores de banha de cobra.

Se a comunidade científica está dividida, então não posso eu ter certezas, nem vou fazer uma opção de "fé". Se a comunidade está unida e as vozes discordantes são isoladas, e quase sempre baseadas em "teorias da conspiração" como é o caso, então aceito como "verdade" a opinião maioritária dos especialistas.

Concluindo: não recusaria tomar a vacina, teria confiança nela , e se estivesse em risco não hesitaria. Se tivesse familiares em risco, também. Mas não concordo que seja de vacinar em massa toda a população, pois essa é a posição da comunidade médica.

Não vejo a que outra bóia nos possamos agarrar. Não sei quem é o sr. Philippe Cibois, mas os seus argumentos não colhem.

ematejoca disse...

Neste blogue só se escrevem coisas sérias, eu, artificial como sou, venho aqui apenas para lhe trazer um cestinho cheio de selos para enfeitar a sua casa nesta época quase festiva: o primeiro advento é já no domingo.
Caso os aceite, vá buscá-los, por favor, ao "ematejoca azul".

A vacina sazonal já a tomei - quanto à vacina em questão ainda não estou muito convicta. Quando perguntei a opinião do meu médico, ele respondeu-me, que sou adulta, portanto tenho de ser eu a decidir, se a tomo ou não.
A resposta dele dá-me a entender, que ele próprio não está muito certo acerca dos efeitos dessa vacina!
Mas quem sabe, se o Philippe Cibois não tem razão com os seus argumentos?!

A saudação habitual de D`dorf!

Alvaro Santos Pereira disse...

Gi

Acabei de escrever um post no Desmitos sobre a vacinação no Canadá. Mais do que um dever social, a vacinação é uima questão de minimizar riscos, principalmente para as crianças e grupos de risco.
As atitudes perante a vacinação são diametralmente opostas em Portugal e no Canadá. É verdadeiramente incrível.

Alvaro

Gi disse...

Mário, Álvaro, parece-me que em Portugal as dúvidas são muitas. Se calhar por nos lembrarmos dos pânicos à volta da gripe das aves e do SARS, que iam matar milhões e parecem ter-se desfeito em fumo.

Nunca se fez uma campanha neste género em relação à gripe sazonal, que é todos os invernos causa de grande morbilidade e alguma mortalidade. Não sei porque irá a gripe A desorganizar mais a nossa vida que a gripe vulgar.

Dito isto, parece-me razoável que se vacinem os que diante deste tipo de doença estejam mais fragilizados, e que se adoptem as boas práticas de prevenção da transmissão, que julguei já serem conhecidas de toda a gente mas ainda não são sempre postas em prática.

Gi disse...

Teresa, isso é uma espécie de buffet de selos! :-)
Não tenho muito jeito para me servir a mim mesma, mas agradeço como se.
Bj para si.