segunda-feira, 10 de maio de 2010

Desnecessários

Eis em resumo a minha relação com os deuses: não me fazem falta, nem eu a eles.

Foto do blog O Livro de Areia

6 comentários:

Paulo disse...

Vejo aqui que alguém discordou mas não disse quem era nem por quê.

Gi disse...

O problema com as reacções é precisamente esse.

Joao Quaresma disse...

Por Toutatis, Gi! :))

Erradíssimo, lamento contradizê-la. Compreendo que da nossa experiência de vida, e pela injustiças por que passamos ou assistimos, não concebamos que exista Deus, pelo menos na forma de um Deus bom. Mas o que somos e por que o somos, devemos a alguma coisa, porque o evolucionismo não explica o mundo tal como ele é. É a conclusão a que, discretamente, a comunidade científica tem chegado desde que o telescópio Hubble começou a mandar imagens de outros planetas, há quase 20 anos. Já se estudaram largos milhares de planetas e não há nada nem remotamente parecido com o que existe na Terra. As hipóteses de isto ter acontecido por mero acaso científico são tão infímas que não são de considerar. Para já não falar que o próprio planeta é jovem demais para que este estado de evolução tenha tido lugar por mera evolução. O que não quer dizer que o que quer que seja que exista seja aquile Deus de que fala a Bíblia, o Alcorão ou a Tora.

Podemos não ter necessidade de acreditar em algum Deus, mas seja o que for que exista, nós resultamos d'Ele, ou disso.

Gi disse...

JQ, não creio que mesmo o Hubble tenha mandado muitas imagens de planetas para além do sistema solar. Normalmente a existência de planetas é mais inferida do que vista, porque eles são demasiado pequenos e não produzem radiação significativa.

De qualquer maneira para mim a ausência de deus(es) não tem que ver com a experiência mas com a inteligência: por um lado, não há provas de que exista(m), e já há muitos anos me dei ao trabalho de desmontar as "provas" de Tomás de Aquino; por outro, se existisse(m), não teria(m) interferência na vida humana, daí podermos viver bem sem ele(s).

Mário disse...

João Quaresma,

Perdoe a intromissão, mas nao acha que a necessidade de "Pai", de Deus ou "isso" donde a gente provenha , é demasiado antropocentrista? Porque não aceitar que somos resultado de uma roleta, um acaso que às vezes dá Universo, vida, outras não dá nada? Isto não é o que eu creio - é apenas uma outra posssibilidade logicamente tão plausível como a sua.


Mário

Gi disse...

Amigos, nestes canteiros não há intromissões: servem mesmo para que as pessoas falem umas com as outras, concordem ou discordem. Façam favor :-)